Intervenções clínicas nos problemas de contacto progenitor-criança em casos de divórcio de elevado conflito : uma scoping review

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Os problemas de contacto progenitor-criança (PCPC), em contextos de divórcio de elevado conflito, têm suscitado um interesse crescente, pela sua complexidade e impacto no bem-estar infantil. Contudo, a resposta terapêutica permanece dispersa e pouco sistematizada. Esta scoping review teve como objetivo mapear e sintetizar intervenções clínicas direcionadas a famílias que enfrentam resistência ou recusa de contacto por parte da criança. A revisão seguiu as diretrizes PRISMA-ScR, incluindo registos das bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science, Academic Search Complete e literatura cinzenta, sem restrição temporal. Incluíram-se 12 registos elegíveis que documentaram 11 programas, agrupados em intervenções ambulatoriais e campos terapêuticos intensivos, frequentemente de natureza híbrida. A maioria dos programas carecia de avaliação sistemática, baseando-se em relatos clínicos não sistematizados e focando-se em indicadores legais, em detrimento de variáveis clínicas ou desenvolvimentais. Embora alguns estudos refiram melhorias no restabelecimento do contacto, verificou-se a ausência de protocolos manualizados, critérios consistentes de avaliação e estudos clínicos controlados. Os resultados sublinharam a necessidade de investigações futuras implementarem metodologias robustas, padronização de medidas de eficácia e integração de dimensões éticas (consentimento e resistência da criança). Esta revisão contribuiu para sistematizar conhecimento disponível e identificar limitações do atual estado da literatura para a prática clínica.
Parent–Child Contact Problems (PCCP) in the context of high-conflict divorce have attracted increasing attention due to their complexity and impact on child well-being. However, therapeutic responses remain fragmented and poorly systematized. This scoping review aimed to map and synthesize clinical interventions targeting families experiencing child resistance or refusal of contact. The review followed the PRISMA-ScR guidelines and included records from the PubMed, Scopus, Web of Science, Academic Search Complete databases, as well as gray literature, with no temporal restrictions. A total of 12 eligible records documenting 11 programs were included, which were grouped into outpatient interventions and intensive therapeutic camps, often of a hybrid nature. Most programs lacked systematic evaluation, relying on unsystematized clinical reports and focusing primarily on legal indicators rather than clinical or developmental variables. Although some studies reported improvements in contact restoration, there was a notale absence of manualized protocols, consistent evaluation criteria, and controlled clinical studies. The findings underscore the need for future research to implemente robust methodologies, standardized efficacy measures, and integrate ethical considerations (consent and child resistance). This review contributes to the systematization of the available knowledge and highlights limitations in the current literature relevant to clinical practice.

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