Percorrer por autor "MARTINS, CARLA ISABEL AGOSTINHO"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
Item Jornalistas em situações de conflito : o ressurgimento do “jornalismo de guerra” em Portugal?(2025) Afilhado, Ana Catarina de Carvalho; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação; MARTINS, CARLA ISABEL AGOSTINHOA presente dissertação tem como objeto de estudo o designado "jornalismo de guerra" e analisa o fenómeno em todas as suas dimensões destacando os desafios nas zonas de conflito, especialmente na guerra da Ucrânia. Através de entrevistas a jornalistas, e uma revisão bibliográfica, examina a evolução das práticas jornalísticas e a influência da revolução digital. O estudo revela a vulnerabilidade dos jornalistas, os riscos à segurança, a dificuldade em alcançar a veracidade sob a pressão da desinformação e a necessidade de formação e de apoio psicológico. O estudo enfatiza a importância de coberturas ética e precisas, abordando as complexidades contemporâneas do jornalismo em conflitos armados e defendendo a proteção dos jornalistas como defensores da verdade. Palavras-chave: "jornalismo de guerra", correspondente de guerra, reportagem de guerra, zona de conflito, conflito armadoItem O surgimento das fast-news no jornalismo online : análise do caso português(2025) Santos, Catarina Alexandra Troncão dos; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação; PINA, MARIA SARA FOLHADELA FIGUEIREDO; MARTINS, CARLA ISABEL AGOSTINHOA migração dos órgãos de comunicação social para o online veio agudizar um dos principais vetores da atividade jornalística contemporânea: a missão de informar de forma rápida e eficiente. A concorrência entre órgãos de comunicação para dar notícias sempre existiu e tinha como objetivo captar a atenção do público, mas atualmente ser o primeiro a informar tornou-se numa pressão inelutável para os profissionais do jornalismo. Num ambiente mediático pautado pela escassez de tempo e de recursos ao mesmo tempo que se reforça a necessidade de divulgar o mais rapidamente o maior número de informações, existe o risco de ser sacrificada a qualidade do jornalismo profissional, resultando no surgimento de novas realidades como as fast-news - expressão que designa a rápida produção e disseminação de notícias sem qualidade informativa, com um caráter de consumo imediato e sem uma reflexão profunda sobre os temas. Nesta investigação, na qual se analisa o caso português, demonstra-se que o trabalho jornalístico tem vindo a adotar o modelo de fast-news, reduzindo a produção de notícias originais com prejuízo para a qualidade da informação divulgada. Os órgãos de comunicação social recorrem cada vez mais a agências noticiosas e a outras formas rápidas de obtenção de informação, designadamente fontes não primárias, sem envolvimento dos necessários processos de verificação. Contribuem assim para o aumento das fast-news, fenómeno que desenvolveremos a nível conceptual e estudaremos numa aplicação prática através de uma análise qualitativa e quantitativa. Investigando a presença de fast-news na área temática da ciência e desenvolvimento tecnológico, procurou responder-se à questão de investigação: "os jornalistas, na tentativa de serem céleres na produção noticiosa, deixam de ser rigorosos e originais?". Foi analisada uma amostra de notícias, recolhidas entre os meses outubro e novembro de 2023, que revela uma elevada dependência de agências noticiosas por parte dos órgãos de comunicação nos domínios temáticos selecionados. Adicionalmente, com recurso a um questionário exploratório entre os profissionais do jornalismo em Portugal, com idades entre 25 e 66 anos (N=40), confirmou-se a prevalência de fontes não primárias, privilegiando as fast news. PALAVRAS-CHAVE fast-news; churnalism; literacia mediática; jornalismo de ciência; slow journalism