Mestrado em Exercício e Bem-Estar
URI permanente para esta coleção:https://hdl.handle.net/10437/10804
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Item type: Item , Atividade física, qualidade de vida e aptidão física em mulheres sobreviventes de cancro da mama em terapia de inibidores de aromatase(2025) Coelho, Vasco Diogo; Faculdade de Educação Física e Desporto; Silva, Marlene Nunes daIntrodução: A atividade física tem um papel fundamental na promoção da saúde física e mental. O seu papel em sobreviventes de cancro da mama tem sido analisado, pois pode ter efeito a vários níveis, nomeadamente na qualidade de vida. Esta engloba as dimensões de saúde física e mental de forma integral e aborda a sua experiência subjetiva. Para compreender melhor as implicações da atividade física na qualidade de vida, é crucial analisar o impacto das diferentes características desse tipo de prática no bem-estar geral e nos seus domínios específicos. Objetivo: Em mulheres sobreviventes de cancro da mama, analisar a correlação entre a atividade física e qualidade de vida (estudo 1) e atividade física e aptidão física (estudo 2). Método: A tese inclui dois estudos observacionais transversais, analisando os dados de baseline de mulheres sobreviventes de cancro da mama em terapia de inibidores de aromatase (integradas no projeto PAC WOMAN (PTDC/ SAU-DES/2865/2020). Resultados: No estudo 1 a atividade física vigorosa apresentou uma correlação positiva com a função física, indicando que níveis mais elevados de AF vigorosa estão associados a melhor capacidade funcional. Mesmo após ajustar para variáveis sociodemográficas e de saúde, essa relação manteve-se significativa, reforçando a relevância da promoção da atividade física vigorosa em parâmetros funcionais da qualidade de vida sobreviventes de cancro da mama. Adicionalmente, observou-se uma correlação negativa entre comportamento sedentário semanal e dor. No estudo 2 a prática de atividade física vigorosa apresentou correlações significativas com vários parâmetros da aptidão física, como o VO2 Máx, força de peito e remada, massa isenta de gordura e redução de massa gorda, sugerindo que a AF vigorosa possa estar associada a maior capacidade cardiorrespiratória e melhor composição corporal em sobreviventes de cancro da mama. Estas associações destacam a importância do exercício vigoroso na prevenção da sarcopenia e na manutenção da capacidade física, mesmo após ajustes por idade, nível educacional e situação financeira. A combinação de atividade física moderada e vigorosa também se correlacionou com uma menor circunferência abdominal e IMC, reforçando o papel do exercício na prevenção de complicações metabólicas. Estes resultados sublinham os benefícios da atividade física na qualidade de vida destas mulheres, independentemente das variáveis sociodemográficas.Item type: Item , Fisiologista do exercício especialista em contexto clínico : estudo da autogestão do peso em adolescentes com obesidade(2024) Leão, Miriam Gonçalves; Faculdade de Educação Física e Desporto; Pereira, Hugo Carlos Fernandes VieiraAs doenças crónicas como a obesidade, bem como as perturbações mentais, são um problema de saúde pública cada vez mais prevalente nas crianças e nos jovens adolescentes. Os adolescentes com excesso de peso correm um risco acrescido de depressão e diminuição da autoestima. O excesso de peso e obesidade tem consequências adversas para a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) e, por isso, pode ser um importante determinante na adesão de adolescentes a um programa de perda de peso. Sendo os efeitos da atividade física e do treino de exercício aeróbio, de resistência e de carga óssea nas crianças e nos adolescentes reconhecidos por trazer benefícios fisiológicos, psicológicos, cognitivos e académicos. Esta dissertação tem como objetivos: (i) relatar e adquirir competências em contexto clínico que permitam uma aprendizagem ao longo da vida, de forma auto orientada ou autónoma, e ser capaz de comunicar as suas conclusões, os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes sobre a autogestão do peso em adolescentes com obesidade, através do relatório de estágio e do estágio que realizei no Hospital da Luz, no Centro de Medicina Desportiva; (ii) identificar, descrever e verificar intervenções para a autogestão de saúde nos mediadores e outcomes psicológicos de jovens com obesidade, através da revisão sistemática; (iii) estudar a viabilidade, aceitabilidade e assiduidade de um programa de autogestão da saúde para jovens com obesidade, através