Caleidoscópio - Revista de Comunicação e Cultura

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    Criticismo Ludológico : simulação ergódica (jogabilidade) vs ficção narrativa
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2007) Teixeira, Luís Filipe B.; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Neste ensaio pretendemos reflectir sobre algumas das diferenças a estabelecer entre as noções de «jogabilidade ergódica» e de «ficção narrativa», essencialmente, por relação com as categorias de «simulação» e de «representação». Como acontece sempre em casos semelhantes, as primeiras investigações neste campo do saber (que se desenvolvem como uma das linhas de investigação do criticismo ludológico, sobretudo, a partir dos finais dos anos 90) consideram o estudo dos jogos no contexto das teorias já existentes, em especial, comparativamente às teorias narratológicas, o que não será de estranhar se se disser que, com efeito, enquanto o estudo sobre jogos tem perto de 40 anos, o sobre narrativas já leva vários séculos de avanço, sendo um dos mais influentes da nossa cultura Ocidental, iniciando-se, precisamente, com os estudos desenvolvidos a partir da Poética aristotélica. No entanto, se haverá, porventura, jogos em que a composição «narrativa» é por demais evidente (como é o caso, por exemplo, da maioria dos de aventura), contudo, haverá outros em que ela é (claramente) substituída pela componente «jogabilidade» e pelos mecanismos de (pura) simulação. Por exemplo, uma coisa é a «representação» (imagética) da cidade de Londres e outra, bem diferente, a «simulação» (maquínica) de uma cidade de Sim City, obedecendo a um «modelo» que inclui «regras» (de comportamento). Ou seja, enquanto uma narrativa descreve acontecimentos particulares, passíveis de serem generalizados para se inferirem as regras; os jogos, enquanto simulações, baseiam-se em regras gerais que podem ser aplicadas a casos particulares, possibilitando a «experimentação» e a possibilidade de se «modelar» as regras que governam o sistema. A questão que prima facie se coloca, e que já tem vindo a ser referida, com maior ou menor insistência e acutilância, por outros teóricos, é saber se este novo objecto de estudo, designado de «videojogo» ou de «jogo de electrónico/computador», enquanto objecto de estudo da Ludologia (mas que não se esgota nele!), não obriga à construção de novas categorias hermenêuticas, por implicar uma actividade, em termos de experiência, diferente daquela analisada, em termos formais, pelas metodologias descritivas em causa. É que, com efeito, a categoria da simulação ergódica/«jogabilidade» permite novas formas de experienciar/construir a mediação/imersão e, com ela, mais perto de nos retratarmos, lúdica e maquinicamente, do lado-de-lá do espelho/ecrã (diferente do espelho/papel) em que nos vemos transformar, quantas vezes heteronimicamente, numa qualquer Alice feita gente.
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    Após um século de Orwell : Política, Pós-Modernismo e reputação
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2007) Vaninskaya, Anna; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Orwell é o padrão sob o qual ou contra o qual os críticos se lançam na guerra. É um lugarcomum que Orwell tem sido reclamado como a luz orientadora de quase todas as doutrinas políticas existentes, desde o velho Labour até ao neo-liberalismo, mas em lado nenhum é o seu lado icónico mais evidente do que na utilização que dele é feita como figura de proa na batalha contra o pós-modernismo académico. Nada nos escritos de Orwell, clar, nem sequer os seus mais cáusticos ataques ao “relativismo” induzido pelo Partido de intelectuais de Esquerda, sugere que tenha inventado ou mesmo previsto o pós-modernismo e a oposição a este. Mas um público institucional particular insiste em reclamá-lo como profeta do primeiro e, similarmente, como líder espiritual da segunda. São eles, não ele, que fazem a ligação entre reescritas ideológicas da história e da ciência nazis e soviéticas (ou de inspiração soviética) e as práticas dos académicos ocidentais de hoje, e extrapolam consequências totalitárias deste facto. Que ambas as actividades são exemplos flagrantes da falácia do tipo “se Orwell aqui estivesse hoje pensaria como eu”, foge à sua atenção. Que os escritos de Orwell, com selecção e interpretação adequadas, possam servir como arma de eleição na cruzada anti-pós-moderna confirma o seu valor instrumental mais do que fundacional. Também constituem a matéria-prima para este tipo de crítico mais preocupado com a política britânica moderna, que trata de pendurar a sua, discutivelmente mais fiel, versão de Orwell na parede.
