Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas
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Percorrer Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas por autor "Bragança, Cristiana Raquel Marques"
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Item Papel do Farmacêutico Comunitário no acompanhamento da pessoa com doença oncológica : perceção do doente/sobrevivente(2024) Bragança, Cristiana Raquel Marques; Escola de Ciências e Tecnologias Saúde; Costa, João Guilherme Feliciano da; Fernandes, Ana Sofia GregórioA doença oncológica atualmente afeta globalmente milhões de pessoas, posicionando-se numa das principais causas de morte a nível mundial, impondo tratamentos complexos e com elevado impacto no doente. Na abordagem a esta doença, o envolvimento e colaboração das equipas multidisciplinares, incluindo os farmacêuticos é crucial em todas as etapas, desde o diagnóstico, aos tratamentos e à gestão dos efeitos secundários inerentes a estes. Deste modo, com este trabalho, pretendeu-se estudar e avaliar a perceção sobre o papel do farmacêutico comunitário no acompanhamento da pessoa com doença oncológica na perspetiva do doente/sobrevivente. Para tal, realizou-se um estudo observacional, transversal a 105 indivíduos doentes ou sobreviventes de doença oncológica, residentes em Portugal, através de um questionário online auto-reportado. Os resultados revelaram que a maioria dos inquiridos sente confiança no farmacêutico comunitário. Globalmente, 43,8% e 53,3% dos inquiridos, consideram o conhecimento destes profissionais de saúde suficiente nas medidas de prevenção e diagnóstico, respetivamente. Por sua vez, na gestão dos efeitos secundários do tratamento oncológico, a maioria dos inquiridos (61%), considerou que o conhecimento do farmacêutico comunitário era "Bom ou Elevado". A larga maioria dos investigados considerou que é importante a existência de uma comunicação entre as equipas hospitalares e o farmacêutico comunitários (~80%) e seria relevante a implementação de um serviço personalizado nas farmácias para o seu acompanhamento (~70%). Conclui-se com este estudo que, apesar da maioria dos inquiridos sentir confiança no farmacêutico comunitário, existe ainda uma elevada margem para tornar o seu papel mais ativo no acompanhamento da doença oncológica. Adicionalmente, na perspetiva do doente oncológico é essencial a existência de uma comunicação entre o hospital e a farmácia comunitária, bem como a criação de um serviço que permita um melhor acompanhamento no decurso da sua doença. Palavras-chave: cancro; farmacêutico comunitário; doente oncológico; tratamento; intervenção farmacêutica