FCSEA - Artigos de Revistas Internacionais de Divulgação Científica
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Item type: Item , Sementes de Futuros: Programas e Planos em Museologia Social(Marca DÁgua Publicações e Projetos, 2021-02-14) Leite, Pedro PereiraA 31 de janeiro faço dez anos do meu doutoramento em museologia na Universidade Lusófona. Este número (#29) dos Informal Museologia Studies apresenta uma síntese dos trabalhos de planeamento de museus. Uma síntese que vêm desde o trabalho pioneiro de planeamento do museu do Tejo, no âmbito do Parque do Almourol, em tempos pensado no programa Valtejo, da área metropolitana de Lisboa em 1998, até aos programa pensado em 2020 para vários museus em Moçambique, na Guiné-Bissau e em Portugal. Com isso procuro marcar uma reflexão sobre a forma de planear em museus socias. É uma reflexão que evoluiu do tradicional para a rutura. Para uma rutura com a ideia tradicional de museu. A ideia de plano tem como objetivo definir um roteiro de ação. Implica marcar um quadro de referência duma determinada realidade, identificar dinâmicas e oportunidades de ação, definir problemas da resolver, fixar objetos e delinear caminhos para a resolução desses problemas. No caso dos museus, este processo de elaboração dum plano pressupõe que existe uma vontade de museu. Com isso o plano torna-se numa ferramenta que se torna indispensável na sua afirmação na sociedade. Nos casos dos museus socias, esse desafio de relevância é naturalmente duma exigência superior. Uma exigência que todavia não encontra uma correspondência no conjunto de publicações de quem defende a “função social” dos museus e os seus novos desafios, criados pela Recomendação da UNESCO sobre museus em 2015: Um plano museológico para museus sociais é um instrumento de formação de conhecimento sobre a sociedade (comunidade) sobre as coleções (objetos socialmente relevantes) e sobre o espaço e o tempo (território), procurando dar indicações sobre o quadro de referências da ação e sobre s procedimentos a desenvolver para alcançar a missão do museu social. Nele se encontram as prioridades, os principais caminhos a desenvolver, as formas de acompanhar e avaliar as ações para verificar a sua conformidade com os objetivos delineados. Como se pode facilmente entender, o Plano Museológica é praticamente um documento fundador da vontade de museus, a partir do qual se desenvolvem as ações museológicas de coleta, salvaguarda, documentação, pesquisa, e comunicação. É também um documento integrador das ações dos museus na comunidade em que se insere, na sua relação com outras instituições. De um modo geral, embora pensado como documento fundador, o plano museológico é um documento que, periodicamente exige a sua revisão. Tal como a sociedade se transforma, também aquilo que é exigido aos museus se vai transformado, ajustando-o às várias dinâmicas que enfrenta na sociedade.Item type: Item , Praying Doves and Preying Vultures(Edições Universitárias Lusófonas, 2009-09-12) Souza, Teotónio R. de; FCSEA - Faculty of Social Sciences, Education and AdministrationThe most saddening feature in this entire debate is that the Church in Goa, instead of transmitting the image of kingdom of God, of Jesus who emptied himself (kenosis) and was crucified with nothing that he could call his own (“rights”) is increasingly revealing a spiritual bankruptcy. Obviously, the mystical body does not feed on mystical rice and curry. A mere suggestion of State legislation to check the transparency and accountability of the temporal goods of the Church was sufficient to raise the hackles of the rich and the powerful who need the Church, but present themselves as its faithful servants, who can ensure that the more humble sons and daughters of the Church benefit from crumbs of their charity. *Spiritus ubi vult spirat* – the Spirit blows where it wills, and the history of the Church has umpteen illustrations of this. As the saying goes, “The road to Hell is paved with good intentions”. Only the kicks of history have brought about most significant reforms.Item type: Item , Notas milanesas sobre ecomuseologia social(Marca D’Água, 2016) Leite, Pedro Pereira; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoO Ecomuseu e a eco museologia constituem-se fundamentalmente como um modelo de organização para trabalhar o património duma dada comunidade, na sua relação com o território através de métodos participativos. Dos vários trabalhos de Graça Filipe e Hugues de Varine fica clara a afirmação desde