Carvalho, Joana Patrícia Pereira de, orient.Pinto, Ana Paula Fernandes Russo2020-12-142020-12-142019http://hdl.handle.net/10437/11534Orientação: Joana CarvalhoEste estudo analisou a prevalência de comportamentos sexualmente agressivos em estudantes universitárias, e testou se existiam diferenças significativas entre estudantes sexualmente agressivas e estudantes não agressivas em sintomas psicopatológicos, crenças/mitos sobre a violência sexual e dificuldades de regulação emocional. A amostra foi composta por 331 estudantes universitárias, que responderam a questionários de autorresposta. Para comparar estudantes sexualmente agressivas e estudantes não agressivas em sintomas psicopatológicos, crenças/mitos sobre a violência sexual e dificuldades de regulação emocional foi realizada uma MANOVA. Cento e onze (33.5%) participantes reportaram já ter recorrido a comportamentos sexualmente agressivos. Especificamente, 67 (60.4%) participantes reportaram ter utilizado a estratégia de abuso sexual, 61 (55%) reportaram ter recorrido à estratégia de coação sexual e 12 (10.8%) reportaram ter recorrido ao uso da força física. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos em sintomas psicopatológicos e dificuldades de regulação emocional. Foram encontradas diferenças entre os grupos para as crenças Representação Estereotipada e Consentimento da Vítima, no sentido das mulheres sexualmente agressivas endossaram mais estas crenças do que as mulheres não agressivas. Sintomas psicopatológicos, crenças/mitos sobre a violência sexual e dificuldades de regulação emocional parecem não atuar como fatores de risco dinâmicos para a violência sexual perpetrada por estudantes universitárias.This study analyzed the prevalence of sexually aggressive behaviors in female college students and tested whether there were significant differences between sexually aggressive and nonaggressive students in psychopathological symptoms, rape myths, and difficulties in emotion regulation. The sample was composed of 331 female college students, who answered self-report measures. A MANOVA was performed in order to compare sexually aggressive students and non-aggressive students in psychopathological symptoms, rape myths and difficulties in emotion regulation. One hundred and eleven (33.5%) participants reported having resorted to sexually aggressive behaviors. Specifically, 67 (60.4%) participants reported using sexual abuse, 61 (55%) reported using sexual coercion and 12 (10.8%) reported using physical force. No significant differences were found between groups in psychopathological symptoms and difficulties in emotion regulation. Differences were found between groups for the Stereotyped Representation and Victim Consent beliefs, with sexually aggressive students endorsing these beliefs more than nonaggressive students. Psychopathological symptoms, rape myths and difficulties in emotion regulation do not seem to act as dynamic risk factors for sexual violence perpetrated by female college students.application/pdfporopenAccessMESTRADO EM PSICOLOGIA FORENSEPSICOLOGIAPSICOPATOLOGIASEXUALIDADECOMPORTAMENTO SEXUALVIOLÊNCIA SEXUALAGRESSIVIDADEMULHERESESTUDANTES UNIVERSITÁRIOSCRENÇASPSYCHOLOGYPSYCHOPATHOLOGYSEXUALITYSEXUAL BEHAVIOURSEXUAL VIOLENCEAGGRESSIVENESSWOMENCOLLEGE STUDENTSBELIEFSPsicopatologia, regulação emocional e crenças sobre a violência sexual em mulheres sexualmente agressivas : um estudo com uma amostra de estudantes universitáriasmasterThesis202539040