Percorrer por autor "Braz, Ana Laura Gouveia"
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Item Alterações morfológicas e funcionais cardíacas de equinos de salto de obstáculos treinados por 10 semanas na passadeira aquática(2025) Braz, Ana Laura Gouveia; Faculdade de Medicina Veterinária; COELHO, CLARISSE SIMÕES; Nascimento, Carolina da SilvaO treino em passadeira aquática (PA) pode otimizar as capacidades cardiovascular e muscular, reduzindo a carga no esqueleto axial. Este estudo teve como objetivo investigar os índices ecocardiográficos e a concentração de troponina de cavalos de salto de obstáculos após o treino na PA. Seis cavalos aptos a competir, com ~16 anos de idade e ~578 kg, foram avaliados antes (PRETR) e depois (TR) de um treino que incluiu PA (20 min, duas vezes por semana, água na altura do carpo) em uma sequência de exercícios conhecida, por 10 semanas. Os animais foram seu próprio controlo, pois praticavam as atividades com regularidade. No PRETR e TR, os animais foram examinados por meio de um teste de campo de salto (TSO), quando amostras de sangue foram obtidas antes e aos 240 minutos de recuperação para análise da troponina cardíaca (cTnI). Em repouso, antes dos TSOs, as ecocardiografias foram realizadas com transdutor de matriz faseada (1,9-4 MHz). A visão paraesternal direita de eixo curto do ventrículo esquerdo (VE) usando o Modo B foi obtida ao nível dos músculos papilares e, usando um Modo M guiado, as seguintes medidas foram obtidas diretamente: espessura do septo interventricular (SIV), diâmetro interno do VE (DIVE) e espessura da parede posterior do VE (EPPVE) no final da diástole (d) e sístole (s) e frequência cardíaca (FC). Foram calculados o volume diastólico final (Vd) e o volume sistólico final (Vs), a fração de encurtamento (FEnc%), a fração de ejeção (FEj%), o volume de ejeção (VEj) e o débito cardíaco (DC). Os dados foram analisados utilizando o teste-t pareado (p 0,05). O treino na PA levou a aumentos significativos de SIVd (~ 2,56 vs. ~ 2,79 cm), EPPVEs (~ 4,21 vs. 4,48 cm), FEj% (~ 75,0 vs. ~ 78,6%), FEnc% (~ 46,8 vs. 50,2%), DC (~ 16,7 vs. ~ 21,3 L/min) e FC (~ 31,2 vs - 36,3 bpm); e uma diminuição significativa dos DIVEs (~ 5,99 vs. 5,68 cm). Os níveis de cTnI não foram influenciados pelo TSO em TR pós-treino, quando se registaram valores mais baixos do que no PRETR. Na população estudada, as alterações anatomofisiológicas cardíacas foram induzidas pelo treino de força gerado pelo trabalho na água, sem promover a fadiga muscular, como mostra a análise de cTnI.