Entretextos (2011)
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Percorrer Entretextos (2011) por assunto "EDUCAÇÃO INCLUSIVA"
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Item Educação inclusiva : a cooperação dos atores educativos e a emergência de um novo paradigma de escola(Edições Universitárias Lusófonas, 2011) Sanches, Isabel Rodrigues; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoOs alunos considerados com necessidades educativas especiais obrigaram a uma abertura da escola não só para «outros» alunos, mas também para «outros» profissionais, e ao desencadeamento de outras práticas de actuação. Pretendeu-se com o trabalho que aqui se apresenta saber como atuam os professores de apoio educativo, do primeiro ciclo do ensino básico, da região educativa de Lisboa, com os «outros» intervenientes do processo educativo do aluno considerado com necessidades educativas especiais: os pais (encarregados de educação), os técnicos de saúde e o psicólogo e, ainda, a gestão da escola (o conselho escolar e o conselho executivo). A recolha empírica foi feita através da aplicação de questionário a 340 professores de apoio educativo (46,9% da população alvo). Para o tratamento da questões fechadas foi feita uma análise quantitativa, usando o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). Para as questões abertas foi utilizada a análise de conteúdo, segundo as regras preconizadas por d’Unrug (1974) e Bardin (1977), considerando também as leituras que outros investigadores (Estrela, 1986; Vala, 1986; Robert & Bouillaguet, 1997) fizeram mais recentemente. Apurou-se que a cooperação existente, embora pouco significativa, encarando a problemática da diferença numa perspetiva sistémica, pode ser o élan necessário que nos conduza à possibilidade da mudança nas respostas educativas aos alunos considerados com necessidades educativas especiais, em particular, e a todos os alunos, em geral, à entrada de outros profissionais na escola e, até, à possibilidade de mudança de paradigma da própria escola.Item Necessidades educativas especiais : emergência do conceito(Edições Universitárias Lusófonas, 2011) Brites, Isabel; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoTodas as sociedades contam, entre os seus membros, alguns que são considerados mais capazes e outros menos capazes, tendo em conta a componente média maioritária, membros que apresentam desvios de desenvolvimento e requerem, por isso, providências específicas desnecessárias à maioria. E todas, de uma forma ou outra, se organizam para lhes responder. Diz-se de uma sociedade que o seu nível civilizacional é evidente na maneira como trata os mais fracos, os mais desprotegidos, os mais vulneráveis, e também os que são diferentes. E do atendimento que lhes é proporcionado diz-se que traduz o grau de consciência cívica e moral de um povo e os valores que perfilha. Diz-se ainda que o nível de desenvolvimento das sociedades se reflecte na qualidade da educação que promovem. Desde a exclusão total, e do tratamento mais desumano, a que foram submetidos os “retardados”, os “desviados”, os “anormais”, os “deficientes”… até às preocupações integrativas e inclusivas dos dias de hoje, vão séculos de evolução social, cultural, política, económica, científica, mas também do pensamento filosófico e do sentimento religioso, em Portugal e no mundo. É disso que pretendemos dar testemunho no presente trabalho, através da divulgação da obra de alguns dos seus protagonistas – médicos e pedagogos.