Percorrer por autor "Cunha, Olga Cecília Soares da, orient."
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Item Abandono e desistência da intervenção em perpetradores de violência nas relações de intimidade : revisão sistemática da literatura(2022) Pedrosa, Jéssica Maria Oliveira; Cunha, Olga Cecília Soares da, orient.A literatura acerca da intervenção com perpetradores de violência nas relações de intimidade (VRI) tem revelado elevadas taxas de abandono, às quais se associam a uma maior probabilidade de reincidência criminal. O objetivo deste trabalho consistiu em analisar as taxas de abandono e identificar as variáveis (sociodemográficas, jurídico penais, individuais e fatores externos) associadas ao abandono de programas de intervenção para perpetradores de VRI. Para o efeito, procedeu-se à realização de uma revisão sistemática da literatura publicada entre 2010 e 2021. Utilizou-se a seguinte equação de pesquisa: (“intimate partner violence” OR “domestic violence” OR “spouse abuse”) AND (intervention OR treatment OR program OR rehabilitation) AND (dropout OR attrition OR completion). Da pesquisa resultaram 1241 artigos, dos quais 31 foram incluídos na presente revisão sistemática. Os resultados desta revisão apontam para taxas de abandono entre os 0.33% e os 67.5%. Os resultados mostram ainda a existência de quatro categorias de variáveis associadas ao abandono em programas de intervenção com perpetradores de VRI, sendo as variáveis sociodemográficas as mais estudadas nos diferentes estudos, seguidas das variáveis individuais, das variáveis relacionadas com a violência e por fim dos fatores externos ao sujeito. De entre estas, as variáveis mais associadas ao abandono são o consumo de substâncias, desemprego, idade jovem, estado civil solteiro, baixa escolaridade, perturbação mental e história criminal. Apesar dos resultados controversos sobre a eficácia dos programas de intervenção com ofensores conjugais, vale evidenciar a relevância do desenvolvimento e implementação de programas de reeducação sobre violência nas relações de intimidade, de modo a proteger as vítimas e consequentemente reduzir a reincidência.Item Abuso sexual infantojuvenil : impacto de experiências adversas e positivas no comportamento antissocial(2023) Gonçalves, Marta Ferreira; Cunha, Olga Cecília Soares da, orient.Este estudo teve como objetivo compreender de que forma as experiências adversas e as experiências positivas têm impacto na perpretação de comportamentos antissociais em jovens vítimas de abusos sexuais. A amostra contou com 53 jovens internados em Centro Educativo com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos. Os instrumentos utilizados na recolha de dados foram: o Questionário Sociodemográfico, o Questionário da História de Adversidade na Infância (ACE), a Escala de Experiências Benevolentes na Infância (BCE), o Questionário de Autorrelato para medir a Delinquência e Crime (D-CRIM) e a Escala de Respostas Socialmente Desejáveis- 5 (SDRS-5). Os resultados mostram uma elevada prevalência de comportamentos antissociais e experiências adversas, particularmente a exposição a quatro ou mais experiências adversas. 24 jovens reportaram a vivência de abusos sexuais na infância e/ou adolescência, mas apenas um reportou a prática de um crime de índole sexual. A prevalência de experiências positivas na amostra também foi elevada. A exposição a adversidade geral e a exposição a quatro ou mais experiências adversas demonstraram estar positivamente correlacionadas com a perpetração de comportamentos antissociais e negativamente correlacionadas com as experiências positivas. Por sua vez, as experiências positivas na infância não se associaram à prática de comportamentos antissociais. Também a vitimação sexual não demonstrou associação com a prática de comportamentos antissociais, violentos ou não violentos. No entanto, a vitimação sexual evidenciou uma associação positiva com a exposição ao consumo de substâncias ilícitas em ambiente familiar e a exposição a quatro ou mais experiências adversas. Os resultados do presente estudo permitem concluir pela importância da intervenção na exposição à adversidade, particularmente ao consumo de substâncias em meio familiar, por forma a prevenir padrões desviantes e antissociais.Item Experiências de vida positivas e negativas e perpretação de comportamentos antissociais(2022) Magalhães, Joana Cardoso; Cunha, Olga Cecília Soares da, orient.O presente estudo teve como objetivo verificar a relação entre as experiências negativas e positivas vividas na infância e adolescência, e a perpetração de comportamentos antissociais na idade adulta. Do estudo fez parte uma amostra de conveniência de 445 indivíduos, com idades compreendidas entre os 17 e os 63 anos, que responderam à Escala de Respostas Socialmente Desejáveis-5 (SDRS-5), Questionário de Experiências