Percorrer por autor "Santos, Sofia Nunes dos"
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Item Diagnóstico molecular e serológico de herpesvírus canino em cães de canis de reprodução na região metropolitana de Lisboa e Vale do Tejo(2025) Santos, Sofia Nunes dos; Faculdade de Medicina Veterinária; Alves, Maria Margarida FerreiraO HVC-1 é um vírus com distribuição mundial, conhecido por causar problemas de infertilidade, distúrbios reprodutivos e mortalidade neonatal em cães. Na Europa, vários estudos indicam uma alta prevalência de anticorpos anti-HVC-1 em cães domésticos, com uma incidência mais elevada em animais pertencentes a canis de reprodução. No entanto, sobre este assunto, poucos foram os estudos realizados em Portugal. O presente trabalho teve como objetivos realizar o diagnóstico molecular de HVC-1 em cães de quatro canis de reprodução, na Região Metropolitana de Lisboa e Vale do Tejo, comparar a excreção do vírus a nível ocular, nasal e genital, e avaliar a seroprevalência de anticorpos IgG anti-HVC-1 nestas coletividades. Durante o mês de Agosto de 2022, realizou-se a recolha de zaragatoas oculares (n=40), nasais (n=39), vaginais (n=28) e prepuciais (n=12), em 40 cães (28 fêmeas, 12 machos), pertencentes a 4 canis de reprodução. A presença de infeção por HVC-1 foi avaliada através de PCR convencional, com primers específicos para amplificação do gene da glicoproteína B. A partir de amostras de soro, foi realizado um teste de ELISA para pesquisa de anticorpos IgG anti-HVC-1. De entre os 40 animais testados, em 35 foi amplificado DNA de HVC-1 (77,50%), com resultados positivos em todas as localizações anatómicas analisadas, embora se tenha verificado uma maior frequência de positividade nas zaragatoas vaginais (64,29%) e prepuciais (41,67%). Foram encontradas frequências de infeção de 55,56%, 73,33%, 87,50% e 100% nos quatro canis em estudo. A população estudada apresentou uma seroprevalência de anticorpos IgG anti-HVC 1 de 100%, demonstrando que todos os animais, à exceção de um que se encontrava vacinado, tiveram contacto prévio com o vírus; 27,5% (11/40) dos animais apresentavam títulos de anticorpos considerados elevados. Os resultados alcançados evidenciam a presença ubíqua de HVC-1 nas coletividades em estudo, destacando a importância do maneio adequado dos animais e a necessidade de implementar medidas de prevenção da transmissão do vírus nestes locais. O presente trabalho vem, assim, contribuir para uma compreensão mais aprofundada sobre a epidemiologia e dinâmica de transmissão do HVC-1 em Portugal.