Cadernos de Sociomuseologia Nova serie 15 - 2020 (Vol. 59)
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Item No tempo do “Seu” Durval(Lusofona University, 2020-06-04) Wild, Bianca de Moura; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoO presente artigo tem por escopo principal refletir acerca das representações e funções da memória na velhice, símbolos e expressões que envolvem este conceito, bem como sua “utilidade” e incumbência nesta época da vida. Trata-se de uma análise inicial, cujo estímulo surgiu a partir de entrevistas realizadas para uma pesquisa acadêmica acerca da construção da memória em um bairro da Zona Oeste da cidade do Rio de janeiro. Analisamos aqui os casos de Seu Durval, Seu Salviano e Silvan Guedes, três dos entrevistados para a referida pesquisa, moradores do bairro de Sepetiba, localizado na Zona Oeste da cidade, que um dia possuiu notoriedade e expressão e atualmente encontra-se degradado e esquecido.Item Ecomuseu Ilha Grande: musealização e construção coletiva(Lusofona University, 2020) Valença, Vivianne; Rozentino, Gelsom; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoO trabalho tem como objetivo analisar o processo de musealização realizado pelo Ecomuseu Ilha Grande. Destacamos a relação entre teoria e prática de um Ecomuseu, priorizando a atuação integrada das comunidades que habitam a Ilha Grande e seu envolvimento na musealização do território e na definição dos seus patrimônios. A fundamentação teórico-conceitual envolve as noções de território, sociedade, patrimônio integral, participação comunitária, desenvolvimento local e meio ambiente. O procedimento metodológico adotado foca especialmente a comunidade de Vila Dois Rios, onde está a sede do Ecomuseu Ilha Grande e utiliza a proposta de Laboratório Experimental, entendendo a Vila e sua comunidade como espaço de construção coletiva.Item Museologia Social: em rede, em movimento, em coletivo e a experiência do Museu Vivo do São Bento(Lusofona University, 2020) Oliveira, Tatiana; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoEste artigo propõe abordar a importância da museologia social para o desenvolvimento de instituições expoentes que tenham como foco o patrimônio, a memória e a história. Para tanto, o artigo aborda a experiência do Museu Vivo do São Bento, uma instituição expoente na região da Baixada Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro, que versa sobre tais questões. A oficialização da criação do Museu ocorreu em 2008, através da reivindicação dos profissionais da área da educação do município de Duque de Caxias e, seus agentes sociais, ao dialogarem com a museologia social, atribui ao Museu o papel de agente com função social a partir de práticas que respeitem a diversidade cultural e integram, de fato, a comunidade local. Dessa forma, torna-se um agente transformador social com potência política, cultural e pedagógica, que ao transformar o meio transforma a todos. Tendo-se em vista a construção das dimensões da função social dos museus, e, tomando como referencial o próprio Museu Vivo do São Bento, o artigo também apresenta os caminhos percorridos para a consolidação dos movimentos de renovação da museologia, sob a ótica da museologia social e a importância dos coletivos para o fortalecimento e democratização dos museus.Item Da preservação ao compartilhamento: fotografia e o delineamento de novas práticas museais no Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore(Lusofona University, 2020) Rechenberg, Fernanda; Souza, Iara Ferreira de; Paula, Tayná Almeida de; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoEsta pesquisa discute práticas de restituição nas instituições museais a partir do trabalho de compartilhamento de um conjunto de fotografias do acervo do Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore (MTB) da Universidade Federal de Alagoas. Da totalidade deste acervo selecionamos a subsérie “Guerreiro”, a qual documenta um dos folguedos mais emblemáticos do estado de Alagoas. Ao passo que estas fotografias são produtoras de sentido em um contexto intelectual específico, os movimentos nacionais e regionais em defesa e promoção do folclore, sabe-se também que o enquadramento classificatório e informacional nos objetos musealizados é sempre transitório e processual. As entrevistas com brincantes, mestres e donas de grupos de Guerreiros em atividade em Maceió ampliaram as possibilidades interpretativas desta coleção, ao inscreverem questões como condições de vida, migrações, papéis de gênero e autoria, oportunizando ainda, reflexões que conduzem ao delineamento de novas práticas museais.Item Los Cuchimilcos: um museu feito por crianças e para crianças(Lusofona University, 2020) Cuadrao, Cinthya; Puebla, Maria Florencia; Escobar, Ruy; Pedraza, Elizabeth; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoNeste trabalho, abordamos a experiência do Museu Los Cuchimilcos. Trabalho realizado com os diretores, profesores e alunos da Escola Nossa Senhora do Bom Conselho, localizada na localidade de Breña (Lima, Peru). O objetivo era reabrir um museu que existia no local. Em três etapas, 15 participantes, com idades entre 11 e 14 anos, de forma conjunta, lúdica e dialógica, realizaram um processo museológico e patrimonial que resultou na concepção e montagem de um museu de arqueologia. No processo, observamos e compreendemos outros elementos e diálogos no patrimônio e no trabalho coletivo, o que nos levou a fazer considerações significativas ao trabalhar com a cultura, a memória e o passado. Este trabalho nos fez repensar e avaliar as maneiras pelas quais o patrimônio arqueológico é assumido e funciona; onde na maioria das vezes prevalece o centrismo adulto; como a melhor maneira de construir conhecimento e representá-lo musicalmente. No entanto, com a experiência apresentada aqui, observamos que outras formas de fazer museologia também são possíveis.Item Os museus e os seus públicos: um estudo no Museu Nacional de Belas Artes de Cuba (MNBA)(Lusofona University, 2020) Paz Vargas, Natalie; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoA presente comunicação, está inserida dentro dos estudos de museus que aprofundam nos significados simbólicos das pessoas e toma como apoio o conceito de consumo cultural. Por isto o tema acerca se ao consumo do patrimônio artístico cubano por parte dos públicos jovens, através das exposições temporais do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA). O objetivo é explicar a incidência que tem as valorações, significações, estereótipos e usos do patrimônio artístico cubano dos públicos jovens, nas práticas e discursos respeito a dito patrimonio, através das exposições temporárias do Edifício de Arte Cubano do MNBA. A metodologia utilizou métodos e técnicas do enfoque qualitativo como a enquete, grupo de difusão e o completamento de frases, para chegar nas conclusões que as práticas e os discursos respeito ao patimônio artístico variam segundo os distintos públicos jovens: os discursos podem ser tradicionais, mais atualizados ou estão marcados pelo elemento simbólico- afetivo e, as práticas estão determinadas por estereótipos que perduram nos jovens.