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    Cultura visual e exibição artística : o observador emergente
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2007) Rosa, Jorge Leandro; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    complexificação das tecnologias de consumo, os procedimentos associados à percepção visual tornaram-se o objecto central da própria visão e, consequentemente, colocaram-se no centro da teoria. Num certo sentido, podemos afirmar que uma nova compreensão, quer da luz, quer da temporalidade, se tornou na principal fonte da fenomenologia do século XX e da ontologia das artes visuais. A modernização tecnológica também efectuou uma reavaliação da visão, abrindo caminho para uma nova compreensão da imagem e da percepção visual nas artes tecnológicas contemporâneas. A Estética é, agora, uma disciplina filosófica essencialmente preocupada com a luz e com a percepção. Pode a História da Arte coincidir com uma história da percepção? Nos nossos dias, e depois de um longo período de relação equívoca, o crítico de arte e o investigador académico do domínio artístico estão ligados por uma estranha assimetria cognitiva das suas narrativas: ao mesmo tempo que ambos se encontram no processo de abandonarem critérios próprios de avaliação da debilitada qualidade estética das obras de arte contemporâneas, devem assegurar que o quadro tecnológico que sustenta e dinamiza a arte contemporânea não se transforma em justificação teleológica da tecnologia em si mesma, sustentando o seu devir como sinónimo da arte. De facto, os cultural studies são, cada vez mais, confrontados com a necessidade de conceptualizarem a técnica enquanto elemento chave da cultura.
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    A ponte quebrada : sobre o papel da linguagem como forma de conhecimento e comunicação em romances pós-modernos
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2007) Banús, Enrique; Barbancho, Iñigo; Dobrescu, Consuela; Sousa, Silvia; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Que a linguagem consista num dos modos essenciais para conhecer o homem e o mundo é um dos fundamentos da consciência europeia. Ao mesmo nível encontramos a convicção de que a linguagem fornece uma ponte (talvez a ponte por excelência) para estabelecer comunicação. Nalguns períodos de história literária, deparamo-nos com um certo cepticismo em relação a este simples pressuposto: ao longo do romantismo, por exemplo, diversos autores exprimiram os limites da linguagem. Durante a “grande crise européenne”, o romance A Carta de Lord Chandos revelou, provavelmente, o cepticismo mais profundo quanto à capacidade da linguagem abrir caminho ao conhecimento do mundo e do sujeito. Um crise semelhante manifesta-se em Austerlitz de Wolfgang Sebald, um romance representativo da pósmodernidade. Num determinado momento, o protagonista “perde” a linguagem e, por conseguinte, a segurança de uma identidade pessoal consolidada. De forma menos afirmativa mas igualmente clara, surge ainda um momento similar em Moon Palace de Paul Auster, outro ícone pós-moderno. Uma análise destes dois romances pode ajudar-nos a compreender uma questão de extrema relevância: até que ponto é que a linguagem abre caminho ao auto-conhecimento e à comunicação?
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    Qual é o interesse em contar histórias que nem sequer são verdadeiras?
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2007) Pires, Maria José; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    A escrita pós-moderna de Salman Rushdie faz confluir, de modo irónico, tradições aparentemente incompatíveis entre si. No seu romance Haroun and the Sea of Stories (1990), os recursos de Rushdie a várias culturas reúnem-se para dar origem a uma nova e imaginativa consciência multicultural. Claro que esta atitude é baseada na suposição de que as tradições não devem ser rejeitadas como irrelevantes, já que constituem aquilo que é a nossa herança cultural. O próprio Rushdie associa a escrita ficcional à procura de uma noção de verdade, por muito irónica que esta seja, defendendo que a condição contemporânea se caracteriza pela rejeição de explicações totalizantes. Para além disso, Ruhdie afirma que o romance, como forma criada para discutir a fragmentação da verdade, se insere nesta demanda. É como se ele, em Haroun, também quisesse recriar nos seus leitores a desinquietante, senão exultante, semelhança com o mundo exterior, em constante movimento de redefinição. Neste sentido, esta “chutnificação da história”, como Salman Rushdie lhe chama, não nega nem a noção do passado, nem a da identidade, confirmando, antes pelo contrário, que tanto a história como as identidades que cria constituem processos intermináveis.
