Ensaios clínicos na doença de Alzheimer : análise crítica das moléculas em investigação e das principais plataformas de registo

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A Doença de Alzheimer (DA) é a principal causa de demência e uma doença neurodegenerativa progressiva, caracterizada principalmente por uma redução das capacidades cognitivas e perda de memória. Com milhões de pessoas afetadas a nível mundial, a sua prevalência tem vindo a aumentar, estimando-se que triplique até 2050. O impacto da DA vai além dos seus efeitos no doente, estendendo-se para os familiares e cuidadores. Durante décadas, a terapêutica existente limitava-se ao alívio sintomático, mas, mas nos últimos anos observou-se um aumento da investigação terapêutica. No entanto, apenas quatro novos fármacos foram aprovados desde 2003. Esta dissertação teve como principal objetivo analisar criticamente as intervenções farmacológicas emergentes para a DA. Para tal, procedeu-se a uma revisão da literatura científica sobre a fisiopatologia da doença e à exploração de ensaios clínicos registados nas plataformas ClinicalTrials.gov e ICTRP entre os anos de 2018 e 2023. A compreensão aprofundada dos fatores de risco, predisposição genética, manifestações clínicas e dos múltiplos mecanismos patológicos da DA, como a deposição de placas β amiloides, a formação de emaranhados de proteína tau e a neuroinflamação, torna-se crucial o desenvolvimento de novas opções e estratégias terapêuticas. Este trabalho explora detalhadamente estes mecanismos e os alvos moleculares atualmente em investigação, com destaque para a utilização de anticorpos monoclonais dirigidos a placas β-amiloides, terapias imunomoduladoras, canabinoides e agentes neurotróficos. A análise inclui ainda a distribuição geográfica dos ensaios clínicos e o perfil das entidades promotoras. Ao integrar o conhecimento atual da fisiopatologia da DA com as abordagens terapêuticas inovadoras em curso, esta dissertação pretende contribuir para uma visão mais clara do panorama da investigação clínica na DA.
Alzheimer's Disease (AD) is the leading cause of dementia and a progressive neurodegenerative disorder, primarily characterized by a decline in cognitive abilities and memory loss. With millions of people affected worldwide, its prevalence has been increasing, and it is estimated to triple by 2050. The impact of AD goes beyond its effects on the patient, extending to family members and caregivers. For decades, available treatments were limited to symptomatic relief; however, in recent years, there has been an increase in therapeutic research. Nonetheless, only four new drugs have been approved since 2003. The main objective of this dissertation was to critically analyze emerging pharmacological interventions for AD. To this end, a review of the scientific literature on the disease's pathophysiology was conducted, along with an exploration of clinical trials registered on the ClinicalTrials.gov and ICTRP platforms between 2018 and 2023. A deep understanding of risk factors, genetic predisposition, clinical manifestations, and the multiple pathological mechanisms of AD, such as β-amyloid plaque deposition, tau protein tangle formation, and neuroinflammation, is crucial for the development of new therapeutic options and strategies. This work thoroughly explores these mechanisms and the molecular targets currently under investigation, with an emphasis on the use of monoclonal antibodies targeting β-amyloid plaques, immunomodulatory therapies, cannabinoids, and neurotrophic agents. The analysis also includes the geographical distribution of clinical trials and the profile of sponsoring entities. By integrating current knowledge of AD pathophysiology with ongoing innovative therapeutic approaches, this dissertation aims to contribute to a clearer view of the clinical research landscape in AD.

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