Mestrado em Riscos e Violência(s) nas Sociedades Atuais: Análise e Intervenção Social
URI permanente para esta coleção:https://hdl.handle.net/10437/10907
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Item type: Item , As experiências sexuais de clientes de sexo comercial em contexto abrigado(2024) Moreno, Bárbara Cristina Bragança; Instituto de Serviço Social; Ramalho, Nélson AlvesA investigação científica sobre trabalho sexual tem sido crescente. Todavia, no contexto português, os estudos sobre os clientes do sexo comercial têm sido limitados. Assim, para suprir esta lacuna, a presente investigação pretendeu conhecer e analisar as suas experiências sexuais com profissionais do sexo. Para tal, através de uma netnografia, procedeu-se à análise de comentários efetuados pelos clientes de sexo comercial acerca das suas experiências sexuais publicados no fórum GP-PT.net, no ano de 2022. Verificou-se que as experiências sexuais dos clientes são vivenciadas de formas distintas e influenciadas por diferentes fatores que variam de acordo com o preço e o local da prestação dos serviços sexuais, os atributos físicos e relacionais das profissionais do sexo, assim como com o controlo de tempo efetuado por estas. Deste modo, a presente investigação ajudou a melhorar a compreensão do sujeito clientelar, possibilitado a desconstrução de mitos e estereótipos que, socialmente, persistem sobre estes. Palavras-chave: trabalho sexual; trabalho sexual online; clientes do sexo comercial; experiência sexualItem type: Item , Perceções de assistentes sociais sobre a violência nas relações de intimidade de casais do mesmo sexo(2024) Alves, Inês Sampaio; Instituto de Serviço Social; Ramalho, Nélson AlvesIndependentemente do campo de intervenção, os profissionais de serviço social necessitam de ter competências para lidar e intervir eficazmente com pessoas de orientações sexuais e identidades de gênero não normativas. Em particular, aqueles que apresentam probabilidade de contactar e atender possíveis vítimas LGBTI+, têm a responsabilidade de lhes prestar um serviço adequado e de qualidade. Neste sentido, procurou-se conhecer quais as perceções de assistentes sociais que exercem a sua atividade em organismos públicos sobre o fenómeno da violência nas relações de intimidade em casais do mesmo sexo. Para tal foi utilizado uma metodologia qualitativa, com recurso a entrevistas semiestruturadas a seis assistentes sociais a exercerem atividade em serviços da administração pública e, adicionalmente foi realizado duas entrevistas a duas Técnicas de apoio à vítima. As assistentes sociais tinham idades compreendidas entre os entre os 35 e os 55 anos (M=45 anos). As entrevistas focaram-se em três tópicos principais: (i) familiaridade com as questões LGBTI+; (ii) perceções sobre a violência em relações de intimidade de casais do mesmo sexo; e (iii) perceções sobre competências profissionais no âmbito da violência em relações de intimidade de casais do mesmo sexo. Os resultados demonstraram que os profissionais apresentam reduzidos conhecimentos sobre a população LGBTI+ e, especialmente, sobre o fenómeno da violência nas relações de intimidade em casais do mesmo sexo, com consequências ao nível da intervenção social. Estando a falta de formação académica e profissional ligada a baixas competências para uma intervenção eficaz junto de vítimas LGBTI+, reconhece-se a necessidade de uma maior supervisão profissional e investimento na formação e capacitação dos assistentes sociais por parte dos organismos públicos, em concordância com os enquadramentos legais e estratégias nacionais sobre o tema atualmente em vigor. Palavras Chaves: Pessoas LGBTI+; violência nas relações de intimidade; assistentes sociais; organismos públicosItem type: Item , Famílias de acolhimento(2023) Caeiro, Íris Alexandra Brito; Instituto de Serviço Social; Marques, Jacqueline FerreiraAo contrário de alguns dos seus congéneres europeus, Portugal tem vindo a adotar uma prática generalizada de institucionalização de crianças e jovens em situações de perigo. A aparente incoerência entre as alterações ao quadro legal e a baixa representatividade do acolhimento familiar em Portugal faz com que a presente investigação seja não apenas pertinente, como oportuna e atempada. A investigação tem como objetivo principal analisar a perceção dos profissionais das entidades de enquadramento relativamente ao acolhimento familiar como medida de colocação. Nesse sentido, foram aplicados inquéritos por questionário a profissionais que trabalham nas entidades de enquadramento do sistema do acolhimento familiar. A amostra é composta por 14 profissionais – uma presidente, duas diretoras, duas coordenadoras, sete psicólogas, uma educadora social, e uma assistente social. As respostas aos inquéritos evidenciam uma perceção positiva sobre a medida de acolhimento familiar, demonstrando diversas potencialidades desta medida de colocação e, em simultâneo, as fragilidades sobre a sua execução. Apesar de não ser possível afirmar que a amostra é representativa da população, as respostas das intervenientes às diferentes questões contribuem com perspetivas úteis para entender quais as medidas necessárias para inverter a tendência de institucionalização, que afeta milhares de crianças e jovens em Portugal. Palavras-chave: Acolhimento Familiar; Crianças e Jovens em perigo; Situações de Perigo; Medida de Colocação; Acolhimento ResidencialItem type: Item , O assédio sexual em espaços públicos vivenciado por estudantes do ensino superior(2024) Neves, Ana Paula Ferreira; Instituto de Serviço Social; Ramalho, Nélson AlvesO assédio sexual em espaços públicos é um fenómeno pouco estudado pela academia e ignorado pela sociedade, apesar de, nos últimos anos, ter vindo a ganhar maior visibilidade. Afetando a vida diária de muitas mulheres e meninas, este tipo de violência de género espelha os valores machistas, patriarcais e misóginos ainda presentes na maioria das sociedades. Neste estudo procurou-se caracterizar as experiências de assédio sexual em espaços públicos vivenciado por parte de estudantes do ensino superior do género feminino. Para isto, foi aplicado um inquérito por questionário a 385 estudantes matriculadas numa instituição de ensino da Área Metropolitana de Lisboa. Observou-se um perfil dominante, uma vez que a maioria da amostra tinha entre 18 e 24 anos de idade (84,4%; n=325), nacionalidade portuguesa (92,5%; n=356), e se encontrava a frequentar o 1.º ciclo do ensino superior (68,3%; n=263). Os resultados revelaram que 98,2% (n=378) da amostra já tinha experienciado algum comportamento de assédio sexual em espaços públicos, e que a maioria (59%; n=227) foi vítima deste tipo de situação pela primeira vez entre os 11 e os 15 anos. Apesar disto, 21% (n=81) da amostra não considerou ter sido vítima, o que pode espelhar a normalização destas ofensas por parte das estudantes. Verificou-se ainda que, no geral, as alunas utilizam/já utilizaram estratégias para ultrapassar (81,2%; n=307), bem como para prevenir (99,5%; n=383) o assédio sexual em espaços públicos. Neste sentido, crê-se ser necessário a tomada de medidas para o decrescimento deste fenómeno através de ações legais, políticas, educativas e científicas. Palavras-chave: Assédio sexual; Espaços públicos; Violência de género; Ensino superior