modelo de intervenção, que se distingue duma museologia mais clássica, centrada sobre objetos e coleções num edifício chamado museus. Um modelo que surge na Europa, num contexto de crescente preocupação com a nova ciência nascente – a “ecologia”, em 1972, no encontro de Grenoble do ICOM. A filiação da Museologia social ou da Sociomuseologia no campo genético ecomuseologia é clara e parece-nos hoje indiscutível. O encontro que deu origem à “Declaração do Quebéc”, em 1984, que fundamenta o Movimento da Nova Museologia (MINOM), surge dum encontro sobre ecomuseologia e novos museus, realizado no Ecomuseu de Haute Beauce. Foi um momento de encontro entre quem procurava, de um lado atualizar a função social dos museus e de outro, aprimorar a intervenção ecomuseal.2 Se a museologia social se agregou, no ano seguinte, em torno do MINOM, o movimento da ecomuseologia não encontrou uma forma de associação, de troca e partilha de ideias e projetos. Podemos considerar, que a proposta que neste encontro de Milão é feita pelos ecomuseus, procura atualizar esse propósito, procurando agora agregar forças, juntando o MINOM, o ICOFON e o CAMOC. Foi por isso um evento relevante, uma vez, que nos anos 70 a ecomuseologia encontrou sérias resistências por parte deste comité da teoria museológica.Item type: Item , Uneasy lies Rivara's chair(Edições Universitárias Lusófonas, 2016) Souza, Teotónio R. de; FCSEA - Faculty of Social Sciences, Education and AdministrationProf. George Moraes belonged to a generation of Indo-Portuguese historians who believed in Portugal’s civilizing mission, which he sought to emphatically distinguish from the colonial performance of the English and the Dutch, “who were bent solely on trade and wars”. Prof. Moraes added that it should not be forgotten that it was the Goan Priest and the Goan doctor that assisted Portugal in its civilizing mission in Portuguese Africa. Concluding his paper Prof. Moraes added a wish: "It would indeed be a fitting tribute to his memory and grateful acknowledgement of his services to Indian history if a group of scholars would come forward to prepare a centenary memorial edition of his works which are very rare but of whose immense usefulness there can be no two opinions.” We saw the death centenary and also the birth bicentenary of Cunha Rivara pass away a few years ago. I had the privilege of speaking in a memorial event organized by the Municipality of Arraiolos on 20th June 2009, and to deliver a commemorative lecture at the Public Library of Evora that same week. A summary of those lectures may be read at the website of Ciberdúvidas da Língua Portuguesa [http://bit.ly/1rTDVWt]Item type: Item , A Dignidade Humana e uma Nova Narrativa para a Europa(Marca D’Água, 2016-09-27) Leite, Pedro Pereira; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoNeste número dos Informal Museology Studies apresentamos o texto do Professor Carlos Carranca que serviu de base à sua intervenção na Tertúlia “Café Europa” realizada no dia 6 de março de 2015 na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Segue-se um pequeno texto que acompanha a exposição sobre “Uma nova narrativa para a Europa” que realizamos para esse evento e que esteve patente ao público durante o mês de março na biblioteca Vítor de Sá, onde abordamos sinteticamente as novas narrativas e a ideia da dignidade humana. Este número sai numa altura em que a Europa enfrenta, enquanto projecto político, um dos seus maiores desafios. Curiosamente encontram-se já enunciados na Ideia de Europa de Miguel Torga, que aqui o Professor Carlos Carranca tão bem disseca. Neste mês de julho de 2015 os caminhos da Europa, da sua União e desunião estão uma vez mais na ordem do dia. A questão grega é sem dúvida uma questão política e económica. São sinais duma crise que eclodiu em 2008 e que mostrou diversos desenhos duma arquitectura imperfeita. Para além da crise financeira e da crise da moeda única a Europa, enfrenta agora, de forma clara, uma crise estrutural. Estará em condições de a superar, recriando-se numa arquitectura de povos solidários ou iniciou, mais uma, vez um caminho de conflitos? Uma resposta que está nas mãos dos cidadãos.Item type: Item , "Church in Goa: Servants, slaves and rebels(Edições Universitárias Lusófonas, 2009) Souza, Teotónio R. de; FCSEA - Faculty of Social Sciences, Education and AdministrationThis article in Goa Herald daily seeks to respond to a round-table conference convoked by Minister Eduardo Faleiro to reflect upon the need of calling the