Frame(d): a lógica da visão

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Título: Frame(d): a lógica da visão
Autor: Moura, Catarina
Resumo: Tão importante como compreender o acontecimento em si mesmo, é talvez ponderar o processo através do qual tomamos conhecimento desse acontecimento, o que inevitavelmente nos remete não só para a sua construção e para as operações de selecção (de fontes, de imagens, de palavras, de ângulos de abordagem) inerentes a esse mesmo processo, mas também para o próprio meio que o traz até nós. Innis e McLuhan obviaram o facto de não podermos ver no meio um intermediário inócuo, aspecto que as últimas décadas confirmaram e acentuaram. Numa cultura em o acesso à informação, ao mundo e ao outro é quase totalmente sustentado por algum tipo de tecnologia, da televisão ao computador e à Internet, passando pelo inevitável telemóvel, urge ponderar a relevância destes meios enquanto (mais do que veículos ou suportes) estruturas cognitivas capazes de condicionar os conteúdos a um formato específico – e, consequentemente, a nossa percepção dos mesmos. Porque o meio opera tanto ao nível da emissão, como da mensagem e da própria recepção, este domínio sobre a totalidade do processo comunicativo impõe a sua ponderação. E ponderá-lo implica relacioná-lo e vê-lo confluir com conceitos como interface e representação, à medida que nos damos conta de que mediar é formatar e formatar é conformar, ajustar a um formato – o que, no limite, se traduz num modo de ver, que é também, inevitavelmente, um modo de dar a ver e, portanto, de conhecer e dar a conhecer.As important as understanding the event in itself, is perhaps the analysis of the process by which we become aware of it, which inevitably leads us back not only to its construction and to the selection operations (of sources, images, words, approaches) inherent to that same process, but also to the medium that brings it to us. Innis and McLuhan stated very clearly that we can’t see the medium as an empty and innocuous intermediary, point confirmed and accentuated through the last couple of decades. In a culture in which the access to information, to the world and to the other is almost entirely supported by some sort of technology, from television to computers and the Internet, passing by the inevitable mobile phone, it is urgent to think about the relevance of these media as (more than vehicles or supports) cognitive structures capable of conditioning the contents to a specific format – and, consequently, our perception of them. Because the medium controls the totality of the communication process, it’s important to think about it. And thinking about it means relating it and seeing it merge with concepts such as interface and representation, as we realize that mediation is framing and framing is adjusting to a specific format – which, ultimately, translates in a way of seeing that is also, unavoidably, a way of knowledge.
URI: http://hdl.handle.net/10437/6066
Data: 2011


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