Percorrer por autor "RAMILO, DAVID WILSON RUSSO"
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Item Abordagem clínica à peritonite infecciosa felina em gatos domésticos : análise descritiva de seis casos clínicos(2025) Santos, Clara Filipe; Faculdade de Medicina Veterinária; Pereira, André Duarte Belchior; RAMILO, DAVID WILSON RUSSOA Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é uma das doenças infeciosas mais importantes em gatos, principalmente devido à sua elevada mortalidade e aos desafios associados ao tratamento, que, embora existam opções terapêuticas eficazes, ainda não possuem comercialização autorizada em muitos países, como é o caso de Portugal. A doença é causada por coronavírus e está associada a duas formas clínicas, efusiva e não-efusiva, com apresentações diferentes e ambas caracterizadas por sinais clínicos inespecíficos. O diagnóstico de PIF é extremamente difícil, não apenas devido à inespecificidade dos sinais clínicos, mas também pela falta de um teste que permita diferenciar de forma não ambígua o vírus da PIF de outros coronavírus. O objetivo deste estudo foi fazer uma análise descritiva da apresentação clínica desta doença, tratamento e prognóstico bem como a dificuldade diagnóstica que representa. A maioria dos animais apresentou sinais clínicos de ambas as formas, efusiva e não efusiva, sendo estes sobretudo sistémicos, neurológicos e oculares. O diagnóstico de PIF exige uma análise rigorosa dos fatores de risco, um exame físico e anamnese detalhados, análises ecográficas e laboratoriais incluído a realização de uma reação em cadeia da polimerase, via transcriptase transversa (RT-PCR, do inglês Reverse Transcriptase - Polymerase Chain Reaction), sem o qual o diagnóstico de PIF não é válido.Item Caracterização Molecular do Parvovírus Canino tipo 2 e do vírus da Panleucopenia Felina em cães e gatos da Área Metropolitana de Lisboa(2025) Alves, Sara Nobre Carvalho Ferreira; Faculdade de Medicina Veterinária; RAMILO, DAVID WILSON RUSSO; Alves, Maria Margarida Ferreira; Pereira, André Duarte BelchiorO género Protoparvovirus engloba várias espécies, incluindo o parvovírus canino do tipo 2 (CPV-2) e o vírus da panleucopenia felina (FPV). Adicionalmente, o CPV-2 apresenta uma taxa de mutação nucleotídica frequente, levando a alterações aminoacídicas na proteína viral 2 (VP2), responsáveis pela transmissão, infeção e propriedades antigénicas deste vírus, traduzindo-se na existência de subtipos (CPV-2a, CPV-2b, CPV-2c). Neste contexto, pretendeu-se com o presente trabalho, fazer a caracterização molecular do CPV-2 e o FPV de cães e gatos infetados na área metropolitana de Lisboa e determinar a frequência de cada subtipo do CPV-2. Para tal, foram estudadas amostras fecais/sangue de 27 animais com sinais clínicos compatíveis com infeção causada por CPV-2 e FPV e com teste de antigénio (SNAP) positivo (Idexx Laboratories ®, Portugal). Procedeu-se à extração de DNA presente em amostras de fezes e sangue, posteriormente, procedeu-se à amplificação por PCR do gene vp2 e sequenciação dos produtos de amplificação. As sequências obtidas foram alinhadas com o programa MAFFT e a subtipificação viral com o programa Aliview. Posteriormente, realizou-se uma árvore filogenética e análise de haplótipos do CPV-2, do FPV e de comparação do vírus presente nas fezes e no sangue de seis amostras aleatórias. No total, o vírus mais prevalente na amostra foi FPV (48,0%). Nos gatos detetou-se FPV (93,0%) e CPV-2c (7,0%). Nos cães, o subtipo predominante foi o CPV-2c (77,0%), seguido do subtipo CPV-2b (23,0%). Foram identificadas algumas mutações nas amostras em estudo. No estudo da árvore filogenética, o CPV e o FPV demonstraram ser monofiléticos. Relativamente ao CPV-2 este demonstrou a presença de segregação de intragrupos, porém, nenhum destes refletiu monofilia para os subtipos. Estes resultados reforçam a questão da importância da identificação e monitorização dos subtipos do CPV-2 em circulação nas populações caninas e felinas para a compreensão da evolução do vírus, a sua epidemiologia e o seu impacto na saúde dos hospedeiros. Estes apoiam a necessidade de análises moleculares regulares e de uma revisão da classificação com base na sequência do genoma completo do subtipo viral.Item Doença Hemorrágica Epizoótica : deteção do vírus da Doença Hemorrágica Epizoótica no concelho de Idanha-a-Nova(2025) Rito, Afonso Monteiro; Faculdade de Medicina Veterinária; RAMILO, DAVID WILSON RUSSO; Alves, Maria Margarida FerreiraSegundo os dados da Organização Mundial de Saúde, as doenças transmitidas por vetores correspondem a 17% das doenças infeciosas no mundo. O aparecimento e disseminação de surtos causados por arbovírus, que afetam ruminantes domésticos e selvagens, tem vindo a aumentar. Estes surtos afetam a Saúde e o Bem-Estar Animal, as diferentes economias e impõem restrições à mobilidade de pessoas e animais. Neste contexto, o aparecimento em