attention of the Goa Church to lack of transparency and accountability in its administration of Church properties.Item type: Item , Museologia Social e Arte Pública(Marca D’Água - Edições e Projeto, 2020) Leite, Pedro Pereira; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoNeste número dos Estudos de Museologia Informal, que terá uma edição em inglês, apresentamos uma reflexão sobre as galerias de arte publica nas cidade contemporaneas. Integramos estas análsie, que temos vindo a fazer desde 2012, quando visitamos o Museu de Casas Tela no Rio de Janeiro, e demos conta de que as cidades dse estavam a tornar em espaços museológicos. Tal como aconteceu nos museus de paisagem no norte da Europa noa anos 20 e 30, lugares, que como sabemos influenciaram o que ficou conhecido como os movimentos dos eco-museus propostos por Huges de Varine nos anos setenta, estes novos tipos de museus surgem de um modo geral em todas as cidades centporâneas. Dum lado como fazendo parte de movimentos em que os museus saem para a rua, noutros como expressa vontade de intervenção social para a inclusão, ou mesmo noutros casos como formas de intervenção estética e social. Temos pois vindo a analisar este movimento em diversas cidades, Lisboa, Rio de Janeiro, Maputo, Buenos Aires, Bogotá, Madrid, Tiblsiti, Ereven Londonderry, Córdova. Acontece que nos trabalhos que fomos fazendo acabamos por verificar que esta nova museologia em espaço urbano, acaba por se inserir num contexto de transformação artística. Estamos pois perante um momento de transformação do real. Um momento, que como temos vindo a chamar a atenção, acompanha uma mutação nas funções ou papéis das instituições sociais. Por isso, o debate que ao longo deste ano ocorreu no ICOM, sobre o conceito de museu, sofre dum equívoco fundamental Isto é quanto a nós as instituições de memória (museus, bibliotecas e arquivos) eixaram de se definir pelos seus conteúdos formais, pela sua configuração, para se transformarem em algo que é uma exigência processual. Temos vindo a defender que o que é relevante são os processos de trabalho com a memória e o património para enfrentar os novos desafios societais. Este é um propósito deste trabalho.Item type: Item , Pedagogia Crítica e Autonomia: Metodologia e Epistemologia(Marca D’Água - Edições e Projeto, 2020) Leite, Pedro Pereira; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoAs abordagens da pedagogia da autonomia, de influência libertária, distinguem habitualmente os objetivos educativos em três categorias: • as pedagogias da emancipação, que se preocupam com o desenvolvimento dos indivíduos e ou transformação da sociedade. Que constitui o objetivo das práticas pedagógicas que se defendem; • a educação como reprodução de saberes, técnicas e valores, que correspondem a práticas de processo autoritários que visam a reprodução acrítica de conhecimento, e por isso é criticada. • e a “pedagogia da redenção”. Este último caso, da pedagogia de redenção, é pouco usada na conceção de sistemas de educação formais, remetendo-se para outras instituições sociais, de correção e ou de formação de adultos. É também alvo de crítica pela pedagogia da autonomia. A pedagogia da autonomia de influência libertária insere-se nas propostas de ações transformadoras dos indivíduos e da sociedade, acentuando a dimensão libertária, não violenta e autogestionária dos processos, propondo economias solidárias, de respeitos pela natureza e pela sua diversidade. Como prática educativa parte da participação dos alunos em grupos, valoriza os processos de decisão pela democracia participativa. A pedagogia libertária tem vários pontos de convergência com algumas propostas pedagógicas, como o Método Moderno, O MEM, A Educação para Paz, A educação para a liberdade. Propõe ainda um reconhecimento do ser em contexto como guia para o reconhecimento do mundo. A experiencia pedagógica passa pela produção de conhecimento relevante em grupo, da reflexão das experiencias vivenciadas e na proposta de desenvolvimento de processo de ação autogestionados. O processo educativo é sempre anti autoritário, não violento de não diretivo. O papel do professor é nesse sentido um mediador que ajuda e aconselha no desenvolvimento de atividades, podendo efetuar alguma tutoria não diretiva, partindo da identificação que cada aluno faz das suas necessidades. Com base no trabalho em grupo, cada indivíduo tem a liberdade de escolher participar. Mas o grupo deve discutir todas as questões, e deve desenvolver atividade de integração