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    Da certeza e doublethink : Orwell e Wittgenstein
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2007) Rudrum, David; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    É meu objectivo, neste artigo, voltar a considerar a noção de Doublethink de Orwell, com referência ao pensamento posterior de Ludwig Wittgenstein. No mundo perturbado de Doublethink que Orwell descreve em Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, muitas vezes parece que certeza sobre qualquer coisa se tornou impossível, estando tudo aberto à dúvida. Na verdade, defendo que a certeza é mais fundamental ao Doublethink do que a dúvida, e que Doublethink em Mil Novecentos e Oitenta e Quatro surge frequentemente porque as certezas das personagens chocam com coisas das quais seria muito mais lógico duvidar. Embora alguns aspectos do pensamento de Wittgenstein sobre crença pareceriam deixar muito pouco espaço para o fenómeno de Doublethink, noutros aspectos uma compreensão Wittgensteiniana de crença, conhecimento e certeza constitui uma boa posição para o analisar. Tanto Wittgenstein como Orwell exploram a relação entre verdade e conhecimento, certeza e crença como ligada à relação entre verdade e linguagem, comportamento e prática social.
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    Acto de filmar : variações
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2007) Cordeiro, Edmundo; Pinto, José Gomes; Hernández Sánchez, Domingo; Coroado, Amândio; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Porquê a requisição para que não se veja da mesma maneira um filme documentário e um filme de ficção? Trata-se de uma questão tanto mais importante quanto o ressurgimento do documentário não será alheio quer à virtualização da ficção, quer à mediatização – virtualização – dos acontecimentos do mundo. E quais são exactamente as condições de base do filme?
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    Deleuze : Comunicação, controlo, palavra de ordem
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2007) Cordeiro, Edmundo; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Em alguns dos seus textos, Gilles Deleuze terá colocado em questão, por uma razão ou por outra, a comunicação. Identificou-a ao sistema do controlo e opô-la normalmente à criação – e opô-la tanto à filosofia quanto à arte. O que é que tudo isto quer dizer?
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    Daniel Ricardo, Ainda Bem Que Me Pergunta. Manual de Escrita Jornalística, Editorial Notícias, Media & Sociedade, 2003
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2005) Martins, Carla Isabel Agostinho; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
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    O palco judiciário e a emoção mediática
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2005) Chaveiro, Mafalda Barahona; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Esta reflexão, aproveitando a semana de reabertura dos tribunais e a sua cobertura nos espaços informativos dos principais canais de televisão – RTP, SIC e TVI- visava um dos temas ultimamente mais debatidos – Justiça e Comunicação social. Porém, a eclosão do atentado de 11 de Setembro, se por um lado levou à exaustão desse tema, conduziu por outro à escassez de notícias sobre justiça. Duma análise simultaneamente casuística e comparativa, concluímos que, se a concorrência conduz à diversidade e pluralidade de opiniões, com consequente melhoria do sistema de informação, traz também a competição pela guerra de audiências, violentando, não raras vezes, padrões éticos. Neste contexto assisti - mos à subida dos «fait-divers» aos noticiários. Abordámos a actuação dos jornalistas e dos que agem no palco judiciário – operadores judiciários – reclamando daqueles maior profis - sionalismo e observância das regras deontoló - gicas, e destes, respeito pelo direito a uma informação correcta e leal .
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    ''Rainbow Designer'' : for global and multicultural design
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2006) Souza, Teotónio R. de; ECATI - School of Communication, Architecture, Arts and Information Technologies
    O que procuram os designers alcançar? Procuram relacionar-se com a realidade, produzindo registos visuais de emoções e pensamentos, ou projectando e produzindo objectos que são funcionais, adaptando as tecnologias às necessidades do quotidiano. Isto exige que o designer seja um atento observador do seu meio-ambiente físico e possua uma sensibilidade apurada para as culturas, o que lhe permitirá desconstruir as formas latentes da realidade e os simbolismos culturais de maneira a poder compreender a ordem que lhes está subjacente e os princípios da sua composição e unidade. Só então poderá reproduzir a natureza e responder a chamamentos culturais. Neste processo de compreensão da realidade circundante da natureza e das culturas, o designer desloca-se sempre, em regra sem disso ter consciência, entre dois processos: busca de identidade e auto-identificação.