Portugal do vírus da Doença Hemorrágica Epizoótica (VDHE) reveste-se de grande importância. Os vetores responsáveis pela transmissão deste vírus são as fêmeas do género Culicoides (Diptera: Ceratopogonidae), igualmente importantes na transmissão de outras doenças, como a Língua Azul e Schmallenberg. O objetivo deste estudo foi detetar a presença do VDHE em amostras de insetos Culicoides capturados com recurso a armadilhas do tipo CDC miniatura, na região da Zebreira, Concelho de Idanha-a-Nova. Os insetos foram capturados entre setembro e novembro de 2023, foram identificados morfologicamente, tendo 19 amostras representativas dos mesmos sido utilizadas para a deteção do VDHE, através da amplificação do segmento 9 (Seg-9) pela técnica de Reverse Transcriptase Polymerase Chain Reaccion. Para estimar a extensão da infeção na região, foram, também, realizados questionários a produtores locais cujos animais apresentavam sinais clínicos compatíveis com a Doença Hemorrágica Epizoótica. Das 19 amostras analisadas, 13 resultaram positivas à presença do VDHE, enquanto 6 amostras não apresentaram amplificação. Assim, a percentagem de amostras positivas foi de 68% e a de amostras negativas de 32%. Relativamente aos questionários, as taxas de mortalidade e morbilidade obtidas (3,75% e 0,61% - 51,42%, respetivamente), estão alinhadas com a literatura. Com o presente estudo foi possível confirmar a presença do VDHE no Concelho de Idanha-a-Nova e contribuir para aprofundar o conhecimento sobre a Doença Hemorrágica Epizoótica nessa região.Item Parasitoses em animais domésticos atendidos na Associação Zoófila Portuguesa(2024) Abreu, Patrícia de Fátima Pilar de; Faculdade de Medicina Veterinária; RAMILO, DAVID WILSON RUSSODiante da estreita convivência entre humanos e animais domésticos, aprofundar a compreensão dos parasitas nesses animais torna-se crucial, considerando não apenas o potencial de causar doenças, mas também a capacidade de atuar como vetores na transmissão ao ser humano, que pode em alguns casos ser bastante prejudicial. Este estudo procurou avaliar a prevalência de parasitas com potencial zoonótico em 56 animais (cães e gatos) atendidos na Associação Zoófila Portuguesa (AZP) entre 4 de outubro de 2021 e 4 de marco de 2022. A caracterização da amostra incluiu espécie, sexo, estado reprodutivo, idade, raça, estilo de vida, sinais clínicos, meios de diagnostico, distribuição parasitaria, prevenção e coabitação. Para tal, apos o consentimento ser dado pelo tutor/responsável pelo animal, no decurso do ato clinico da consulta, realizou-se a recolha de amostras sanguíneas e cerúmen do canal auditivo. Posteriormente, procedeu-se a pesquisa de agentes patogénicos nessas amostras. Em relação aos animais examinados, todos os gatos testaram positivo para Otodectes cynotis. As prevalências para Dirofilaria immitis (caes), Leishmania infantum (caes e gatos) e Toxoplasma gondii (gatos) e foram de 14,3%, 31,6% e 66% respetivamente. Em suma, perante estes resultados, sublinha-se a importância do medico veterinário, em educar a população relativamente a profilaxia enfocando medidas eficazes de controlo de vetores e terapia preventiva em animais. Palavras-chave: Medico Veterinário; One Health; Prevalência; Parasitoses; ZoonosesItem Utilização de oclacitinib em casos de dermatite atópica : descrição de 5 casos clínicos(2024) Amaral, Luís Guilherme Pires; Faculdade de Medicina Veterinária; RAMILO, DAVID WILSON RUSSOEsta dissertação teve como objetivo o desenvolvimento do tema da dermatite atópica, em cães tratados com oclacitinib. Inclui uma revisão bibliográfica sobre o tema e uma apresentação e discussão de cinco casos clínicos recolhidos no Hospital Veterinário Anicura Arco do Cego. A Dermatite Atópica Canina tem sido definida como uma doença cutânea alérgica inflamatória e pruriginosa, geneticamente predisposta, com características clínicas distintivas. Está mais frequentemente associada a anticorpos IgE a alergénios ambientais. A dermatite atópica não apresenta sinais clínicos patognomónicos que permitam um diagnóstico definitivo. A apresentação clínica pode depender de fatores genéticos (fenótipos associados à raça), extensão das lesões (localizadas versus generalizadas), fase da doença (aguda versus crónica) e presença de infeções microbianas secundárias ou outros fatores desencadeantes. Os casos clínicos apresentados foram todos diagnosticados com dermatite atópica. Chegou-se ao diagnóstico de dermatite atópica através da história clínica, sinais clínicos e da realização de citologia dermatológica, de forma a excluir outras causas de prurido. O plano terapêutico dos pacientes passou pelo tratamento de infeções secundárias quando necessário e, posteriormente, pelo tratamento alérgico, com oclacitinib. O oclacitinib administrado com posologias diferentes mostrou ser uma opção válida e eficaz nos diferentes casos relatados. Palavras-chave: dermatite atópica; oclacitinib