dos vários membros. A pedagogia da autonomia procura desenvolver os conhecimentos relevantes. Por essa razão, a medida de avaliação dos processos é a sua adequação à prática social e em relação ao seu potencial de uso. Alexander Neil e Carl Rogers são figuras influenciadoras da Pedagogia da autonomia. É necessário não esquecer as propostas dos libertários catalães no início do século XX, como Francisco Ferrer. Na América do Sul nota-se a influência de Michel Lobrot, Paulo Freire e Fals Borda. Na Europa, por vezes refere-se a influência do trabalho de Célestin Freinet, e do Movimento de Escola Moderna. Algumas escolas “Paideia” Escola Livre; Orfanato Cempuis (1880 – 1894), de Paul Robin, O movimento das Escolas Modernas (1901 – 1953), iniciado por Francesc Ferrer i Guàrdia, A Colmeia (1904 – 1917), de Sébastien Fauré. Summerhill (1921 – atual), de Alexander Neil. Ainda no campo do trabalho de projeto, recolhe com alguma crítica as propostas de escola democrática de William Kilpatrick e John Dewey, A pedagogia para a autonomia é uma pedagogia não diretiva. Procura o reconhecimento da diversidade cultural, e assumir a diferença como experiencia significativa da construção da realidade. A consciência da realidade, na pedagogia da autonomia, parte da necessidade de reconhecer a relação do eu e do outro em contexto, de compreender a relação das identidades coletivas com as diferenças. A consciência da realidade implica o reconhecimento da ação como processo transformador. A realidade pode ser transformada pela ação, mas também implica a consciência da realidade como algo inacabado, em, processo, que está constantemente em construção. O objetivo deste número dos Estudos de Museologia Informal é o de contribuir para a constituição duma galeria das propostas sobre a epistemologia e a metodologia dos processos educativos com base na pedagogia do projeto, passando por alguns educadores que influenciam esta corrente pedagógica. Noutro número trabalharemos as experiências de Paulo Freire na Guiné-Bissau.Item type: Item , Christianity in history : postcolonial perspective(2011) Souza, Teotónio R. de; FCSEA - Faculty of Social Sciences, Education and AdministrationHistorians have successfully pointed to new ways of re-writing Christianity’s history.Item type: Item , Cultura e Desenvolvimento?(Marca D’Água, 2015) Leite, Pedro Pereira; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoNeste número dos Informal Museology Studies apresentamos um pequeno texto sobre a relação entre a cultura e o desenvolvimento. O texto começou a ser elaborado à alguns meses, e procura ser um contributo para a operacionalização da relação entre a cultura e o desenvolvimento. O texto serviu de base para a aula do seminário no âmbito do III Curso Avançado de Museologia, que se realizou em Portalegre, em Agosto. Do debate que se ralizou como o grupo de alunos foi muito estimulante e levou-nos a efectuar uma revisão. Este texto é apresentado num momento em que se inicia, nas Nações Unidas em Nova York, a discussão sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: os ODS, que vão substituir os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (2000-2015) e que irão marcar a agenda a comunidade internacional até 2030. A questão que queremos neste trabalho salientar, e por isso colocamos um ponto de interrogação na relação que estabelecemos no título: Cultura e desenvolvimento?, procura operacionalizar as possibilidades de intervenção das organizações e das práticas culturais no âmbito de projetos de desenvolvimento sustentável. Defendemos que se isto sucede – a ausência da cultura como objectivo da ação nos ODS - caberá portanto ás organizações culturais procurarem, em contexto adverso, afirmar o contributo dos projetos culturais como vetor de desenvolvimento sustentável das comunidades. Como colocar a cultura como quarto pilar do desenvolvimento sustentável. Será uma propositura viável? Será possível concretizar o desenvolvimento sustentável assente apenas nos seus três pilares: -desenvolvimento económico, desenvolvimento social e preservação ambiental, sendo a cultura algo de transversal a eles? Ou, pelo contrário, a cultura pode aportar algo de distintivo ao desenvolvimento sustentável?Item type: Item , "Waking up from Medieval Slumber"(2009-08-01) Souza, Teotónio R. de; FCSEA - Faculty of Social Sciences, Education and AdministrationWhen the book Medieval Goa first appeared three decades ago (Delhi: Concept, 1979), it represented a significant break in the tradition of