do estudo de investigação. O relatório de estágio revela a importância do papel do fisiologista do exercício e de uma multidisciplinaridade entre diversas especialidades muito relevante para uma ajuda mais eficaz dos cidadãos/pacientes. Na revisão sistemática a pesquisa foi realizada em três bases de dados: PubMed, SportDiscus e PsycInfo. Durante a fase de extração de dados, foram recolhidas várias características dos estudos e avaliado o risco de viés. Foram selecionados 14 estudos, publicados entre 1994 e 2022, com uma amostra total de 3236 participantes, com idades entre 8 e 19 anos. Foram analisadas 10 variáveis diferentes sobre parâmetros de saúde mental, sendo as mais relevantes a qualidade de vida, a satisfação com a imagem corporal, a motivação intrínseca e a autoestima nas intervenções para a autogestão da saúde. Já no estudo de investigação de um estudo piloto de um programa de autogestão da saúde em adolescentes com obesidade, onde a amostra era constituída por 7 adolescentes entre os 12 e 14 anos, foi realizado um grupo focal aos 3 meses de intervenção aos participantes, pais e intervenientes, onde se recolheu vários códigos/variáveis, sendo as principais a regularidade das sessões, a abordagem multidisciplinar e o ênfase na criação de uma dinâmica de grupo como pontos positivos e os desafios logísticos e a necessidade de uma comunicação mais eficaz identificados como áreas de melhoria. Observando-se assim, que o programa de autogestão da saúde em adolescentes com obesidade sugere viabilidade, aceitabilidade e assiduidade positiva, parecendo promover uma boa adesão e satisfação dos participantes, pais e intervenientes.Item type: Item , Será o tempo de utilização de smartphone um indicador de comportamento sedentário independentemente da prática de exercício físico?(2025) Oliveira, Gonçalo Sousa; Faculdade de Educação Física e Desporto; Júdice, Pedro Alexandre Barracha da GuerraObjetivo: Investigar a relação entre o tempo de utilização de smartphone e o comportamento sedentário, analisando se a prática de exercício físico poderá alterar esta relação, numa população adulta. Métodos: A revisão sistematizada incluiu estudos relevantes extraídos de bases de dados como a PubMed, ScienceDirect e BMC, utilizando critérios rigorosos de seleção e análise de qualidade metodológica. O estudo observacional transversal analisou 275 participantes divididos entre praticantes e não praticantes de exercício físico, com dados recolhidos através da monitorização digital do uso de smartphone e questionários validados no âmbito do projeto LusófonAtiva para a avaliação do comportamento sedentário. Resultados: O tempo de uso de smartphone está positivamente ligado ao comportamento sedentário, especialmente em indivíduos inativos. Na revisão sistematizada realizada, todos os artigos analisados, identificaram uma associação positiva entre o tempo gasto em smartphone e o comportamento sedentário. Já no artigo original, a correlação entre tempo de uso de smartphone e comportamento sedentário foi particularmente evidente em indivíduos sem prática de exercício físico. Este grupo apresentou valores elevados tanto no tempo de uso de smartphone como no comportamento sedentário, sugerindo que a ausência de exercício amplifica esta relação. Conclusão: Conclui-se que existe uma associação positiva entre o tempo de uso de smartphone e o comportamento sedentário em quem não pratica exercício físico de forma regular. Por outro lado, o grupo com exercício físico está associado a menores níveis de comportamento sedentário e a um menor uso de smartphone. Os resultados indicam que o uso prolongado de smartphone contribui significativamente para o comportamento sedentário e que poderá ser usado como indicador deste tipo de comportamento. Intervenções que promovam o uso mais consciente da tecnologia são fundamentais para mitigar o comportamento sedentário. Ferramentas digitais podem ser utilizadas para monitorizar e incentivar hábitos mais equilibrados. Além disso, a promoção do exercício físico surge como uma estratégia eficaz para reduzir comportamentos sedentários, embora seja importante considerar o impacto do uso de smartphone durante essas práticas.Item type: Item , Relação do estilo de vida com a aptidão física em jovens atletas de voleibol(2025) Luz, Cristiane Reis da; Faculdade de Educação Física e Desporto; Paulo, Ana Margarida do Amaral; PEREIRA, SARA ISABEL SAMPAIOIntrodução: Esta dissertação teve dois objetivos: realizar uma revisão sistemática rápida da literatura, que analisou a relação