Mestrado Transdisciplinar de Sexologia
URI permanente para esta coleção:https://hdl.handle.net/10437/11283
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Item type: Item , Estudos psicométricos : versão portuguesa da “Sexual Consent Scale” – Revised (SCS – R)(2024) Ribeiro, Filomena Maria Rosa Lopes; Escola de Psicologia e Ciências da Vida; BEATO, ANA FILIPA GORDINODissertação defendida em provas públicas na Universidade Lusófona, Centro Universitário de Lisboa no dia 09 de julho de 2024, perante o júri nomeado pelo Despacho de Nomeação nº 574 de 2024. - A violência sexual continua a preocupar as sociedades desenvolvidas e vem sendo alvo de debate e de estudo. A literatura mostra que a ausência de consentimento sexual se relaciona frequentemente com experiências sexuais percebidas como forçadas ou mesmo violentas. Apesar de ser um tema importante na atualidade, existem poucas medidas traduzidas e adaptadas capazes de avaliar este constructo e o seu impacto. O presente trabalho teve, assim, como objetivo realizar estudos psicométricos preliminares da adaptação da versão portuguesa da Sexual Consent Scale - Revised (SCS-R) (Humphreys & Brousseau, 2010), que mede as crenças, atitudes e comportamentos dos indivíduos em relação ao consentimento sexual e como este deve ser negociado entre parceiros sexuais. Os instrumentos usados foram a SCS R, a Escala de Crenças sobre Violência Sexual (ECVS) (Martins et al., 2012) e a Sexual Experiences Survey - Short Form Victimization (SES-SFV) (Koss et al., 2007). Participaram no estudo 420 adultos portugueses (18-74 anos de idade), com uma média de idades de 39,82 anos, que preencheram o protocolo online constituído pelos instrumentos SCS-R, ECVS e SES-SFV. Os resultados mostraram que a SCS-R possui boas qualidades psicométricas aos níveis da validade de constructo, validade convergente, sensibilidade e fidelidade, permitindo a sua utilização, tanto na prática clínica quanto na investigação científica.Item type: Item , What is sexual pleasure? : non-monogamous people’s definitions(2024) Henriques, Carolina Caeiro; EPCV - School of Psychology and Life Sciences; Pascoal, Patrícia M.; Cardoso, DanielO prazer sexual é um indicador relevante do bem-estar sexual. Tem sido frequentemente associado a outros constructos como o orgasmo, a satisfação e o próprio bem-estar. No entanto, todos estes são aspetos individuais da vida sexual das pessoas, e cada um merece ser explorado de forma independente. As definições de prazer sexual têm sido baseadas em visões teóricas de especialistas, deixando de lado as experiências pessoais de prazer sexual das pessoas. Além disso, os estudos sobre este tema parecem centrar-se principalmente nas relações diádicas. O objetivo deste estudo foi compreender a definição de prazer sexual partilhado numa amostra de pessoas que se envolvem em relações consensualmente não monogâmicas (CNM) através de uma análise temática reflexiva. Para o efeito, foram selecionados 96 participantes de um estudo maior, de acordo com a sua configuração relacional. Através de uma análise temática reflexiva, identificámos cinco temas: "Zona de Conforto"; "Ligação Emocional"; "Práticas Gratificantes"; "Sensações Relevantes"; e "Abertura à Experiência". Os nossos resultados reforçam uma visão multidimensional e holística do prazer sexual, dada a diversidade de fatores mencionados pelos nossos participantes nas suas respostas. Segurança, comunicação, conexão, satisfação, práticas específicas e exploração estão entre as respostas mais frequentes. Os resultados corroboram as definições anteriores de prazer sexual, ao mesmo tempo que fornecem uma abordagem mais específica e complexa sobre este constructo. Embora a nossa amostra inclua apenas pessoas que se envolvem em relações de CNM, não houve menções a práticas específicas deste tipo de configuração relacional. Palavras-chave: prazer sexual, não-monogamia consensual, análise temáticaItem type: Item , What are sexual rights? : a thematic analysis of portuguese people’s definitions(2024) Cordeiro, Filipa Lopes; EPCV - School of Psychology and Life Sciences; BEATO, ANA FILIPA GORDINO; Pascoal, Patrícia M.Os direitos humanos são quase unânimes a nível mundial, mas os direitos sexuais continuam a ser considerados uma área cinzenta. Direitos sexuais podem ser definidos como direitos humanos aplicados à sexualidade, mas as definições variam entre organizações. O objetivo deste estudo foi explorar as definições e perceções do que são direitos sexuais por adultos Portugueses através de um questionário qualitativo online. Os 148 participantes (n=148, 19-75 anos) responderam à questão “Na sua opinião, o que são direitos sexuais?”. Os dados foram analisados através de análise temática reflexiva, e foram conceptualizados três temas: “Governo e Sociedade”, “Experiência da própria pessoa” e “Território Desconhecido”. Estes temas referem-se a fatores externos e sociais (e.g., a implementação de direitos humanos, ou o contexto social que rodeia o individuo); fatores internos (e.g. identidade e limites da própria pessoa), e outros fatores que podem colocar em perigo os direitos sexuais (e.g. violência e o conservadorismo) ou tornar a sua definição e implementação mais difícil pela falta de consenso sobre o que constitui esses direitos. Os participantes deram maior enfase aos cuidados de saúde, educação, proteção legal, liberdade, autonomia, identidade e consentimento, o que corresponde na generalidade às diferentes declarações de direitos sexuais encontradas na literatura. Palavras chave: direitos sexuais, direitos humanos, saúde sexual, análise temáticaItem type: Item , Empowering care : navigating the role of portuguese family doctors in sexual medicine(2024) Rodrigues, Ana Margarida Mendes Guilherme; Escola de Psicologia e Ciências da Vida; Pascoal, Patrícia M.; MARQUES, JOÃO NUNO TOMADAA saúde sexual (SS) é fundamental à qualidade de vida, sendo foco da intervenção da Medicina Sexual (MS). Dentro do Serviço Nacional de Saúde, os Médicos de Família (MF) garantem cuidados abrangentes numa ação biopsicossocial. O objetivo deste estudo exploratório foi investigar perceções dos MF acerca do seu papel na MS e como otimizá-lo. Utilizou-se um design qualitativo on-line transversal, recolhendo-se uma amostra de 73 MF. Analisaram-se os dados através de análise sumativa de conteúdos. Estabeleceram-se três categorias sobre como os MF percecionam o seu papel na MS: “Protagonista”, “Antagonista” e “Circunstancial”. Identificaram-se duas categorias sobre como este poderia ser otimizado: “Legitimar a Saúde Sexual” e “Aumentar o Desenvolvimento Profissional”. Os MF reconhecem-se como gestores institucionais e cuidadores abrangentes, recorrendo a tarefas familiares para exercer num contexto condicionado. Melhorar o seu papel significaria investir em formação, expedir recursos, criar diretrizes detalhadas e sensibilizar profissionais e utentes para lá da perspetiva biomédica. Os resultados salientam a necessidade de ação institucional para reforçar o papel crucial dos MF na MS, garantindo uma utilização eficaz dos recursos e uma resposta holística e consistente em SS, melhorando o cuidado geral aos utentes e sinalizando a SS como uma prioridade nos cuidados de saúde primários.