Indo-Portuguese historiography, until then markedly Luso-Indian, even when Goan native historians were the authors. This was acknowledged by prominent historians like C R Boxer, M N Pearson, A Disney, J Wicki and others who reviewed the book in international journals of history. The colonial culture and the political climate were not helpful for the promotion of a critical approach.Item type: Item , Goa: A history of many liberations(Herald, Goa, 2011-07-12) Souza, Teotónio R. de; FCSEA - Faculty of Social Sciences, Education and AdministrationThe Portuguese will not to be the last in the series of foreigners who sought to make Goa their home. The developments of the past fifty years need to be observed and analysed to understand the trend that will make the so-called «post-liberation» history of Goa. Goa’s history should be more dispassionately viewed as made up of many «liberations», and more may follow.Item type: Item , A Ideia da Europa e a Dignidade Humana(Marca D’Água, 2015) Leite, Pedro Pereira; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoNeste número dos Informal Museology Studies apresentamos o texto do Professor Carlos Carranca que serviu de base à sua intervenção na Tertúlia “Café Europa” realizada no dia 6 de março de 2015 na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Segue-se um pequeno texto que acompanha a exposição sobre “Uma nova narrativa para a Europa” que realizamos para esse evento e que esteve patente ao público durante o mês de março na biblioteca Vítor de Sá, onde abordamos sinteticamente as novas narrativas e a ideia da dignidade humana. Este número sai numa altura em que a Europa enfrenta, enquanto projecto político, um dos seus maiores desafios. Curiosamente encontram-se já enunciados na Ideia de Europa de Miguel Torga, que aqui o Professor Carlos Carranca tão bem disseca. Neste mês de julho de 2015 os caminhos da Europa, da sua União e desunião estão uma vez mais na ordem do dia. A questão grega é sem dúvida uma questão política e económica. São sinais duma crise que eclodiu em 2008 e que mostrou diversos desenhos duma arquitectura imperfeita. Para além da crise financeira e da crise da moeda única a Europa, enfrenta agora, de forma clara, uma crise estrutural. Estará em condições de a superar, recriando-se numa arquitectura de povos solidários ou iniciou, mais uma, vez um caminho de conflitos? Uma resposta que está nas mãos dos cidadãos.Item type: Item , O que é e para que serve o Património?(Marca D’Água, 2018) Leite, Pedro Pereira; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoNeste número dos Informal Museology Studies apresentamos três textos sobre a problemática do “ato Patrimonial em contexto urbanos. Tratam-se de três artigos em que damos conta da necessidade de desenvolver ações afirmativas com base na intervenção patrimonial na cidade. No primeiro artigo damos relevo ao debate sobre a educação patrimonial, no âmbito do ano Europeu do Património Cultural (2018), no qual fomos refletindo no site “Global Education and Cultural Diversity, sobre a forma de postais, e que aqui se reúnem numa forma única. O segundo artigo, resulta da nossa intervenção no Seminário do CANO, o Comité do ICOM para os museus de cidade, que se realizou em Frankfurt, em Junho de 2018, onde apresentamos algumas experiencias que se tão a desenvolver na cidade de Lisboa. O terceiro artigo, e constituído pela nossa intervenção na XIX Conferencia Internacio0nal do MINO, que se realizou em Bogotá na Colômbia, e que será publicada em livro da atas, que tarda a surgir. No ato patrimonial defendemos que existem duas práticas de ação patrimonial para o desenvolvimento de políticas culturais publicas para a diversidade na contemporaneidade: Através da Educação patrimonial e por via da intervenção associativa. Estes artigos procuram demonstrar essa evidência e as suas possibilidades. As imagens são da XIX Conferencia do MINOM, tiradas em Bogotá, Colômbia.Item type: Item , Representações Cartográficas do Espaço Estratégico Português : Cartographic representations of the Portuguese Strategic Space(Marca D’Água, 2013) Leite, Pedro Pereira; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoEste é um pequeno exercício sobre a problematização da representação sobre espaço como marcador de memória. Como sabemos a cartografia é um processo de representação do espaço como um processo simbólico de apropriação duma determinada realidade. O objetivo da representação é criar uma forma de apropriação do mundo sobre o qual se constrói a ação. Neste