A experiência coletiva como fonte de aprendizagens nas lutas do Movimento Sem Terra no Brasil
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Data
2005
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Editora
University of Lusophone Humanities and Technology
Resumo
O texto propõe uma reflexão sobre as aprendizagens construídas e/ou adquiridas pelos trabalhadores rurais sem-terra na sua experiência junto ao Movimento dos Sem Terra (MST), no Brasil. A primeira parte identifica as origens sociais dos sem-terra que constituem o MST em Santa Catarina, região sul do país; a segunda reflete sobre alguns dos aprendizados constituídos nas principais experiências de luta do Movimento, desde a ocupação de terras, passando pelo acampamento, até a organização dos assentamentos; a terceira e última parte analisa estas aprendizagens com base na categoria experiência, fundamentada em E. P. Thompson. As experiências vividas pelos sem-terra provocam um conjunto de aprendizagens com grande significado pessoal, social e político, a partir do embate entre uma história de vida ausente de participação social e política e a entrada num movimento que se sustenta pela organização de massa e pela capacidade de autogestão nos acampamentos e assentamentos.
The paper puts forward a reflection on the learning built and/or acquired by the landless rural workers due to their experience with the No-Land Movement [Movimento dos Sem Terra – MST] IN Brazil. The first part identifies the social origins of the landless people who make up MST in Santa Catarina, an are in the south of the country; the second part reflects on some of the learning based on the Movement’s main experiences of struggle, ranging from occupation of land and bivouacking to the settlements; the third, and last, part analyses this learning based on the category of experience, supported by E.P. Thompson. The experiences undergone by the landless people give rise to a bulk of learning of great personal, social and political meaning, from the crash between a history of a life away from social and political involvement and the joining of a movement which thrives on mass organisation and the capacity of self-regulation in the bivouacs and settlements.
The paper puts forward a reflection on the learning built and/or acquired by the landless rural workers due to their experience with the No-Land Movement [Movimento dos Sem Terra – MST] IN Brazil. The first part identifies the social origins of the landless people who make up MST in Santa Catarina, an are in the south of the country; the second part reflects on some of the learning based on the Movement’s main experiences of struggle, ranging from occupation of land and bivouacking to the settlements; the third, and last, part analyses this learning based on the category of experience, supported by E.P. Thompson. The experiences undergone by the landless people give rise to a bulk of learning of great personal, social and political meaning, from the crash between a history of a life away from social and political involvement and the joining of a movement which thrives on mass organisation and the capacity of self-regulation in the bivouacs and settlements.
Descrição
Palavras-chave
EDUCAÇÃO, APRENDIZAGEM, MOVIMENTO DOS SEM-TERRA, EDUCATION, LEARNING
Citação
Vendramini, C R 2005, 'A experiência coletiva como fonte de aprendizagens nas lutas do Movimento Sem Terra no Brasil', Revista Lusófona de Educação, vol. 6, no. 6, pp. 67-80.