Overcoming absolute asthenozoospermia : a case study on testicular sperm extraction in male infertility treatment

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A infertilidade é um problema a nível global, e o fator masculino tem nela um papel importante. A motilidade, ou a falta dela, é um dos seus aspetos essenciais. A astenozoospermia absoluta, definida como 100% de espermatozoides imóveis, apresenta um desafio significativo em procriação assistida. Este caso de estudo avalia a possibilidade do uso de extração de esperma testicular [TESE], juntamente com ICSI, para a ultrapassar. Um homem de 45 anos com astenozoospermia absoluta realizou múltiplos ciclos de ICSI sem sucesso, o último devido a uma falha completa de fertilização, depois dos oócitos terem sido micro-injetados com espermatozoides imóveis, vindos do ejaculado. No ciclo atual, uma TESE foi realizada com o propósito de recolher esperma testicular, revelando espermatozoides como motilidade não progressiva. ICSI com estes espermatozoides resultou numa taxa de fertilização de 66,67%, um aumento significativo [p=0,009] face ao ciclo anterior. O casal foi assim capaz de obter embriões, um dos quais foi transferido. Apesar de não ter resultado em gravidez, os resultados sugerem que esperma testicular pode ser uma opção viável de ultrapassar falhas de fertilização no caso de astenozoospermia absoluta. Será necessária mais investigação para determinar a utilidade clínica de utilizar TESE nestes casos de motilidade severamente comprometida
Infertility is a global health issue, and the male factor plays a significant role. Motility, or lack thereof, is one of its key aspects. Absolute asthenozoospermia, defined by 100% immotile spermatozoa, presents a significant challenge in assisted reproduction. This case study evaluates the possibility of using testicular sperm extraction [TESE], in conjunction with ICSI, to overcome it. A 45-year-old male with absolute asthenozoospermia underwent multiple failed ICSI cycles, the latest due to complete fertilization failure, after the oocytes underwent ICSI with immotile ejaculated sperm. In the current cycle, TESE was performed to retrieve testicular sperm, revealing spermatozoa with in situ motility. ICSI with these sperm resulted in a fertilization rate of 66.7%, a significant improvement [p=0,009] over the previous cycle. The couple was therefore able to obtain embryos, one of which was transferred. Although pregnancy was not achieved, the results suggest that testicular sperm may provide a viable option for overcoming fertilization failure in cases of absolute asthenozoospermia. Further research is needed to determine the broader clinical utility of TESE in cases of severely compromised motility.

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