entre estilo de vida e a aptidão física em jovens atletas; e realizar um estudo observacional transversal para analisar a relação entre o estilo de vida e a aptidão física em jovens atletas de voleibol entre 14 e 17 anos. Método: Na revisão sistemática foi utilizada a base de dados Pubmed. No total nove estudos cumpriram os critérios de inclusão e exclusão pré-definidos. O estudo transversal contou com 31 atletas do Clube Lusófona Voleibol dos escalões cadetes e juvenis, com média de idade de 15.84±0.81 anos. Resultado: Foi descoberto na revisão sistemática que na população de jovens atletas, menos de 30% cumprem as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para atividade física de intensidade moderada a vigorosa. No estudo transversal, houve associação significativa da componente muscular e o tempo de ecrã no fim de semana. Conclusão: A participação em desportos organizados está positivamente associada à aptidão física. Embora a maioria das atletas cumprirem as recomendações de atividade física da OMS, tal não é o caso para outras componentes do seu estilo de vida, nomeadamente o sono e o tempo de ecrã.Item type: Item , Efeitos de programas de exercício na saúde metabólica e na composição corporal de adolescentes com obesidade(2024) Jerónimo, Afonso Miguel Couto; Faculdade de Educação Física e Desporto; Pereira, Hugo Carlos Fernandes VieiraA prevalência de excesso de peso e obesidade é um problema de saúde pública global, afetando tanto adultos como crianças. Em Portugal, cerca de 22,3% da população tem obesidade, sendo que a prevalência está associada a doenças crónicas e custos elevados de saúde e a perda de peso através de dieta e exercício é visto como uma estratégia eficaz para melhorar os fatores de risco de doenças cardiovasculares e sustentar a perda de peso a longo prazo. Esta dissertação tem objetivos: (i) o estágio tem como objetivo passar por diferentes etapas/especialidades que estão dentro do centro de medicina desportiva do Hospital da Luz, (ii) descrever o conteúdo e resultados do teste piloto de um programa de exercício na saúde metabólica e na composição corporal de adolescentes com obesidade e (iii) analisar a literatura que descreva os efeitos de programas de exercício na saúde metabólica e na composição corporal de adolescentes com obesidade. O relatório de estágio destaca a importância do fisiologista do exercício e o papel que desempenha num contexto de multidisciplinariedade entre as diferentes especialidades presentes no centro de medicina desportiva. Na revisão sistemática foi realizada uma pesquisa literária em bases de dados como PubMed e SPORTDiscus, foram retiradas características e feita a avaliação do risco de viés. Foram selecionados 18 estudos, publicados entre 2002 e 2023, com um total 959 crianças, com idades compreendidas entre os 6 aos 19 anos. Foram avaliadas 6 variáveis, sendo a composição corporal, perfil lipídico, metabolismo dos hidratos, aptidão cardiovascular, aptidão e atividade física e a hormona do stress (cortisol). No estudo de investigação, é um estudo piloto sobre a construção de um programa de treino para influenciar variáveis fisiológicas e saúde metabólica em adolescentes com obesidade. É constituído por uma intervenção de 6 meses de treino bissemanal e acompanhamento de nutricionistas, coach, pediatras e fisiologistas, com 7 adolescentes entre os 12 e 14 anos. Foram retiradas medidas antropométricas e lipídicas no início, no meio e no fim do programa. Os resultados sugerem que o programa de treino foi eficaz em reduzir o perímetro da cintura, massa gorda e aumentar a massa magra.Item type: Item , A aplicabilidade da educação inclusiva nas aulas de educação física do município de Ananindeua-Pará : um estudo das dificuldades, entendimentos e atitudes dos professores de educação física e educação especial, frente aos desafios do processo de inclusão de alunos com deficiência física(2021) Caldas, Reinaldo Dias; Faculdade de Educação Física e Desporto; Palmeira, AntónioA deficiência é parte da condição humana, provavelmente todos estaremos temorária ou permanentemente incapacitados em algum momento da vida. E a medida que cresce o aumento de matrículas de pessoas com deficiências (PCD`S) na escola, cresce a responsabilidade das instituições educacionais. A Educação Inclusiva escolar para de fato vir a se efetivar, é necessário independer de características de cunho social, intelectual, físico, cultural, religioso ou racial; o respeito a essa gama de diversidades encontradas no seio escolar é o grande propulsor, para que