Da práxis de-colonial e intercultural no ensino superior indígena : andante ma non troppo

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Da práxis de-colonial e intercultural no ensino superior indígena : andante ma non troppo

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Title: Da práxis de-colonial e intercultural no ensino superior indígena : andante ma non troppo
Author: Guilherme, Manuela; Lourenço, Filipa
Abstract: Este artigo inicia-se com uma discussão teórica sobre as tensões locais, nacionais e globais que hoje pressionam as instituições de educação superior, a fim de contextualizar a apresentação dos desafios ontológicos e epistemológicos que as universidades indígenas interculturais, recentemente criadas na América Latina, têm empreendido. As exigências de internacionalização e transnacionalização feitas às instituições de educação superior pelos governos nacionais, organizações transnacionais e, sobretudo, pelo contexto académico global não lhes permite ignorar inovações e experiências interculturais realizadas onde quer que seja no globo. Como consequência da relação paradoxal entre a globalização hegemónica e a visibilidade crescente de grupos discriminados na educação superior, a gestão universitária tem de reagir a desafios enormes, tanto no que respeita ao desenvolvimento curricular como à coordenação de actividades de extensão e investigação, de modo a corresponder à cada vez maior diversidade e mobilidade das sociedades. O texto também foca perspectivas ontológicas e epistemológicas ignoradas que o conhecimento universitário deve considerar, traduzir e comparar/contrastar a fim de empreender a busca por uma “ecologia de saberes” que nós acreditamos poder vir a inspirar o futuro do mundo académico. Por fim, este artigo apresenta alguns exemplos selecionados, como o de um documento fundador, a Constituição do Estado Plurinacional da Bolívia, e também o relato da experiência de uma praxis académica em uma instituição de ensino superior no mesmo país, com o envolvimento de uma comunidade indígena local.This article starts with a theoretical discussion about the local, national and global demands towards higher education institutions in current times as a backdrop for the introduction of the epistemological and ontological challenges undertaken by the recently created indigenous intercultural universities in Latin America. The calls for internationalization and transnationalization addressed to higher education institutions by national governments, transnational organizations and above all by the global academic context itself does not allow them to ignore intercultural experiments and innovations being carried out anywhere in the globe. As a result of the paradox between hegemonic globalization and the increasing visibility of outcast groups in higher education, university management needs to tackle enormous challenges, both with regard to curriculum development and to the coordination of extension/research activities, in order to meet the expectations of an increasingly diverse and mobile societies. The text also focuses on disregarded ontological and epistemological perspectives that university knowledge must consider, translate and compare/contrast in order to endorse the search for an “ecology of knowledges” which we believe may come to inspire the future of the academic world. Finally, this article provides some examples selected both from a political foundational document, the Constitution of the Plurinational State of Bolivia, and from an account of an academic experiential praxis carried out by a higher education institution there, with the involvement of a local indigenous community.Cet article commence avec une discussion théorique sur les tensions locales, nationales et globales qu’aujourd’hui font de la pression sur les institutions d’enseignement supérieur, afin de contextualiser la présentation des défis ontologiques et épistémologiques que les universités indigènes interculturelles, récemment créées en Amérique latine, ont entrepris. Les exigences vers l’internationalisation et la transnationalisation faites aux institutions d’éducation supérieure par les gouvernements nationaux, les organisations transnationales et, surtout, par le contexte académique global, ne leur permet pas d’ignorer des innovations et des expériences interculturelles entreprises partout sur le globe. Comme conséquence de la relation paradoxale entre la globalisation hégémonique et la visibilité croissante de groupes discriminés à l’enseignement supérieur, la gestion universitaire doit réagir à des défis énormes, non seulement en ce qui concerne le curriculum mais également à la coordination d’activités d’extension et de recherche, de façon à correspondre à la croissante diversité et mobilité des sociétés. Ce texte se centre aussi autour des perspectives ontologiques et épistémologiques ignorés que le savoir universitaire doit considérer, traduire et comparer/contraster afin d’entreprendre la recherche d’une «écologie de savoirs» que nous croyons pouvoir inspirer le futur du monde académique. Finalement, cet article présente quelques exemples sélectionnés comme la Constitution de l’Etat Plurinational de Bolivia, et aussi la description de l’expérience d’une praxis académique chez une institution d’enseignement supérieur dans le même pays, avec la participation d’une communauté indigène locale.Este artículo se inicia con una discusión teórica sobre las tensiones locales, nacionales y globales que hoy presionan a las instituciones de educación superior, con el fin de contextualizar los desafíos ontológicos y epistemológicos que las universidades indígenas e interculturales, recientemente creadas, han emprendido. Las exigencias de internacionalización y transnacionalización realizadas en las instituciones de educación superior por los gobiernos nacionales, organizaciones transnacionales y, principalmente, por el contexto académico global no les permiten ignorar innovaciones y experiencias interculturales realizadas en todos los puntos del globo. Como consecuencia de la relación paradójica entre la globalización hegemónica y la visibilidad creciente de grupos discriminados en la educación superior, la gestión universitaria precisa hacer frente a desafíos enormes, tanto a respecto del desarrollo curricular, como a la coordinación de las actividades de extensión e investigación, para poder dar cuenta de la cada vez mayor diversidad y movilidad de las sociedades. El texto también considera perspectivas ontológicas y epistemológicas ignoradas, que el conocimiento universitario debe considerar, traducir, comparar/contrastar con el fin de emprender la busca por una ‘ecologia de saberes’ que creemos irá inspirar el futuro del mundo académico. Finalmente, este artículo presenta algunos ejemplos seleccionados, como un documento fundacional, la Constitución del Estado Plurinacional de Bolivia, y también el relato de la experiencia de una praxis académica en una institución de enseñanza superior en el mismo país, con la participación de una comunidad indígena local.
URI: http://hdl.handle.net/10437/6834
Date: 2016


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