Adversas na Infância – Versão reduzida (ACE), Escala de Experiências Benevolentes na Infância (BCE), e Questionário de Autorrelato para Medição da Delinquência e do Crime (D-CRIM). De forma a corroborar as quatro hipóteses levantadas, realizou-se um test-t, testes de correlação de Pearson e analisou-se dois modelos de regressão linear múltipla. Os resultados indicam que a amostra em estudo demonstrou níveis altos de experiências positivas, no entanto, estas não apresentam uma relação negativa com a prática de comportamentos criminais., o que indica que as experiências negativas parecem ter uma maior influência na prática dos comportamentos antissociais. Não se verificaram diferenças entre grupos (sexo feminino e sexo masculino) no que diz respeito à prática de comportamentos antissociais. Por fim, verificou-se que o consumo de drogas é um preditor da prática de comportamentos antissociais nos últimos 12 meses e dos comportamentos antissociais violentos. Este estudo sugere que a intervenção nos consumos de drogas é relevante para a prevenção de padrões antissociais na idade adulta. Para este efeito, são abordadas recomendações e orientações para estudos futuros.Item Experiências de vida positivas e negativas, empatia e violência em relações de intimidade(2022) Pinto, Cátia Maria Campos; Cunha, Olga Cecília Soares da, orient.A violência nas relações de intimidade (VRI) é uma problemática social que tem merecido na atualidade a atenção dos investigadores na área da Psicologia. Verifica-se, no entanto, que a maioria dos estudos incide sobre a violência em casais mais velhos e a sua relação com experiências adversas na infância, sabendo-se menos sobre as relações de intimidade entre os jovens adultos e o papel das experiências positivas e da empatia. Neste sentido, o presente estudo teve por objetivo analisar a relação entre as vivências positivas e negativas na infância, a empatia e a perpetração de VRI. Foi utilizada uma amostra de 359 indivíduos de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 17 e os 25 anos. Os instrumentos usados foram o Questionário de Experiências Adversas na Infância (ACE); a Escala de Experiências Benevolentes na Infância (BCE); o Inventário de Conflitos nos Relacionamentos de Namoro Adolescentes – Forma Breve (CADRI-S) e a Escala de Empatia Básica versão breve adaptada (BES-A). Os resultados obtidos demonstram que existem correlações positivas entre as experiências de abuso físico, psicológico e sexual na infância, e perpetração de VRI e a empatia. Verificou-se ainda, que as experiências positivas na infância se correlacionam negativamente com as experiências adversas na infância. Não se verificaram correlações entre as experiências positivas na infância e a perpetração de VRI ou a empatia, nem diferenças entre os géneros ao nível da perpetração de VRI. Os resultados do presente estudo alertam para a importância e necessidade de se desenvolverem esforços de prevenção em idades precoces com vista a colmatar o fenómeno da VRI.Item O impacto dos media nas atitudes da comunidade face aos/às ofensores/as sexuais(2023) Faria, Sofia Catarina Almeida; Cunha, Olga Cecília Soares da, orient.O presente estudo teve como objetivo compreender se as representações dos media acerca dos/das ofensores/as sexuais, nomeadamente a descrição feita em notícias, influenciam as atitudes da comunidade em relação a este grupo específico de ofensores/as. Além disso, pretendeu-se verificar se variáveis sociodemográficas, tais como o género, a idade, a escolaridade, a religião e o posicionamento político têm influência sobre essas atitudes. Para tal, realizou-se um estudo online junto de uma amostra de 188 indivíduos da comunidade. Para o efeito foi aplicada a Escala de Atitudes em relação aos/às Ofensores/as Sexuais e a Escala de Distanciamento Social e Antecipação do Comportamento. Recorreu-se ainda a três notícias fictícias, duas sobre ofensores/as sexuais - uma factual/informativa e uma sensacionalista - e uma notícia neutra, ou seja, que não se relaciona com o tema alvo de análise. Os resultados revelaram que, independemente da notícia à qual a pessoa era exposta, as suas atitudes tendiam a ser negativas. Além disso, verificou-se que indivíduos mais velhos e com níveis mais altos de escolaridade apresentavam atitudes mais positivas. Constatou-se ainda, que pessoas do género feminino, que não tinham religião e com um posicionamento político mais liberal, apresentavam atitudes mais positivas. Estes dados refletem a importância de consciencializar a comunidade para uma maior aceitação das pessoas que cometeram crimes sexuais, com o intuito de promover a sua reinserção bem-sucedida na comunidade e diminuir o risco de reincidência.Item Psicopatia, estatuto social e comportamentos antissociais numa amostra da comunidade(2023) Pinto, Ana Filipa Moutinho; Cunha, Olga Cecília Soares