as instituições escolares eduquem alunos com necessidades educacionais especiais de forma eficiente e com igualdade de oportunidades. O objetivo deste estudo científico investigou como vem sendo realizado o processo de inclusão de alunos com deficiência física nas escolas públicas do Município de Ananindeua – Pará, coletando informações via questionário semiestruturado, e servindo de amostra: Professores de Educação Física e Professores de Educação Especial, que atendem diretamente esses alunos em suas respectivas escolas, todos vinculados a Secretaria Municipal de Educação (SEMED); percebendo quais as dificuldades, entendimentos e atitudes os educadores tem sobre o tema. O estudo foi realizado com uma amostra de 53 professores (N= 54,7% do género feminino e N= 45,3% do género masculino). Foi aplicado questionário semiestruturado adaptado, construído em colaboração com este autor e validado por Júri de Experts. A análise dos resultados obtidos permitiu-nos concluir que 81,1% dos docentes já tiveram a oportunidade de trabalhar nas escolas de Ananindeua com alunos com deficiência física. Onde 77,4% estão atendendendo atualmente esse público em sua aulas. A forma de participação mais utilizada pelos professores: é a participação adaptada a todas as atividades físicas durante as aulas: 45,3%. Ao se deparar com a informação que possui aluno com deficiência física, a atitude dos professores em 75,5% é a Inclusão do aluno as atividades, enquanto 17% dizem que é a Integração, e 0% dispensam o aluno das aulas. Em termos de preparação para atende-los: 45,3% dizem que estão 70 a 90% preparados, mas necessitam de formações continuadas sobre o tema, e absolutamente nenhum deles se diz 100% preparado. No entendimento de 54,7% das respostas, a acessibilidade precisa de melhoria tanto no ambiente externo, como dentro do ambiente escolar. E 0% deles entedem que a acessibilidade está perfeita.Item type: Item , The impact of sit-stand desk interventions on eating behaviors(2024) Falacho, Mário Rui Ramos; Faculdade de Educação Física e Desporto; Júdice, Pedro Alexandre Barracha da GuerraIntrodução: Esta dissertação foi realizada tendo por base dois objetivos principais. O objetivo inicial foi a realização de uma revisão sistemática da literatura (RSL) com a intenção de examinar a potencial influência da utilização de uma secretária ajustável em altura e que permite trabalhar em pé (SSD) nos comportamentos alimentares. O segundo objetivo desta dissertação foi realizar um estudo original com base nos dados obtidos numa intervenção randomizada e controlada (RCT), com o objetivo de comparar os indivíduos que utilizaram SSD e os que permaneceram no grupo de controlo (secretária tradicional), e observar diferenças nos hábitos alimentares no que diz respeito à adesão à dieta mediterrânica. Método: Na RSL foram identificados 2209 estudos, dos quais 1778 foram excluídos, resultando em cinco artigos selecionados para análise de texto completo. No final, quatro estudos foram incluídos na RSL. Uma pesquisa abrangente de várias bases de dados foi realizada para identificar todos os RCTs publicados em inglês entre 2014 e 2023, que envolveram 119 participantes e implicaram a SSD e comportamentos alimentares. O RCT original incluiu 38 trabalhadores de escritório da Universidade Lusófona e decorreu no ambiente de trabalho dos participantes e teve a duração de seis meses. Os participantes foram aleatoriamente alocados para um de dois grupos (i.e., intervenção ou controlo). Foi efetuada uma avaliação nutricional dos hábitos/comportamentos alimentares utilizando um questionário de 11 itens para avaliar a adesão à dieta mediterrânica no início e no final dos 6 meses. Resultados: A RSL sugere que as SSD podem ter o potencial de reduzir o apetite e a ingestão energética. No artigo original foram encontradas diferenças entre os grupos, após 6 meses de utilização da SSD, favorecendo o grupo de intervenção com uma maior adesão à dieta mediterrânica (+3,37 pontuação) (p=0,013) e consumo de peixe (+0,79 porções/semana) (p=0,022) e vegetais (+1,0 porções/semana) (p=0,002). Conclusões: Parece que as SSD podem ter o potencial de afetar positivamente as sensações de apetite e a ingestão energética. Os resultados do estudo original vão no sentido dos da RSL e indicam que a acessibilidade às SSD pode possivelmente promover seleções alimentares mais saudáveis e melhorar a adesão a uma dieta de estilo mediterrânico. No entanto, dada a falta de estudos sobre este tema, são necessários mais estudos para confirmar estes resultados. Palavras-chave: