Percorrer por autor "BELAS, ADRIANA DE JESUS INACIO"
A mostrar 1 - 6 de 6
Resultados por página
Opções de ordenação
Item Avaliação do risco de enterobacterales produtoras de esbls/pampc fecais para o desenvolvimento de infeção do local cirúrgico em animais de companhia submetidos a cirurgia ortopédica limpa(2024) Chambino, Inês dos Santos; Faculdade de Medicina Veterinária; Martins, João Manuel Cardoso; BELAS, ADRIANA DE JESUS INACIOA infeção do local cirúrgico (ILC) é uma complicação cirúrgica grave que afeta o sucesso cirúrgico, a saúde e o bem-estar do paciente. As ?-lactamases de largo espectro (ESBLs) e AmpC mediadas por plasmídeo (pAmpC) representam uma ameaça à saúde animal, humana e ambiental sendo consideradas um risco para a saúde pública. O objetivo deste estudo foi identificar a presença de Enterobacterales produtoras de ESBLs/pAmpC em amostras fecais de animais de companhia submetidos a cirurgia ortopédica limpa e perceber se representam um fator de risco para o desenvolvimento de ILC. Desde fevereiro a junho de 2023, foram recolhidas 64 zaragatoas fecais de animais de companhia (cães e gatos) submetidos a cirurgia ortopédica limpa em três hospitais veterinários da região de Lisboa. As amostras foram inoculadas em Macconkey agar suplementadas com 1,5 µg/mL de cefotaxima e 1,0 µg/mL de meropenem. As espécies de bactérias e genes de resistência foram identificadas através da reação em cadeia de polimerase (PCR). O teste de suscetibilidade de antimicrobianos foi realizado e interpretado segundo as diretrizes do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI). Neste estudo 20,3% (13/64) dos animais de companhia encontravam-se colonizados com Enterobacterales produtoras de ESBLs e/ou pAmpC. Cerca de 84,6% (11/13) foram identificados como Escherichia coli. Os isolados de E. coli resistentes a cefalosporinas de terceira geração (C3G) pertenceram predominantemente ao grupo filogenético B1 (54,5%, 6/11) e 18,2% (2/11) foram também resistentes ao grupo dos carbapenemos. As Enterobacterales isoladas além da resistência ao grupo dos ?-lactâmicos apresentaram resistências a outras classes de antibióticos, conferindo um perfil multirresistente (MDR) em 46,1% (6/13) dos casos. Os genes mais prevalentes foram o blaTEM-1 e blaCTX-M-15. Para além do referido foi identificado o gene blaOXA-244tipo em dois isolados de E. coli. Nenhum dos animais que participaram neste estudo evidenciou sinais compatíveis com ILC. Apesar dos resultados negativos, este estudo demonstra a importância dos animais de companhia como reservatórios para a disseminação de estirpes de bactérias resistentes ou multirresistentes para outros animais, humanos ou ambiente, constituindo uma ameaça para a biossegurança e saúde pública. Palavras-chave: Infeção do local cirúrgico, cirurgia ortopédica limpa, ESBLs/pAmpC, biossegurança, animais de companhia.Item Bactérias zoonóticas em dragões barbudos (pogona vitticeps) saudáveis : uma abordagem one-health(2024) Cesário, Joaquim Smolders; Faculdade de Medicina Veterinária; BELAS, ADRIANA DE JESUS INACIO; PATRÍCIO, RUI FILIPE GALINHOA flora oral e cloacal dos répteis está associada à presença de bactérias patogénicas oportunistas e zoonóticas. Com o aumento de répteis como animais de estimação, em especial, o dragão barbudo (Pogona vitticeps), sendo o réptil mais popular do mercado, ocorre também o aumento da possibilidade de transmissão de doenças para o ser humano através do contato, com especial atenção às bactérias multirresistentes. Pretendeu-se, com este estudo, identificar possíveis bactérias zoonóticas como Salmonella spp., Pseudomonas spp. e bactérias resistentes às cefalosporinas de terceira geração da cavidade oral e cloacal dos dragões barbudos saudáveis através de amostras obtidas por zaragatoas estéreis. Neste estudo foram identificadas um total de sete espécies de bactérias, tais como, Salmonella enterica enterica ser. pomona, Salmonella enterica diarizonae, Salmonella enterica enterica ser. kentucky, Pseudomonas aeruginosa, Pseudomonas spp. e duas bactérias multirresistentes como Escherichia coli e Klebsiella aerogenes. O presente estudo evidenciou informação crucial a respeito da microbiota de dragões barbudos, revelando a presença significativa de bactérias potencialmente zoonóticas, com especial atenção às bactérias multirresistentes. O resultado ressalta a importância de uma abordagem cautelosa por parte dos tutores. A coexistência de bactérias com potencial zoonótico sugere que a interação próxima com dragões barbudos pode representar um risco para a saúde humana, especialmente quando se considera a resistência antimicrobiana, uma preocupação crescente na saúde pública. Palavras-chave: Pogona vitticeps, bactérias multirresistentes, zoonóticas, flora oral, flora