pequeno exercício interpretamos o significado simbólico da representação como objeto de conhecimento. A ideia de marcador de memória, que procuramos nos vários elementos da representação cartográfica é importada da biologia por analogia com o marcador da genética . Essa formulação foi usada na nossa tese como sinónimo do conjunto de informação mnemónica essencial presente num individuo, que em situação de interação com o mundo exterior ativa formas de ação. O marcador de memória não é informação pura. É uma representação da essência processual da informação, enquanto valor, do elemento socialmente significativo situado num espaço e num tempo, que origina ação. (Leite, 2011). Como objetos de conhecimento, os marcadores de memória resultam da perceção, das emoções e da experiencia dos sujeitos sobre objetos exteriores, e traduzem-se na mente como elementos nodais através dos quais de constroem mapas mnemónicos . Os mapas da memória são elementos de referências catalisadores da ação. São constituídos pelo processo de armazenamento da informação essencial (informação conservada), em confronto com a experiencia. Ao contrário dos nossos mapas cartográficos, elementos estáticos, os mapas de memória são processos em permanente ajustamento no confronto com o real e equilibram-se com a consciência de si da mente.Item type: Item , Cartas da Guiné Experiências de Educação Patrimonial(Marca DÁgua Publicações e Projetos, 2020-03) Leite, Pedro Pereira; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoNeste número dos Estudos de Museologia Informal, apresentamos o Diário da Vigem à Guiné-Bissau, realizada nos primeiros meses do ano de 2020. Escrito ao sabos dos dias, será melhorado e revistado em função dos fluxos do pensamento sobre a experiencia e sobre o lugar. Bibaque – Bijagós, março de 2020Item type: Item , Museologia Informal e Investigação-ação(Marca D’Água, 2013) Leite, Pedro Pereira; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoEste artigo constitui uma reflexão sobre as metodologias de investigação-ação aplicada na museologia informal. Iniciamos o artigo com uma reflexão sobre os Horizontes da emancipação social, a proposta de Boaventura Sousa Santos apresentada em 2000 no seu livro “Critica da Razão Indolente”, para de seguida fazermos uma atualização da nossa reflexão sobre a Investigação-ação aplicada na museologia informal. Constitui o nosso principal objetivo fazer uma reflexão crítica sobre as metodologias que temos vindo a testar.Item type: Item , Maritime India : trade, religion and polity(2010) Souza, Teotónio R. de; FCSEA - Faculty of Social Sciences, Education and AdministrationEste artigo de recensão apresenta a publicação de Pius Malekandathil sobre o comércio maritimo da India e as suas ligações transcontinentais. A recensão focaliza sobre o impacto desse comércio em Goa.Item type: Item , Castes, Social Mobility and Politics in Goa(Edições Universitárias Lusófonas, 2012-10-03) Souza, Teotónio R. de; FCSEA - Faculty of Social Sciences, Education and AdministrationWhile the colonial policies and the missionary activities dented the caste system by playing upon the caste rivalries to divide and rule, the post-independence Indian democracy transformed the traditional castes into valuable vote-banks that have permitted non-brahmin castes to achieve political leadership in several States, particularly following the politics of reservation recommended by the Mandal Commission in 1980s.Item type: Item , “Goan Ethnography and Colonial Anthropology”(Edições Universitárias Lusófonas, 2009) Souza, Teotónio R. de; FCSEA - Faculty of Social Sciences, Education and AdministrationA.B. da Bragança Pereira publicou a primeira versão da sua Etnografia da India Portuguesa em 1923, ou seja, 3 anos antes da instalação em Goa de um Gabinete de Antropologia do Estado da Índia. Este gabinete foi obra do médico “descendente” Germano da Silva Correia, que tinha apostado na “antropologia seletiva” com o objetivo de provar a pureza do sangue português nos descendentes na Índia, e convencido de que era uma forma de assegurar o futuro colonial português na Índia portuguesa. Bragança Pereira, de naturalidade goesa e Juiz da Relação de Goa, não partilhava essa ideologia “racista”, e produziu uma versão mais desenvolvida da sua Etnografia em 1940. Orgulhava-se da cultura indo-portuguesa, mas valorizava igualmente o património pré-português de Goa. Não foi um adepto da antropologia colonial do Estado Novo.
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