escritório; trabalho; secretária ajustável; dieta; padrões alimentares.Item type: Item , Participants’ perceptions of interventions using sit-stand desks(2024) Perdigão, Miguel Perez; FEFD - Faculty of Physical Education and Sport; Júdice, Pedro Alexandre Barracha da GuerraObjetivo: A presente dissertação apresenta dois objetivos principais: 1- Realizar uma revisão sistemática no sentido de reunir e analisar a mais recente evidência face às perceções dos participantes de intervenções com utilização de sit-stand desks (SSDs), identificando barreiras e facilitadores à sua utilização; 2- Avaliar as perceções dos participantes da intervenção SUFHA (Stand Up for Healthy Aging) relativamente à sua experiência com utilização das SSDs, focando as barreiras e facilitadores reportadas e comparando os resultados com o que a evidência tem demonstrado. Método: Foi realizada uma pesquisa em três bases de dados (PubMed, B-On e SportDiscus) até 7 de dezembro de 2023 na procura de estudos que apresentassem dados qualitativos de intervenções envolvendo utilização de SSDs no local de trabalho. Para cada estudo, foram recolhidas informações sobre as descrições das intervenções, métodos de recolha de dados e análise de dados. Uma análise temática foi realizada para identificar os temas mais frequentemente mencionados pelos participantes, utilizando o modelo socio-ecológico para os organizar em três níveis específicos, categorizando-os por fim como barreiras e/ou facilitadores. O estudo original tratou-se de uma análise qualitativa do estudo SUFHA, utilizando uma amostra de dezanove participantes, dos quais foram recolhidas perceções sobre o uso das SSDs através de questionários de satisfação mensal e entrevistas semiestruturadas. Foi realizada uma análise qualitativa das variáveis dos questionários, juntamente com uma análise temática das entrevistas semiestruturadas, com o objetivo de identificar as principais barreiras e facilitadores à utilização de SSDs. Resultados: Da análise temática realizada aos 14 estudos da revisão sistemática resultaram 12 temas mais mencionados pelos participantes: "Health risks", "SSDs Caractheristics" e "Acess" como barreiras, enquanto "Health benefits", "Supporting factors" e "Social support" foram reconhecidos como facilitadores do uso das SSDs. Temas como "Habit", "Knowledge", "Work routine" e "Workplace norms/culture" mostraram-se como barreiras e facilitadores, dependendo do contexto específico. Os participantes do estudo SUFHA relataram que as secretárias eram fáceis de utilizar, ajudavam a criar novos hábitos e que gostariam de continuar a usar no futuro. Foram relatadas melhorias posturais e alívio do desconforto músculo-esquelético, embora alguns participantes tenham experienciado desconforto lombar e fadiga nas pernas e pés. Os participantes relataram também que a utilização das SSDs variava dependendo da carga de trabalho e do tipo de tarefa. Muitos relataram limitações no design das secretárias, especificamente em relação ao espaço da plataforma e ao mecanismo de ajuste de altura, levando a desconforto nos ombros, cotovelos e pulsos. Conclusões: Os resultados do estudo original vão de encontro com o que a revisão sistemática demonstrou, confirmando a aceitação dos participantes face à utilização de SSDs no local de trabalho como forma de reduzir o comportamento sedentário. Abordagens futuras devem ter em conta o design das SSDs, garantindo que esta seja funcional e não prejudique a saúde dos trabalhadores. Devem desta forma considerar as barreiras e facilitadores mais reportados na evidência para desta forma melhorar a experiência de utilização das SSDs e fomentar uma cultura de saúde e bem-estar no local de trabalho. Palavras-chave: secretárias ajustáveis em altura, perspetivas dos participantes, local de trabalho, barreiras, facilitadores.Item type: Item , Fatores motivacionais, imagem corporal e distúrbios alimentares em bailarinos(2024) Vieira, Adriana Mónica Vaz; Faculdade de Educação Física e Desporto; Carraça, Eliana Cristina VeigaObjetivo: Analisar as consequências psicológicas das motivações para a dança e outras variáveis motivacionais, com especial ênfase nos sintomas de distúrbios alimentares e imagem corporal. Adicionalmente, procurou-se explorar as diferenças nestas variáveis em populações de bailarinos de elite e bailarinos amadores (não elite). Método: Primeiramente foi elaborada uma revisão rápida e sistemática da literatura conforme as diretrizes do PRISMA, que visou analisar as dinâmicas motivacionais no contexto da dança e