Estudo retrospetivo de eletroencefalografia no diagnostico e monitorização de epilepsia em animais de companhia

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Resumo

O Eletroencefalograma (EEG) é um exame complementar de diagnóstico que permite avaliar a atividade cerebral em tempo real. Apesar de este exame ter entrado em desuso com a acessibilidade a técnicas de imagem avançada como a Ressonância Magnética (RM), o interesse na avaliação funcional cerebral tem vindo a ressurgir ao longo da última década, na expectativa de aproximar o maneio de epilepsia em animais de companhia do normalizado em medicina humana. Pretendeu-se, com o presente estudo, avaliar o valor diagnóstico, limitações e vantagens do EEG em cães e gatos com suspeita de epilepsia. Para tal, foi realizada a análise retrospetiva dos dados clínicos de 37 EEG ictais e inter-ictais de curta duração, referentes a 29 cães e 8 gatos com relatos de 'episódios anormais' consistentes com ataques epiléticos. O EEG foi realizado na fase de despertar do protocolo anestésico para RM, utilizando elétrodos de agulha subcutâneos. O EEG apresentou-se alterado em 66,67% de cães e 28,57% de gatos com alterações em exames de neuro-diagnóstico, sendo o único a detetar alterações em 6,67% dos pacientes caninos. Permitiu identificar corretamente pacientes epiléticos numa sensibilidade de 42,31% e omitiu corretamente pacientes não epiléticos em especificidade de 90,90%. O exame mostrou-se particularmente importante na avaliação da severidade de encefalopatias e no diagnóstico de Epilepsia Idiopática (EI). As principais limitações foram a presença de artefactos, falsa localização de lesões e possíveis falsos positivos.
Electroencephalogram is a diagnostic tool used to monitor the brain’s electrical activity in real time. Despite the decline in usage of Electroencephalogram with the widespread of advanced imaging modalities such as magnetic resonance imaging (MRI), there’s been a recent renewed interest in functional evaluation in hopes of improving the management of epilepsy in small animal medicine. The present study means to evaluate the diagnostic value, limitations and advantages of Electroencephalogram in dogs and cats with suspicion of epilepsy. A retrospective analysis of 37 ictal and inter-ictal EEG were included, comprising 29 dogs and 8 cats following onset of ‘abnormal episodes’ consistent with epileptic seizures. The EEG were performed during the anesthesia-awakening phase of MRI, using subcutaneous needle electrodes. The EEG was altered in 66,67% of dogs and 28,57% of cats with alterations on neurodiagnostic exams, and was the only one to identify alterations in 6,67% of dogs. It allowed to correctly identify epileptic patients in a sensitivity of 42,31% and correctly omitted non-epileptic patients in a specificity of 90,90%. Electroencephalogram proved to be especially important in the assessment of encephalopathy and in the diagnosis of Idiopathic Epilepsy. Its main limitations were the

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