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A ‘voz’ dos objectos : o processo de sincretização no Bwiti Fang do Gabão

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Data

2022

Autores

Almeida, Filipa Duarte de

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Editora

Edições Universitárias Lusófonas

Resumo

No Gabão em particular e em África Central em geral, 'os mortos não estão mortos'. A morte não se opõe à vida, ela é a sua extensão. A ideia da possibilidade de uma relação íntima entre o sujeito e os seus antepassados é estruturante, não só de todos os sistemas religiosos africanos (incluindo as igrejas cristãs africanas), como da sociedade em geral. A relação entre mortos e vivos é um facto social total (à maneira de Marcel Mauss), na medida em que são estas relações entre o visível e o invisível que estabelecem o funcionamento de instituições, práticas, comportamentos, maneiras de perceção do mundo. Relativamente aos movimentos sincréticos entre cultos de antepassados e o cristianismo, como o Bwiti Fang, os elementos como a Bíblia e Jesus Cristo não são elementos de substituição dos antepassados, das relíquias ou dos “fetiches”, eles são elementos incorporados no imaginário religioso Fang: Jesus Cristo passa a ser um antepassado, a Bíblia um 'fetiche'.

Descrição

Palavras-chave

RELIGIÃO, CRISTIANISMO, SINCRETISMO RELIGIOSO, CULTOS, RELIGION, CHRISTIANISM, RELIGIOUS SYNCRETISM, CULTS

Citação

Almeida, F D D 2022, 'A ‘voz’ dos objectos : o processo de sincretização no Bwiti Fang do Gabão', Ad Aeternum, vol. 1, no. 4, pp. 43-56. https://doi.org/10.60543/aa.v1i4.8160

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