perceber quais as suas consequências psicológicas em amostras de bailarinos. A pesquisa de artigos científicos com revisão de pares publicados até Fevereiro de 2022 foi efetuada no SPORTdiscus e PsycINFO, usando o modelo PICOS. Seguiu-se um estudo observacional transversal com uma amostra de 22 bailarinos de elite e 28 amadores (não elite). Aplicou-se uma bateria de questionários online, para avaliar os fatores motivacionais, sintomas de distúrbios alimentares e apreciação corporal dos bailarinos. Para as análises estatísticas recorreu-se ao teste T e ao teste de correlação de Pearson. Resultados: Foram incluídos 19 artigos na revisão sistemática de literatura que cumpriam com todos os critérios de elegibilidade. Os resultados obtidos demonstraram associações positivas entre as dinâmicas motivacionais positivas (ex. motivações autónomas, satisfação necessidades básicas) e diversos outcomes psicológicos, e associações negativas com dinâmicas motivacionais negativas (ex. orientação para o ego, motivações controladas). No estudo empírico, não existiram diferenças significativas entre os grupos, com exceção para a regulação integrada - níveis superiores nos bailarinos amadores (não elite). Obtiveram-se correlações positivas entre as motivações de origem controlada (i.e., externa e introjetada) e sintomas de distúrbios alimentares, assim como correlações negativas com a apreciação corporal. Contrariamente, confirmou-se uma correlação positiva entre a motivação intrínseca para a dança e a apreciação corporal. Conclusões: Os bailarinos que possuem motivações mais autónomas e que dançam num clima motivacional de apoio à autonomia ou orientado para a mestria/tarefa apresentam outcomes psicológicos mais positivos, como por exemplo melhor imagem corporal, bem-estar físico e psicológico, perfis menos perfecionistas, maior autoestima, enquanto que as motivações mais controladas e climas mais orientados para o ego/resultado geram outcomes mais negativos, como maior burnout e mais sintomas de distúrbios alimentares. Os resultados foram ao encontro dos pressupostos da teoria da autodeterminação, sugerindo que os seres humanos precisam de se sentir autónomos, ou seja, precisam de sentir que estão a fazer o que está de acordo consigo próprios e que o que estão a fazer é interessante e pessoalmente importante para eles, para daí retirarem mais benefícios. Futuramente torna-se relevante desenvolver programas de intervenção nas escolas de dança/conservatórios, assim como a prática de intervenções na formação de professores de dança baseadas na teoria da autodeterminação de forma a aumentar os níveis de imagem corporal positiva, diminuir os riscos de distúrbios alimentares e criar climas motivacionais orientados para a tarefa/mestria. Palavras-chave: Fatores Motivacionais, Motivação, Imagem Corporal, Distúrbios Alimentares, Teoria da Autodeterminação, Clima Motivacional, Dança, Bailarinos de Elite, Bailarinos Amadores (não elite)Item type: Item , Relações entre atividade física e domínios físico e mental da qualidade de vida(2024) Pinhão, Diogo Cardoso; Faculdade de Educação Física e Desporto; Carraça, Eliana Cristina Veiga; Silva, Marlene Nunes daIntrodução: Atividade física envolve dimensões como intensidade, frequência, duração, volume e tipo, as quais tem sido analisadas na promoção da saúde física e mental. A qualidade de vida inclui ambas as dimensões de forma integrada e do ponto de vista subjetivo. E fundamental analisar o efeito das diferentes características da atividade física, sobre a qualidade de vida e os seus domínios. Objetivo: Analisar a associação entre atividade física e suas características e a qualidade de vida (tanto tomada como um todo, como nos seus domínios físico e mental). Método: O primeiro estudo consiste numa revisão rápida e sistemática da literatura com base nos critérios PRISMA, incluindo estudos experimentais e observacionais que analisam o impacto das características de intensidade, frequência, duração, volume e tipo de atividade física nos domínios e subdomínios da qualidade de vida. A pesquisa foi realizada na base de dados PubMed, tendo como metodologia o método PICO dos estudos publicados entre Janeiro de 2007 e Junho de 2023. O segundo estudo desta dissertação e observacional transversal, integrado no projeto LUSOFONAtiva, em estudantes, docentes e funcionários da universidade Lusófona (n= 355) que responderam a um questionário online incluindo atividade física e qualidade de vida, na plataforma Qualtrics. Foram conduzidas analises de correlação de Pearson, e