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Percorrer por autor "Damas, Maria Margarida Cunha Lago"

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    Da intervenção com crianças e jovens em perigo à análise dos fatores de risco e proteção : o caso da Casa da Criança de Tires
    (2024) Damas, Maria Margarida Cunha Lago; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração; Marques, Jacqueline Ferreira
    O estágio decorreu na Casa da Criança de Tires. Durante o estágio, foi possível refletir sobre a realidade das crianças e jovens em situação de perigo, analisando as práticas de intervenção do serviço social nas Casas de Acolhimento Residencial, bem como a intervenção e interação com mães reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires. A pesquisa descritiva, de cariz misto, visou elaborar a caracterização das crianças que residem na Casa da Criança de Tires, bem como a análise dos fatores de risco e proteção associados à sua situação. Para o efeito, efetuou-se a identificação e análise estatística simples de um conjunto de indicadores, como: faixa etária, género, nacionalidade, problemáticas de sinalização, entidades sinalizadoras, ano de abertura do processo, data e idade da entrada na casa, número de irmãos institucionalizados, tempo de acolhimento, entidade que acompanha o processo, presença do contacto com a família, projeto de vida, situação de saúde. Para além disso efetuou-se uma análise dos processos de cada criança de modo a identificar os fatores de risco e de proteção, os quais foram tipificados e, posteriormente, analisados. Das doze crianças e jovens acolhidas durante o período do estágio, seis são do sexo feminino e seis do sexo masculino, com idades compreendidas entre os três e os catorze anos e com três nacionalidades: sete portuguesas, três brasileiras e dois cabo-verdianos. A principal problemática que levou ao acolhimento foi a negligência em seis casos e a ausência temporária do suporte familiar em seis situações. Sendo que metade dos processos foram abertos em 2017. A principal entidade sinalizadora foi a escola. A totalidade das crianças mantém contacto com a família. As crianças tiveram antes do acolhimento outras medidas de promoção e proteção, como apoio junto aos pais ou apoio junto de outro familiar e foram esgotadas todas as alternativas possíveis antes da medida de acolhimento residencial. Os principais fatores de risco identificados foram a exposição de modelos de conduta desviantes e a exposição a violência doméstica. O fator de proteção mais visível refere-se à manutenção dos laços afetivos com as famílias biológicas.
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