da, orient.O presente estudo teve como objetivo analisar as diferentes facetas da psicopatia e os comportamentos antissociais numa amostra da comunidade e a sua relação com o estatuto socioeconómico e a qualificação profissional. A amostra deste estudo foi constituída por 1.046 participantes, sendo a maioria do género feminino (78.4%) e com idades compreendidas entre os 18 e os 94 anos (M = 24.9; DP = 8.32). Relativamente aos construtos descritivos alvo de estudo, a amostra foi composta, predominantemente, por indivíduos do estatuto socioeconómico médio (44.5%) e com profissões mais qualificadas (50.1%). A recolha de dados decorreu em formato on-line e foram utilizados instrumentos que permitiram avaliar os construtos em estudo, nomeadamente o Questionário Sociodemográfico, a Escala de Autoavaliação da Psicopatia – Versão Breve, o D-CRIM e a Escala de Respostas Socialmente Desejáveis-5. Os resultados permitiram mostrar que a faceta estilo de vida demonstrou uma médica significativamente superior (M = 2.84; DP = .53) quando comparada com às restantes facetas, encontrando-se também, diferenças significativas entre as diferentes facetas da psicopatia. Além disso, verificou-se que a soma total das facetas da psicopatia era significativamente superior quando comparada a outras amostras comunitárias. Verificou-se ainda que os comportamentos antissociais violentos (n = 345) foram os mais prevalentes nesta amostra comparativamente aos comportamentos antissociais não violentos (n = 311). Neste estudo, observou-se ainda uma relação significativa entre a psicopatia e os comportamentos antissociais. Através das análises de variâncias, conclui-se que indivíduos com profissões menos qualificadas demonstraram scores mais elevados na faceta interpessoal, faceta afetiva e faceta estilo de vida comparativamente às profissões mais qualificadas onde a faceta com scores mais elevados foi a faceta antissocial. Por fim, verificou-se que os níveis de psicopatia não variam em função do estatuto socioeconómico. Em conclusão, sugerimos que estes construtos continuem a ser estudados em amostras comunitárias nos diferentes contextos culturais. Palavras-chave: Psicopatia, Comportamentos Antissociais, Estatuto social, Comunidade, Psicopata Bem-sucedidoItem Violência bidirecional em relações de intimidade e perceções acerca da relação pais-filhos(2022) Vasconcelos, Diana Filipa Ribeiro; Cunha, Olga Cecília Soares da, orient.O tema em estudo tinha como foco a violência bidirecional nas relações de intimidade, associada à forma como os pais envolvidos neste contexto percecionam a relação com os filhos. A escassez de estudos sobre a temática conferiu relevância e pertinência à investigação da mesma. Desta forma, o objetivo deste estudo consistia em compreender se existiam diferenças nas perceções acerca da qualidade da relação pais-filhos, entre pais envolvidos em relações íntimas caracterizadas por violência unidirecional e pais envolvidos em relações íntimas caracterizadas por violência bidirecional. A amostra foi constituída por 138 participantes, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos e com filhos menores de idade. O presente estudo foi realizado online e os dados foram recolhidos através de um questionário sociodemográfico, do Inventário de Violência Conjugal (IVC) e do Inventário da Relação Pais-filhos (PCRI). Assim, de acordo com a literatura, a hipótese inicial foi que os pais perpetradores de violência bidirecional apresentavam uma menor perceção da qualidade da relação com os filhos do que pais perpetradores de violência unidirecional e do que pais sem violência. De facto, os resultados da investigação demonstraram que os pais (homens e mulheres) envolvidos em relações íntimas caracterizadas por violência bidirecional apresentam perceções de menor qualidade na relação com os filhos. Isto porque, existe uma maior tendência para os casais transporem para a relação com os filhos as dinâmicas que estabelecem na relação conjugal (Cox & Paley, 1997; HosokawaI & Katsura, 2019). Palavras-chave: Violência em relações de intimidade, Violência Bidirecional, Parentalidade, Relação pais-filhosItem Violência bidirecional nas relações de intimidade e estilos parentais(2023) Vilas Boas, Maria de Fátima Matos; Cunha, Olga Cecília Soares da, orient.A violência nas relações de intimidade (VRI) é um problema preocupante de saúde pública, que pode ocorrer de diversas formas de violência e acarretam diversas consequências para os indivíduos que experienciam este fenómeno. A VRI é um fenómeno que tem vindo a ser fundamentado pelas teorias da família, contundo através da literatura mais recente considera-se que a VRI não pode ser considerada um fenómeno unidirecional, mas sim bidirecional. Sendo que, essa mesma bibliografia refere que a violência bidirecional nas relações de intimidade é um fenómeno prevalente. O