Percorrer por autor "Alves, Sara Nobre Carvalho Ferreira"
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Item Caracterização Molecular do Parvovírus Canino tipo 2 e do vírus da Panleucopenia Felina em cães e gatos da Área Metropolitana de Lisboa(2025) Alves, Sara Nobre Carvalho Ferreira; Faculdade de Medicina Veterinária; RAMILO, DAVID WILSON RUSSO; Alves, Maria Margarida Ferreira; Pereira, André Duarte BelchiorO género Protoparvovirus engloba várias espécies, incluindo o parvovírus canino do tipo 2 (CPV-2) e o vírus da panleucopenia felina (FPV). Adicionalmente, o CPV-2 apresenta uma taxa de mutação nucleotídica frequente, levando a alterações aminoacídicas na proteína viral 2 (VP2), responsáveis pela transmissão, infeção e propriedades antigénicas deste vírus, traduzindo-se na existência de subtipos (CPV-2a, CPV-2b, CPV-2c). Neste contexto, pretendeu-se com o presente trabalho, fazer a caracterização molecular do CPV-2 e o FPV de cães e gatos infetados na área metropolitana de Lisboa e determinar a frequência de cada subtipo do CPV-2. Para tal, foram estudadas amostras fecais/sangue de 27 animais com sinais clínicos compatíveis com infeção causada por CPV-2 e FPV e com teste de antigénio (SNAP) positivo (Idexx Laboratories ®, Portugal). Procedeu-se à extração de DNA presente em amostras de fezes e sangue, posteriormente, procedeu-se à amplificação por PCR do gene vp2 e sequenciação dos produtos de amplificação. As sequências obtidas foram alinhadas com o programa MAFFT e a subtipificação viral com o programa Aliview. Posteriormente, realizou-se uma árvore filogenética e análise de haplótipos do CPV-2, do FPV e de comparação do vírus presente nas fezes e no sangue de seis amostras aleatórias. No total, o vírus mais prevalente na amostra foi FPV (48,0%). Nos gatos detetou-se FPV (93,0%) e CPV-2c (7,0%). Nos cães, o subtipo predominante foi o CPV-2c (77,0%), seguido do subtipo CPV-2b (23,0%). Foram identificadas algumas mutações nas amostras em estudo. No estudo da árvore filogenética, o CPV e o FPV demonstraram ser monofiléticos. Relativamente ao CPV-2 este demonstrou a presença de segregação de intragrupos, porém, nenhum destes refletiu monofilia para os subtipos. Estes resultados reforçam a questão da importância da identificação e monitorização dos subtipos do CPV-2 em circulação nas populações caninas e felinas para a compreensão da evolução do vírus, a sua epidemiologia e o seu impacto na saúde dos hospedeiros. Estes apoiam a necessidade de análises moleculares regulares e de uma revisão da classificação com base na sequência do genoma completo do subtipo viral.