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    Anúncio e capa de revista : territórios paralelos ou contíguos?
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2005) Cardoso, Carla Rodrigues; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Imagem e texto são dois elementos partilhados por anúncio e capa de revista. As semelhanças entre estes dois dispositivos comunicacionais começam ou terminam aqui? A resposta a esta questão passa pela análise das estratégias subjacentes à criação do anúncio publicitário e da capa de revista. Neste último caso, optou-se por restringir o campo das publicações, optando-se pelas newsmagazines, sólidas representantes do mundo do jornalismo. Depois do esgrimir de argumentos teóricos, parte-se para a análise empírica das capas de Janeiro de 2004 da newsmagazine portuguesa Visão, à procura de vestígios concretos que as relacionem ou não com os anúncios de revista.
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    A disciplina de biónica no curso de design na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2006) Rosendahl, Stefan; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Desde o ano lectivo de 1999/2000, a disciplina de Biónica é leccionada no curso de Licenciatura em Design na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. A Biónica pode fornecer ideias valiosas aproveitando estruturas de materiais, mecanismos e processos existentes na Natureza que serão transferidos para a técnica. Apresentam-se alguns trabalhos de alunos daquela disciplina.
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    A abordagem do enquadramento nos estudos do jornalismo
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2005) Gonçalves, Telmo; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    A abordagem do enquadramento transfor - mou-se nas últimas duas décadas num dos paradigmas mais expressivos dos estudos do jornalismo. Percorremos, neste artigo, a evolu - ção desta corrente de investigação, desde as suas origens até aos seus desenvolvimentos mais recentes. Pretendemos, assim, demonstrar os diferentes sentidos com que a noção de «frame» tem vindo a ser aplicada nos estudos do jornalismo, evidenciando-se hoje como um conceito incontornável tanto no estudo das notícias como na investigação dos seus efeitos.
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    A objectividade como 'dever referencial' dos jornalistas
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2005) Martins, Carla Isabel Agostinho; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    No presente artigo avança-se a hipótese de recuperação do paradigma da objectividade como estruturante do jornalismo. No redesenho da cartografia dos «territórios do jornalismo» haverá eventualmente que se acolher a objecti - vidade, mas numa versão reinventada à luz da própria evolução histórica do conceito.
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    Estratégias empresariais de design em Portugal
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2006) Branco, João; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Não se pode falar em Portugal de estratégias de design prosseguidas por um número significativo de empresas e/ou instituições, com coerência expressiva. Porquê, então, um enunciado com esta formulação? Porque me apetece fazer uma intervenção politica, aproveitando a oportunidade que me é dada por este artigo para a revista Caleidoscópio. O tecido empresarial português não é uno, nem homogéneo e, portanto, deveremos traçar vários cenários, de acordo com as situações específicas existentes. A velocidade da aproximação do design às empresas dependerá dos contextos, nomeadamente, da cultura, da apetência e das condições objectivas para um desenvolvimento profícuo da actividade. Não vale a pena fazermos transposições impossíveis da panóplia de soluções e variantes internacionais no âmbito da gestão empresarial do design. Como noutras áreas do conhecimento microeconómico, algumas das teorias e soluções estudadas têm a ver com contextos muito específicos, com realidades muito diferentes, e sobretudo, com práticas e culturas sedimentadas de há muito. Começo por afirmar que, do ponto de vista da estrutura e da organização das PMEs portuguesas, o terreno é favorável à aproximação do design. Quer isto dizer que temos pela frente, pequenas e médias empresas geridas por uma pessoa, ou por um pequeno núcleo de pessoas, que dominam toda a área de gestão da empresa. Isto significa que a entrada do design se fará em ligação estreita com o poder, o que pode propiciar uma relação franca, aberta e permanentemente dialogante entre as equipas de design e de gestão, com todas as vantagens daí decorrentes. Poderemos mesmo pensar, no caso de uma intervenção de design sustentado, em situações em que os designers poderão, também, funcionar como consultores de estratégia, num misto de aconselhamento e acção. E tudo isto significa um terreno que propicia uma enorme margem de progressão para a disciplina quer em profundidade, quer em territórios de intervenção. Mas será que as acções no terreno se poderão desenvolver sob auspícios tão positivos?