cloacalItem Deteção de bactérias gram-negativas na flora oral e fecal em Geckos Leopardo (Eublepharis Macularius)(2023) Fernandes, Gonçalo Mendes; Faculdade de Medicina Veterinária; BELAS, ADRIANA DE JESUS INACIO; PATRÍCIO, RUI FILIPE GALINHOA informação disponível sobre o papel dos geckos leopardo como possíveis transmissores e portadores de bactérias zoonóticas, tanto a nível nacional como internacional é limitada. Os objetivos deste estudo foram avaliar a frequência de bactérias Gram-negativas zoonóticas em geckos leopardo saudáveis e caracterizar as suas resistências antimicrobianas. De novembro de 2022 até fevereiro de 2023, foram recolhidas zaragatoas orais (n=49) e cloacais (n=43) de geckos leopardo saudáveis (n=56) provenientes de diferentes criadores/tutores na área de Lisboa, Portugal. A identificação das bactérias Gram-negativas foi realizada por VITEK® MS e por reação em cadeia de polimerase (PCR). Os testes de sensibilidade a antibióticos foram realizados por método de difusão de disco, seguindo as guidelines da European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing (EUCAST) e da Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI). Os genes das β-lactamases foram confirmados por PCR. Neste estudo, as bactérias Gram-negativas da cavidade oral e cloacal mais frequentes pertenciam á ordem Enterobacterales, sendo principalmente, Salmonella spp. (22,4% e 60,5%, respetivamente) e Citrobacter freudi (4,1% e 16,3%, respetivamente), na ordem Pseudomonadales destacam-se Pseudomonas aeruginosa (22,4% e 18,6%, respetivamente) Diferentes serotipos de Salmonella spp. foram identificadas incluindo ser. Thyphimurium e ser. Tennessee. Cerca de 20% das Enterobacterales identificadas foram resistentes às cefalosporinas de terceira-geração. Os isolados de C. freudi apresentavam o gene blaCMY. Um isolado de K. pneumoniae era multirresistente e apresentava os genes blaCTX-M-1group, blaSHV e blaTEM. Os resultados deste estudo demonstraram que os geckos leopardo podem transportar e transmitir bactérias zoonóticas e multirresistentes para humanos e animais de outras espécies, e por esse motivo, deve se ter sempre cuidados e precauções quando em contacto com estes animais. Palavras-chave: flora oral, flora cloacal, bactéria multirresistente, gecko leopardo, gram-negativaItem Estudo da frequência de FIV e FELV em gatos (Felis catus) na área metropolitana de Lisboa(2024) Dias, Patrícia Filipa Melo; Faculdade de Medicina Veterinária; BELAS, ADRIANA DE JESUS INACIOA família Retroviridae tem grande impacto na Medicina Veterinária e no mundo. Esta família abrange dois retrovírus felinos de grande relevância, o vírus da imunodeficiência felina (FIV, do inglês “Feline Immunodeficiency Virus”) e o vírus da leucemia felina (FeLV, do inglês “Feline Leukemia Virus”). São vírus de grande importância na clínica dos animais de companhia, envolvendo diversas patologias, mais frequentemente neoplasias, alterações hematológicas e imunossupressão, comprometendo o bem-estar dos animais infetados. Por serem doenças crónicas, sem cura e de fácil propagação entre populações, é de extrema importância a realização de ações de profilaxia em colónias, gatis e também no gato doméstico, nomeadamente através de programas de esterilização, testagem e vacinação. O presente estudo teve como principais objetivos caracterizar a população de gatos e determinar a frequência de infeções por FeLV e FIV nas populações referidas anteriormente e a sua possível relação com variáveis epidemiológicas tais como a idade, o sexo, o estado reprodutivo e origem. Foi avaliada uma amostragem populacional (n=421) composta por colónias de gatos errantes, animais de gatis municipais e gatos domésticos da zona metropolitana de Lisboa, através de diferentes técnicas: imunoabsorção enzimática (ELISA), técnica que deteta a presença de antígeno marcado por um anticorpo específico e técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR), que permite a realização de várias cópias através de um segmento específico de DNA. O estudo epidemiológico foi realizado no Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona, no período compreendido entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2022. Na população estudada a frequência foi de 11.2% (n= 47/421) para FeLV, afetando principalmente machos inteiros adultos, uma frequência de 10.5% (n=44/421) para FIV, e de 2.14% (n=9/421) positivo para ambos, não sendo possível tirar conclusões quanto ao sexo, idade e estado de esterilização dos animais infetados. Sendo necessários estudos de longa duração que utilizem uma amostra populacional maior, para uma avaliação correta da importância real das diversas variáveis epidemiológicas sugeridas em infeções por FIV/FeLV. Para além do referido, parece existir