Revista Lusófona de Educação n.º 34 (2016)
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Percorrer Revista Lusófona de Educação n.º 34 (2016) por assunto "CURRÍCULOS ESCOLARES"
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Item Um olhar sobre a inclusão educativa : conceções dos professores do ensino secundário(University of Lusophone Humanities and Technology, 2016) Costa, Gilda; Sanches, Isabel; CeIED (FCT) - Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e DesenvolvimentoO direito à educação e oportunidade de acesso e sucesso no ensino secundário (ES) para os alunos com necessidades educativas especiais (NEE) foi adquirido com os diplomas normativos publicados em 2012. Esta nova legislação que decreta a obrigatoriedade de frequência de alunos com NEE no ES suscita interrogações e desafios para os docentes deste nível de ensino. Este artigo apresenta os resultados de um inquérito por questionário, elaborado propositadamente para uma investigação no âmbito do mestrado em Educação Especial, com o intuito de apreender as conceções dos professores do ES face à inclusão dos alunos com NEE no ES. O estudo realizado, de natureza quantitativa, contou com a participação de professores do ES do distrito de Lisboa (N=130), 81% do género feminino e 45% dos professores entre os 41 e os 50 anos de idade. 63% concordam com a frequência dos alunos com NEE no ES; 56% consideram adequada a diversificação de estratégias de ensino na mesma sala de aula; 52% afirmam que os alunos com NEE e com currículo específico individual (CEI) devem permanecer 80% do tempo letivo nos Centros de Recursos para a Inclusão (CRI). Os resultados da análise das variáveis demográficas não se revelaram correlacionadas com as respostas dadas. Conclui-se desta investigação que os professores têm um discurso inclusivo com algumas incongruências, no que diz respeito ao que defendem e ao papel fulcral que desempenham para o sucesso da inclusão.Item Qualidade inclusiva da escola : representações da comunidade educativa de uma escola frequentada por um aluno com Síndroma de Asperger(University of Lusophone Humanities and Technology, 2016) Carita, Ana; Carvalho, Cristiana Louret Ezequiel; CeIED (FCT) - Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e DesenvolvimentoA inclusão escolar, nomeadamente de alunos mais vulneráveis, como aqueles com Síndroma de Asperger (SA), requer acompanhamento metódico, para que a intervenção melhore de modo sustentado. Por isso, com base na exploração das representações da comunidade educativa, questionámos a qualidade inclusiva de uma escola frequentada por um aluno com SA. Na definição das questões específicas teve-se como referência o modelo de escola inclusiva de Ainscow e Booth (2002) e as necessidades educativas dos alunos com SA (Attwood, 2000). Optou-se por estudo de caso, em uma escola escolhida por conveniência; participaram 3 turmas, 3º ciclo, a do 9º com um aluno com SA (Pedro), e adultos significativos no seu processo de inclusão. Usou-se questionário, entrevista, teste sociométrico e análise documental. As representações não ofereceram um retrato plano, nem consensual, da qualidade inclusiva da escola: prevalece uma imagem positiva, mas limitada pela representação do Pedro e pelo seu lugar isolado na estrutura de afinidades da turma. As práticas, por sua vez, integram aspetos valiosos, mas apresentam insuficiente definição em qualquer das fontes consideradas. Assim, concluímos que, apesar da atitude e de algumas práticas inclusivas da escola, a intervenção profissional não se afigura suficientemente robusta no seu planeamento e ação. Por isso, avançamos recomendações nos domínios do planeamento da capacitação social dos alunos com SA, da educação cidadã de todos os alunos e da formação dos profissionais.