Atividade física, qualidade de vida e aptidão física em mulheres sobreviventes de cancro da mama em terapia de inibidores de aromatase

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Introdução: A atividade física tem um papel fundamental na promoção da saúde física e mental. O seu papel em sobreviventes de cancro da mama tem sido analisado, pois pode ter efeito a vários níveis, nomeadamente na qualidade de vida. Esta engloba as dimensões de saúde física e mental de forma integral e aborda a sua experiência subjetiva. Para compreender melhor as implicações da atividade física na qualidade de vida, é crucial analisar o impacto das diferentes características desse tipo de prática no bem-estar geral e nos seus domínios específicos. Objetivo: Em mulheres sobreviventes de cancro da mama, analisar a correlação entre a atividade física e qualidade de vida (estudo 1) e atividade física e aptidão física (estudo 2). Método: A tese inclui dois estudos observacionais transversais, analisando os dados de baseline de mulheres sobreviventes de cancro da mama em terapia de inibidores de aromatase (integradas no projeto PAC WOMAN (PTDC/ SAU-DES/2865/2020). Resultados: No estudo 1 a atividade física vigorosa apresentou uma correlação positiva com a função física, indicando que níveis mais elevados de AF vigorosa estão associados a melhor capacidade funcional. Mesmo após ajustar para variáveis sociodemográficas e de saúde, essa relação manteve-se significativa, reforçando a relevância da promoção da atividade física vigorosa em parâmetros funcionais da qualidade de vida sobreviventes de cancro da mama. Adicionalmente, observou-se uma correlação negativa entre comportamento sedentário semanal e dor. No estudo 2 a prática de atividade física vigorosa apresentou correlações significativas com vários parâmetros da aptidão física, como o VO2 Máx, força de peito e remada, massa isenta de gordura e redução de massa gorda, sugerindo que a AF vigorosa possa estar associada a maior capacidade cardiorrespiratória e melhor composição corporal em sobreviventes de cancro da mama. Estas associações destacam a importância do exercício vigoroso na prevenção da sarcopenia e na manutenção da capacidade física, mesmo após ajustes por idade, nível educacional e situação financeira. A combinação de atividade física moderada e vigorosa também se correlacionou com uma menor circunferência abdominal e IMC, reforçando o papel do exercício na prevenção de complicações metabólicas. Estes resultados sublinham os benefícios da atividade física na qualidade de vida destas mulheres, independentemente das variáveis sociodemográficas.

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