Percorrer por autor "Silva, Ana Paula Gomes dos Santos"
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Item (In)visibilidade de uma cidadania inclusiva de crianças e jovens em risco : reflexão de uma prática(2013) Silva, Ana Paula Gomes dos Santos; Ferreira, Maria Emília Freitas, orient.O presente trabalho ‘narrativa de uma intervenção social’ teve como principal objetivo lançar um olhar reflexivo e crítico sobre o trabalho desenvolvido pela autora no contexto de uma equipa interdisciplinar na área do Serviço Social. Este teve lugar no âmbito do Centro de Estudos para a Intervenção Social, num projeto designado ‘Percursos Acompanhados’, cofinanciado pelo Programa Escolhas, o qual teve como objetivo contribuir para a inclusão escolar e para a educação não formal. Nele se procedeu à sistematização da trajetória seguida, desde as fases de diagnóstico, de aplicação e de obtenção de resultados até à análise do processo de envolvimento da comunidade, dos parceiros e das próprias crianças e jovens. Tem como referência o trabalho desenvolvido com as crianças, os jovens e as famílias ao longo do processo de construção do projeto, reconhecendo a importância da participação, no sentido da motivação para a mudança. A perspetiva da construção de uma cidadania ativa significou reconhecer as crianças e jovens enquanto atores do processo em curso, possibilitando a sua audição sobre os problemas, fazendo ouvir e fazendo-os ouvir a sua própria ‘voz’. Este pressuposto traduzisse no seu envolvimento em todo o processo de implementação, desenvolvimento e avaliação do Projeto, e a sua concomitante responsabilização, facilitado pela proximidade e confiança existentes entre jovens e elementos da equipa técnica. Como parte integrante desta equipa técnica com funções de coordenação da mesma e de relação direta com as crianças e jovens, passar da perspetiva da intervenção para uma perspetiva de análise e reflexão exigiu o reforço de conceções teóricas para a construção de categorias analíticas que permitissem o distanciamento indispensável a um trabalho de análise crítica. Este exercício possibilitou (re)encontrar a coerência da ação, perceber, à distância, os limites dos recursos, da própria capacidade da equipa, das urgências que condicionam a profundidade da reflexão sobre as situações. Visou-se, desta forma, construir uma visão mais profunda e total da realidade no olhar crítico criado a partir da prática. Este processo de sistematização reflexiva do qual nós assistentes sociais em Portugal têm ainda pouca experiência, foi obtido com persistência através de tentativas sucessivas de aproximações que reduziram ideias ‘consagradas’ e minimizaram o ‘desconforto’ fazendo jus à palavra de um dos atores “aprendi a não ter medo de tentar” (Filipe).