uma relação entre a positividade de infeção por FIV e as variáveis idade e sexo. Assim, é recomendado implementar medidas profiláticas nesta população e, no futuro, a realização de novos estudos epidemiológicos que avaliem a prevalência da doença e a evolução dos valores de animais infetados por FeLV e FIV. Palavras-chave: Retrovírus; Felinos; Epidemiológico; ELISA; PCRItem Pesquisa de leptospira SPP em cavalos clinicamente saudáveis(2023) Dinis, Inês de Oliveira Sampaio Chambel; Faculdade de Medicina Veterinária; Simões, Joana de Sousa Azevedo; BELAS, ADRIANA DE JESUS INACIOA leptospirose é uma doença bacteriana provocada pela espiroqueta do género Leptospira. É declarada pela Organização Mundial da Saúde como uma zoonose, responsável por um milhão de casos anualmente. Para além do Homem, afeta também animais domésticos e animais selvagens através do contacto com urina de organismos infetados e ambientes contaminados, como águas estagnadas. Em cavalos, a maioria das infeções são assintomáticas, porém quadros clínicos de uveíte recorrente e doença renal foram relatados. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a presença de Leptospira spp. em equinos clinicamente saudáveis. Para tal, procedeu-se à colheita de sangue de trinta e quatro cavalos na área da Grande Lisboa e Santarém, utilizando posteriormente a reação em cadeia polimerase quantitativa (q-PCR, do inglês “Quantative polymerase chain reaction”) como método de diagnóstico. Foi também realizado um inquérito sobre os fatores de risco associados, assim como informações sobre o maneio de cada exploração visitada. Relativamente aos resultados obtidos neste estudo, o agente patológico não foi detetado em nenhuma das amostras através da técnica de q-PCR. Palavras chave: leptospira, cavalos, fatores de risco, q-PCR, sangueItem Prevalência de endometrite em cadelas clinicamente saudáveis(2024) Palha, Gonçalo Silva Garcez; Faculdade de Medicina Veterinária; Serafim, Michelle Karen Brasil; BELAS, ADRIANA DE JESUS INACIO; Borges, Paulo Alexandre PaulosA endometrite é reconhecida como uma das principais causas de infertilidade na clínica de grandes animais. Em cadelas, parece ser desencadeada por um atraso na clearance uterina após a inseminação ou por infeções uterinas ascendentes durante o proestro e estro. Apesar de ser uma doença uterina prevalente, a informação disponível nesta espécie é, ainda, limitada. Com o presente estudo, pretendeu-se determinar a prevalência de endometrite em cadelas clinicamente saudáveis, comparar os resultados obtidos por citologia e histopatologia do endométrio e avaliar a frequência e caracterização fenotípica da microbiota uterina. Para tal, foram incluídas 21 cadelas sem presença de tumor uterino nem conteúdo intrauterino (piómetra, mucómetra, hidrómetra e hematómetra), submetidas a ovariectomia (n=17) ou ovariohisterectomia (n=4). A fase do ciclo éstrico foi determinada com recurso à data do último cio, ao intervalo entre cios, à citologia vaginal e à concentração sérica de progesterona. Por via transcervical, foram colhidas amostras para bacteriologia e citologia através de lavagem uterina, seguida de biópsias uterinas para bacteriologia e histopatologia. Nos isolados bacterianos obtidos foi realizada a suscetibilidade a antibióticos pelo método de difusão de disco e interpretada de acordo com os critérios Clinical and Laboratory Standards Institute. A população em estudo apresentava-se em anestro (n=5) e em proestro (n=16). Numa cadela não foi possível cateterizar o cérvix para a colheita das amostras. Em 65% (n=13) das biópsias uterinas foi identificado tecido endometrial sem infiltrado celular inflamatório. A citologia apresentou resultados indicativos de endometrite em 35% cadelas (n=7). Adicionalmente, 65% (n=13) das cadelas estiveram associadas a crescimento de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, das quais, quatro eram multirresistentes. Os resultados histopatológicos sugerem que a endometrite não está presente em cadelas clinicamente saudáveis. Os resultados da citologia do fluido de lavagem uterina não foram concordantes com os de histopatologia. Estes últimos apresentaram limitações associadas à técnica de colheita por via transcervical, que parece não ser a mais adequada para o diagnóstico de endometrite em cadelas sem história de infertilidade. Uma vez que a maioria das cadelas (85%) não foi previamente inseminada, é possível que a endometrite em cadelas possa ser desencadeada pela cópula ou inseminação artificial. A cultura bacteriológica forneceu dados sobre a microbiota do endométrio, incluindo a presença de bactérias multirresistentes em cadelas sem história de antibioterapia. Palavras-chave: endometrite; cadelas; lavagem uterina; microbiota; bactérias multirresistentes