Fariña, Agostina Yohana2026-03-032026-03-032025http://hdl.handle.net/10437/15794A violência nas relações de intimidade (VRI) afeta milhares de pessoas anualmente, não apenas os parceiros íntimos, mas também todo o agregado familiar. A evidência empírica tem mostrado que indivíduos expostos a experiências adversas na infância (EAI) estão mais vulneráveis a recorrer à violência na idade adulta. Esta revisão sistemática teve como objetivo rever sistematicamente a evidência empírica existente sobre a relação entre as EAI e a perpetração de VRI quer por homens, quer por mulheres. A pesquisa foi elaborada, com base nas diretrizes do PRISMA, em quatro bases de dados eletrónicas, tendo sido incluídos estudos que apresentassem a prevalência e/ou a associação das EAI em agressores/as de VRI, em amostras com idade superior a 18 anos, e publicados entre 2014 e 2024. Na síntese qualitativa foram incluídos 10 estudos empíricos. Os resultados demonstraram a elevada prevalência das EAI dos/as agressores/as, uma tendência consistente de associação entre as EAI e a VRI, e a não existência de diferenças significativas quanto ao género nesta associação. Estes resultados sugerem que a avaliação precoce da EAI, entre outros fatores de risco, pode ajudar os profissionais a identificar os indivíduos em maior risco de perpetrar VRI e a gerar intervenções mais inclusivas de género.Intimate partner violence (IPV) affects millions of people annually, impacting not only intimate partners but also entire households. Empirical evidence has shown that individuals exposed to adverse childhood experiences (ACE) are more prone to resorting to violence in adulthood. This systematic review aimed to systematically examine the existing empirical evidence on the relationship between ACE and the perpetration of IPV by both men and women. The research was conducted based on PRISMA guidelines across four electronic databases, including studies that presented the prevalence and/or association of ACE in IPV perpetrators, with samples over 18 years old, and studies published between 2014 and 2024. Ten empirical studies were included in the qualitative synthesis. The results showed the high prevalence of ACE among female and male perpetrators, a consistent trend of association between ACE and IPV, and the absence of significant differences regarding gender in this association. These findings suggest that early assessment of ACE, alongside other risk factors, may help professionals identify individuals at higher risk of perpetrating IPV, and aid in developing more gender-inclusive interventions.application/pdfporopenAccessPSYCHOLOGYFORENSIC PSYCHOLOGYINTIMATE PARTNER VIOLENCEADVERSITYAGRESSIONMESTRADO EM PSICOLOGIA FORENSEPSICOLOGIAPSICOLOGIA FORENSEVIOLÊNCIA NAS RELAÇÕES DE INTIMIDADEADVERSIDADEAGRESSÃOExperiências adversas precoces de agressores e agressoras em relações de intimidade : uma revisão sistemáticamasterThesis204193710