Almeida, Filipa Duarte de2022-07-122022-07-1220222184-8033http://hdl.handle.net/10437/13038Ad AeternumNo Gabão em particular e em África Central em geral, 'os mortos não estão mortos'. A morte não se opõe à vida, ela é a sua extensão. A ideia da possibilidade de uma relação íntima entre o sujeito e os seus antepassados é estruturante, não só de todos os sistemas religiosos africanos (incluindo as igrejas cristãs africanas), como da sociedade em geral. A relação entre mortos e vivos é um facto social total (à maneira de Marcel Mauss), na medida em que são estas relações entre o visível e o invisível que estabelecem o funcionamento de instituições, práticas, comportamentos, maneiras de perceção do mundo. Relativamente aos movimentos sincréticos entre cultos de antepassados e o cristianismo, como o Bwiti Fang, os elementos como a Bíblia e Jesus Cristo não são elementos de substituição dos antepassados, das relíquias ou dos “fetiches”, eles são elementos incorporados no imaginário religioso Fang: Jesus Cristo passa a ser um antepassado, a Bíblia um 'fetiche'.application/pdfporopenAccessRELIGIÃOCRISTIANISMOSINCRETISMO RELIGIOSOCULTOSRELIGIONCHRISTIANISMRELIGIOUS SYNCRETISMCULTSA ‘voz’ dos objectos. O processo de sincretização no Bwiti Fang do GabãoThe ‘voice’ of objects. The syncretization process in the Bwiti Fang of Gabonarticle