Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas
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Percorrer Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas por autor "Gregório, João Pedro Bernardo"
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Item Avaliação da qualidade de vida com questionário validado numa amostra de doentes polimedicados em Farmácia Comunitária(2024) Henriques, Nelson Lúcio; Escola de Ciências e Tecnologias Saúde; Gregório, João Pedro BernardoO conceito de qualidade de vida tem vindo a ganhar uma grande importância ao longo dos anos, especialmente em doentes polimedicados que, por tomarem muitos medicamentos, acabam por não aderir à terapêutica levando a complicações físicas e psicológicas. Esta redução da qualidade de vida origina resistência a fármacos e desperdício de recursos e como consequência, há um comprometimento na melhoria da saúde da população. O objectivo principal desta dissertação é avaliar a qualidade de vida numa amostra de doentes polimedicados de farmácia comunitária, utilizando o questionário SF-12 como instrumento de medida, e avaliar a qualidade de vida numa amostra de doentes com multimorbilidade. Neste estudo, a Hipertensão e Hiperlipidémia estão entre as condições crónicas mais prevalentes. No âmbito da polimedicação, nos doentes com multimorbilidade, a qualidade de vida está diminuída, sendo que a componente física foi a mais determinante para este resultado uma vez que, a componente mental não teve diferenças consideráveis. Portanto, é importante que sejam implementadas medidas que visem melhorar a adesão à terapêutica dos doentes através da gestão clínica da terapêutica e optimização de prescrições médicas com o intuito de melhorar a qualidade de vida. Palavras-chave: Polimedicação, Multimorbilidade, Gestão da terapêutica, Qualidade de vida, SF-12.Item Avanços nanotecnológicos em produtos cosméticos : perceção dos consumidores(2024) Oliveira, Paula Cristina de; Escola de Ciências e Tecnologias Saúde; Gregório, João Pedro BernardoA aparência física é cada vez mais um fator fundamental na autoestima e bem-estar dos indivíduos na sociedade, sendo que a utilização de cosméticos contribui cada vez mais para essa necessidade. Ainda que os produtos cosméticos já venham a ser utilizados há milhares de anos, a sua inovação ao longo do tempo tem sido notável. Atualmente, a utilização da nanotecnologia em produtos cosméticos é cada vez mais considerada por várias empresas. No entanto, a exposição a nanocosméticos deve ter em consideração a sua segurança para o ser humano e ambiente. Neste sentido, compreender as atitudes, os conhecimentos e as preocupações dos consumidores é essencial na tomada de decisões informadas, e na consolidação destas tecnologias, determinando o fracasso ou o sucesso comercial dos produtos e as decisões de investimento do sector. Uma vez que em Portugal não existia até à data nenhum estudo que avaliasse a perceção pública dos nanomateriais e a sua segurança e eficácia, esta dissertação teve como objetivo avaliar a perceção dos consumidores portugueses relativamente à utilização da nanotecnologia em produtos cosméticos. Para tal foi realizado um estudo exploratório observacional transversal aprovado pela Comissão de Ética da Escola de Ciências e Tecnologias da Saúde (ECTS) - Universidade Lusófona (CE.ECTS/P35-23). O questionário auto-reportado apresentou como critérios de exclusão a idade inferior a 18 anos e a participação noutros estudos relacionados com nanocosmética, e foi constituído por questões relativas ao perfil sociodemográfico e sociocultural; hábitos de consumo de cosméticos; e perceção sobre a utilização da nanotecnologia em cosméticos, incluindo os benefícios e riscos. Participaram neste estudo 118 inquiridos, sendo a maioria do sexo feminino (71%), com uma média de idades de 39 ± 11 anos. Cerca de 92% dos inquiridos confirmou a utilização diária de cosméticos, sobretudo produtos de higiene oral (92%) e produtos capilares (84%). Relativamente aos fatores na escolha de cosméticos, os participantes deram uma maior importância à segurança (72%), qualidade (68%) e eficácia (68%); e no que diz respeito às vantagens e eficácia de nanocosméticos, cerca de metade dos inquiridos os consideram mais vantajosos e eficazes, comparativamente aos cosméticos convencionais. No entanto, é de realçar que a outra metade da amostra revelou incerteza relativamente a estes pontos, indicando não saber se são vantajosos ou eficazes, mostrando desta forma a importância da disponibilização de mais informação sobre os nanocosméticos. Ainda assim, relativamente à segurança, é de notar que a maioria dos participantes se sente mais segura (24%), ou igualmente segura (35%), ao utilizar nanocosméticos em comparação com produtos convencionais, e 71% não se encontra preocupado com a exposição à nanotecnologia. É possível concluir assim que os consumidores portugueses revelam, no geral, uma perceção