correlação parcial (com ajuste para sexo, idade, IMC e função na faculdade). Para a analise comparativa recorreu-se a testes ANOVA e Teste T. Resultados: Na revisão rápida de literatura foram incluídos 50 artigos que cumpriam os critérios de elegibilidade. Os resultados demonstraram que de forma geral as características de atividade física de intensidade, frequência, duração e tipo estão associadas positivamente com a qualidade de vida total e em todos os seus domínios. Contudo o volume parece ter um efeito diferenciador, sendo uma característica preponderante para obtenção dos benefícios da atividade física. No estudo observacional, níveis totais mais altos de atividade física semanal, o cumprimento das recomendações e intensidades moderada e vigorosa demonstraram associação positiva com a qualidade de vida e seus domínios. O não cumprimento das recomendações e nível baixo de atividade física não se associaram com a qualidade de vida. Conclusões: Os dois estudos contidos nesta dissertação parecem apontar para uma associação positiva entre atividade física e qualidade de vida, tanto em adultos saudáveis como num contexto académico. O volume total (i.e. Níveis totais de AF) parece ser a variável fundamental. Em linha com as recomendações da OMS de que “todo o movimento conta”, também para a promoção da qualidade de vida física e mental parece ser importante uma abordagem abrangente que não considera apenas as características especificas da atividade física, mas a sua prática tomada como um todo. Palavras-chave: Atividade Física, Qualidade de Vida, Intensidade, Frequência, Tipo, Duração, Volume, Recomendações, Hábitos.Item type: Item , Relação entre o tempo de ecrã de smartphone objetivamente medido e a atividade física e o comportamento sedentário, em adultos(2024) Nunes, Luís Filipe Branco Tomás; Faculdade de Educação Física e Desporto; Júdice, Pedro Alexandre Barracha da GuerraIntrodução. Esta dissertação pretendeu analisar a relação entre o tempo de ecrã de smartphone e o comportamento sedentário (CS) e atividade física (AF). Uma revisão sistematizada rápida foi realizada para analisar a literatura publicada sobre a associação entre o uso do smartphone objetivamente medido (i.e., através de uma aplicação) com o CS e AF. Um estudo observacional transversal foi feito com o objetivo de analisar a associação entre o tempo de ecrã de smartphone e diferentes domínios do CS (trabalho, transporte e lazer) e várias intensidades de AF (vigorosa, moderada e caminhada). Método. Foi realizada uma pesquisa na base de dados PubMed, tendo sido incluídos, estudos que analisaram apenas a população adulta (entre os 18 e os 64 anos) e que relacionaram o tempo de uso de smartphone com CS, a AF, ou ambos. Oitenta e sete estudos foram encontrados na pesquisa inicial e 4 estudos foram incluídos na revisão. O estudo observacional contou com uma amostra de 298 indivíduos, submetidos ao questionário LusófonAtiva em 2021. Este questionário foi aceite pelo Comité de Ética da Faculdade para a recolha de dados e, incluiu perguntas sobre a amostra, domínios de CS, e níveis de AF. O tempo de ecrã de smartphone foi medido através de uma aplicação e os dados recolhidos através de um link online. As análises estatísticas foram realizadas com recurso ao programa SPSS (IBM, versão 28.0). Resultados. A revisão sistematizada sugere uma associação positiva entre o tempo de uso de smartphone com o CS e inversa com a AF, mas estudos não especificam os vários domínios de CS. No nosso estudo observacional, os resultados indicaram uma associação positiva entre o tempo de ecrã de smartphone com os vários domínios do CS, especialmente com o tempo de lazer e ao fim de semana. Também houve uma associação positiva entre o tempo de ecrã de smartphone com a AF de caminhada. Conclusões. O tempo de ecrã de smartphone objetivamente medido foi associado a um maior tempo em CS e a um menor nível de AF e o tempo de ecrã de smartphone parece ter uma relação positiva com todos os domínios do CS. Não houve associações entre a AFV ou AFM com o tempo de ecrã de smartphone. As associações mais fortes entre o tempo de ecrã de smartphone e o CS, foram encontradas no tempo de lazer e fim de semana. A evidência existente acerca do tempo de ecrã de smartphone objetivamente medido e o CS ou AF parece ser inexistente ou insuficiente. Sugere-se mais estudos que avaliem o uso de smartphone objetivamente e que o relacionem com vários domínios de CS e intensidades de AF. Palavras-chave: Atividade Física, Comportamento Sedentário, Smartphone, Associação