A hipertrofia do presente no direito da era da globalização

dc.contributor.authorMarques, Mário Reis
dc.contributor.institutionCentro Universitário Lusófona - Lisboa
dc.date.issued2008
dc.description.abstractEste estudo procura refletir sobre o novo quadro que se abriu ao direito com a desestruturação do projeto da modernidade societária. Tendo atingido o seu ponto mais elevado entre a Segunda guerra mundial e a queda do muro de Berlim, este projeto, realizado no quadro do Estado-nação, vinculou o indivíduo (societário) a uma rede de instituições e procurou determiná-lo, juridicamente, a partir de uma elaborada pirâmide normativa amiga da previsibilidade, da segurança e do futuro. O mundo das autonomias, da profusão estatutária, dos particularismos, de um complexo mosaico de fontes em concorrência, aquele mundo medieval ligado a um passado imemorial, a um tempo fechado sobre si próprio, é agora superado por um modelo social e jurídico de pendor monolítico, em que o presente, já liberto da vis atrativa do passado, vinculado aos valores da calculabilidade e da utilidade, se projeta no futuro. Pois bem, o fenómeno da globalização e a progressiva construção de uma sociedade e de um mercado globais não deixam de pôr em causa aquele projeto da edificação de uma sociedade integral dentro do território de cada Estado-nação. Hoje, as fronteiras, as estruturas fixas e a própria tradição, tudo é sacrificado no altar da instantaneidade, tudo se reduz ao “êxtase do presente”. Ora, como é cada vez mais evidente, esta “presença hipertrófica do presente” não é amiga da lei. Outras fontes do direito como os direitos do homem, a jurisprudência, a lex mercatória e o contrato parecem ser mais adequadas. Daí que se fale já de uma legalidade branda, de direito «flexível», de direito «líquido», de direito «solúvel», etc.pt
dc.description.abstractThis essay tries to give some thought to the new scene that was opened to Law by the destructuration of the project of societarian modernity. Having reached its peak between World War Two and the Fall of the Berlin Wall, this project, achieved within the framework of the nation-state, has bound the individual (societarian) to a network of institutions seeking to determine him or her, juridically, on the basis of an elaborate normative pyramid, friendly to predictability, safety and future. The world of autonomies, of statutory profusion, of particularisms, of a complex medley of competing sources, that medieval world linked to a immemorial past and a self enclosed time, is now overcome by a social and juridical model prone to monolithism, in which the present, alreadyen
dc.formatapplication/pdf
dc.identifier.citationMarques, M R 2008, 'A hipertrofia do presente no direito da era da globalização', Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias, vol. 12, no. 12, pp. 121-132.
dc.identifier.issn1646-3951
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10437/2668
dc.language.isopor
dc.peerreviewedyes
dc.publisherEdições Universitárias Lusófonas
dc.relation.ispartofRevista Lusófona de Humanidades e Tecnologias
dc.rightsopenAccess
dc.subjectDIREITO
dc.subjectTEORIA DO DIREITO
dc.subjectHISTÓRIA DO DIREITO
dc.subjectGLOBALIZAÇÃO
dc.subjectLAW
dc.subjectTHEORY OF LAW
dc.subjectLEGAL HISTORY
dc.subjectGLOBALISATION
dc.titleA hipertrofia do presente no direito da era da globalizaçãopt
dc.typearticle

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