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    Funções perceptuais para o design de espaço
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2006) Durão, Maria João; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Este artigo trata dos fenómenos per - ceptuais e explora as relações entre a percepção visual e variáveis de design de espaço. As nossas percepções de significado na envolvente encontram-se estreitamente ligadas aos mecanismos do cérebro: o cérebro elabora percepções e o sistema visual perscruta o meio em busca de clareza e activamente procurando estimulação. São clarificados aspectos que se referem ao modo como o cérebro humano organiza as percepções visuais e a forma como o contexto perceptual em que os estímulos se inserem, bem como as relações espaciais desenvolvidas com a envolvente que dependem de gradações de padrões que determinam a complexidade da percepção visual. Este artigo trata igualmente dos principais elementos que o nosso cérebro usa para converter as imagens retinais bidimensionais em informação sobre relações tridimensionais. Para além disso, porque a percepção de espaço físico é produzida por uma sucessão contínua de relações mutantes no campo visual, as constâncias são também consideradas, uma vez que eliminam a necessidade de avaliação e tomada de decisão constantes, e permitem aos indíviduos operar com segurança e confiança a partir da estabilidade das coisas.
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    O campo expandido do desenho e suas práticas criativas
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2006) Vasconcelos, Maria Constança; Elias, Helena Catarina da Silva Lebre; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Este artigo reflecte sobre o desenho como processo projectual na formação do designer. Para além dos aspectos de comunicação que o desenho invoca como fim último, centra-se sobretudo nas suas capacidades exploratórias como ferramenta e expressão do pensamento e, muito particularmente, no seu funcionamento como estímulo à criatividade. O reforço através do desenho de estruturas conceptuais de várias áreas parece ser fundamental como incentivo à imaginação, para a prática do design num mundo em permanente mudança. Também o desenvolvimento das tecnologias digitais permitiu enriquecer a prática do desenho, possibilitando novas experiências gráficas, confirmando-o como um “campo expandido” do processo criativo/capacidades perceptivas e conceptuais para o designer. São apresentadas dum modo integrado algumas destas questões, através de exemplos de programação feita.
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    Ecodesign : uma ferramenta para a sustentabilidade
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2006) Santos, Amilton; Marques, Fernando Miguel; Rosendahl, Stefan; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Para enfrentar os problemas do ambiente, a indústria vê-se desafiada a encontrar soluções de forma a minimizar o impacto ambiental dos seus produtos. Os consumidores estão cada vez mais sensíveis à compatibilidade ecológica dos bens de consumo. O ecodesign é uma das soluções mais credíveis para estas preocupa - ções. Para ilustrar o artigo apresentam-se alguns projectos desenvolvidos por alunos do curso de Design (na disciplina de Ecologia e Reciclagem) da ULHT.
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    Design de produtos inclusivos, satisfatórios : a abordagem holística ao design inclusivo
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2006) Monge, Nuno; Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
    Este artigo lida com a importância de uma aproximação holística ao design inclusivo. Hoje, o design inclusivo é frequentemente associado com a usabilidade e a utilidade. Em conse quên cia, os produtos inclusivos são, muitas vezes, vistos como ferramentas com que os utiliza dores executam tarefas. No entanto, esta abordagem ao design inclusivo pode ser arris cada. Ignora aspectos como a emoção, valores, expectativas e receios. Assim, descura muito do que nos faz humanos e pode ser um factor de estigmatização. Ao projectar de modo inclusivo, os designers necessitam de olhar além da usabilidade para outros factores que podem afectar o relacionamento entre a pessoa e o produto. Isto pode ser conseguido projectando produtos satisfatórios. O produto satisfatório é usado neste artigo como um termo unificador para produtos socialmente aceites e produtos agradáveis. Os produtos satisfatórios levam a uma compreensão dos utilizadores e das suas exigências e ligam as propriedades do produto às respostas emocionais. O conhecimento necessário para projectar produtos que sejam satisfatórios começa no campo da semiótica do produto. O objectivo deste artigo é motivar os designers para projectar produtos inclusivos, satisfatórios. Os produtos que são projectados desta forma serão altamente usáveis e comunicam a identidade desejada dos utilizadores. Projectando desta forma, obteremos produtos inclusi vos, produtos mainstream. Assim, evitamos produzir produtos estigmatizantes uma vez que os produtos mainstream, por definição, não podem estigma tizar.