fenómeno de VRI pode influenciar a parentalidade, mais concretamente os estilos parentais. Utilizou-se o Inventário de Violência Conjugal (IVC) para avaliar a violência bidirecional nas relações de intimidade e o Egna Minnen Besträffende Uppstran-P (EMBU-P) para a avaliação dos estilos parentais, com o objetivo de compreender de que modo a violência bidirecional nas relações de intimidade pode afetar as competências parentais, mais concretamente os estilos parentais, comparando os géneros. A amostra inclui 141 pais e mães com filhos menores de 18 anos, 23 (16,3%) do sexo masculino e 118 (83,7%) do sexo feminino. Os resultados demonstram que existem diferenças de grupo ao nível dos estilos parentais, na subescala rejeição. Apresentam-se diferenças no grupo de mães que não experienciam violência comparativamente ao grupo de mães que experienciam violência bidirecional nas relações de intimidade na subescala rejeição. Em suma, evidenciou diferenças de género ao nível dos estilos parentais, tanto no grupo que não experiência violência, como no grupo que experiencia violência bidirecional nas relações de intimidade na subescala suporte emocional. Palavras-Chave: Violência Bidirecional nas Relações de Intimidade (VRI); Violência Bidirecional nas Relações de Intimidade; Estilos ParentaisItem Violência nas relações de intimidade e o impacto na parentalidade dos perpetradores(2022) Oliveira, Sara Patrícia Gonçalves; Cunha, Olga Cecília Soares da, orient.A violência nas relações de intimidade tem como intuito infligir propositadamente dano, induzir medo, subordinar, desvalorizar, fazer a vítima sentir-se incompetente através de práticas abusivas, sendo estas, a violência física, psicológica ou sexual. Sendo que, estas têm uma tendência para escalarem em frequência e intensidade com o passar do tempo (Matos, 2005, como citado em Sani, 2008). Este estudo tem como objetivo analisar a relação entre a perpetração de VRI por homens e mulheres e as práticas educativas adotadas e compreender a relação entre a vivência de experiências abusivas na infância e adolescência e a perpetração de violência nas relações de intimidade na idade adulta e as práticas educativas. A amostra deste, inicialmente constituía 207 participantes, sendo que no fim, apenas foi constituída por 114 participantes. Relativamente aos instrumentos utilizados, recorreu-se ao Inventário de Violência Conjugal, ao Questionário de Experiências Adversas na Infância e Adolescência, ao Inventário de Práticas Educativas e à A Escala de Respostas Socialmente Desejáveis. Tendo como principais resultados, o facto de que as quanto mais experiências adversas na infâncias e adolescência se associam à prática de comportamentos física e emocionalmente abusivos na intimidade. Os participantes que vivenciaram estas experiências adversas, também, têm uma maior tendência para praticar violência na intimidade. Em relação ao Inventário de Violência Conjugal, denotou-se que os participantes que praticam violência têm uma maior probabilidade de adotar práticas educativas abusivas com os seus filhos. Por fim, conclui-se que este estudo é inovador, uma vez que são poucos os estudos que investiguem a relação entre a perpetração de violência em relações de intimidade e as práticas educativas parentais entre os perpetradores.Item Violência online nas relações de intimidade e psicopatia : um estudo empírico com jovens adultos portugueses(2023) Tereso, Mariana Braga Martins; Cunha, Olga Cecília Soares da, orient.A literatura vem identificando correlações entre a psicopatia e a perpetração de violência nas relações de intimidade (VRI) offline, no entanto, a relação entre a psicopatia e perpetração de VRI online ainda se encontra pouco explorada. O presente estudo teve por objetivo analisar a relação entre a psicopatia e as facetas da psicopatia e a perpetração de VRI online, e analisar diferenças de sexo. A amostra foi composta por 535 adultos portugueses da comunidade, com idades entre os 18 e os 73 anos, recrutados através de diversas plataformas online, que responderam ao Inventário de Conflitos na Relação de Namoro de Adolescentes – Versão Portuguesa (CADRI-P) e à Escala de Autorrelato da Psicopatia – Versão Curta (SRP-SF). Os resultados mostraram uma correlação positiva e significativa entre as facetas afetiva, interpessoal e estilo de vida da psicopatia e a perpetração de VRI online, sendo que os homens perpetradores de VRI online obtiveram scores mais elevados na psicopatia, com um efeito maior para as facetas estilo de vida e interpessoal. Os resultados vão ao encontro da literatura atual, e não seguem os mesmos padrões encontrados para a VRI offline, evidenciando a necessidade de planos de ação, prevenção e intervenção específicos para a VRI online. Palavras-chave: violência online nas relações de intimidade, psicopatia, tecnologias, jovens adultos