positiva relativamente aos nanocosméticos, valorizando os seus benefícios. No entanto, é de salientar a necessidade de informação adicional e a melhoria da literacia dos consumidores, uma vez que grande parte destes apresentou dúvidas relativamente a vários aspetos da nanocosmética. Palavras-chaves: Nanotecnologia, Cosméticos, Padrão de consumo, Riscos, BenefíciosItem Caracterização do acompanhamento profissional de utilizadores de ansiolíticos e antidepressivos(2024) Có, Hedeleny Arasy; Escola de Ciências e Tecnologias Saúde; Gregório, João Pedro BernardoCom a crescente prevalência dos índices de depressão e ansiedade no mundo, que acompanham proporcionalmente, o aumento constante do consumo de antidepressivos e ansiolíticos, torna-se cada vez mais necessário abordar estes dois transtornos mentais, como um problema de saúde publica, uma vez que estas doenças, condicionam negativamente os indivíduos que sofrem com estas patologias. Portugal apresenta valores consideráveis, relativamente à carga de doenças mentais e ao seu impacto, na sociedade, face à Europa. Por esta razões, é então necessário, compreender que fatores estão associados à gestão da saúde mental dos doentes que sofrem destes dois tipos de transtornos psiquiátricos, e que lacunas podem ser preenchidas, relativamente ao acesso a cuidados especializados em saúde mental. Para um melhor entendimento do papel que o farmacêutico comunitário, na gestão da saúde mental, no acompanhamento e o aconselhamento farmacoterapêutico, feito a utentes consumidores de medicação ansiolítica e antidepressiva e o possível envolvimento de outros profissionais de saúde, na gestão da saúde mental destes utentes, procedemos à implementação de estudo observacional ao longo de 3 meses, em farmácia comunitária, localizada em Agualva Cacém, para que pudéssemos responder às questões de investigação. Foram estabelecidos critérios de inclusão específicos, e foi definido um número para a dimensão da amostra em estudo. O tratamento de dados, foi efetuado com o recurso as seguintes plataformas: Google Forms, e Software Jamovi versão 2.3.28 e MS Excel. Relativamente aos resultados obtidos, foram realizados 80 inquéritos. 77,5% da amostra pertencia ao sexo feminino e a maioria dos participantes, tinha mais de 65 anos. Cerca de 40% dos participantes, não tem médico de família e 56,3% não tem acompanhamento especializado, feito por um psiquiatra/psicólogo. Uma grande parte dos participantes realçou a falta de auxílio do farmacêutico, fazendo ainda referência ao facto do farmacêutico preocupar-se somente com a dispensa da medicação em causa. Relativamente ao recurso a medicinas alternativas, embora cerca de 90% dos participantes não tenha profissionais qualificados em medicinas alternativas envolvidas na gestão da sua saúde mental, dos que têm, a acupuntura e o reiki, são medicinas alternativas mais praticadas pelos participantes. Em suma, com este tipo de estudos observacionais na comunidade, é possível destacar, especificamente que problemas devem ser contornados, para que sejam concretizados mais projetos, com uma maior frequência e uma maior taxa de sucesso, tanto para os utentes, como para os farmacêuticos, para alem de acrescentar imenso valor, ao papel do farmacêutico na comunidade. Palavras - Chave Ansiolíticos; antidepressivos; farmácia comunitária; cuidados especializados; gestão de saúde mentalItem Explorando a perceção de doentes asmáticos sobre as necessidades de Serviços Farmacêuticos Digitais(2025) Pardelinha, Mariana Gonçalves; Escola de Ciências e Tecnologias Saúde; Gregório, João Pedro BernardoA asma afeta mais de 5% da população mundial. As projeções indicam que essa prevalência poderá aumentar em 100 milhões de casos até 2025. Caracterizada por dificuldades respiratórias crônicas e sem cura, a principal abordagem terapêutica consiste na utilização de inaladores, cujo objetivo é controlar os sintomas da doença. No entanto, uma adesão insuficiente à terapêutica tem sido relatada, comprometendo o controlo da doença. Essa baixa adesão não apenas dificulta a gestão da doença, mas também contribui para o aumento nos custos de saúde. Nesse contexto, surge a necessidade de explorar abordagens inovadoras para melhorar a gestão da asma. Entre essas soluções, o suporte dos profissionais de saúde e as tecnologias digitais na saúde têm se mostrado promissoras, oferecendo ferramentas que podem potencializar a adesão ao tratamento e facilitar a autogestão. Este estudo explorou perceções de asmáticos sobre o uso de serviços farmacêuticos digitais, com base em 26 participantes. Resultados apontaram para o potencial de dispositivos digitais para monitorizar sintomas e reforçar o controlo da doença, embora que barreiras como custo e complexidade persistam. As farmácias foram identificadas como locais estratégicos para a implementação dessas soluções. Destaca-se a importância de estudos futuros sobre custo-eficácia e impacto a longo prazo.