Efeito da ativação emocional na atenção no envelhecimento

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2024

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Resumo

O presente estudo investigou o impacto da ativação emocional na atenção visual em jovens adultos e idosos, com foco nas diferenças etárias na suscetibilidade à distração por estímulos emocionais. A amostra foi composta por 30 participantes, sendo 15 jovens adultos (20-35 anos) e 15 idosos (60-90 anos). Os participantes realizaram uma tarefa de atenção visual de identificação de pares de números, enquanto imagens emocionais de alta ativação, baixa ativação e neutras eram apresentadas como plano de fundo. A precisão das respostas e os tempos de reação foram analisados por meio de uma ANOVA de Medidas Repetidas, considerando os fatores grupo etário, ativação emocional e congruência dos estímulos. Os resultados indicaram um efeito de interação entre idade e ativação emocional nos tempos de resposta e na precisão das respostas. Os jovens adultos apresentaram maior suscetibilidade à distração por estímulos de alta ativação emocional, resultando em tempos de resposta mais longos e menor precisão nas respostas. Em contrapartida, os idosos apresentaram melhor desempenho atencional na presença de estímulos de baixa ativação emocional, apresentando melhor desempenho atencional em comparação com as condições neutras. Além disso, foi observado que o idosos tiveram melhor desempenho em condições incongruentes, sugerindo um possível processamento atencional mais estratégico em comparação aos jovens adultos. A regulação emocional, definida como a capacidade de modular a intensidade, a duração e a expressão das emoções para atingir objetivos adaptativos, emergiu como um fator crucial para o desempenho atencional dos idosos. Esses achados sustentam a hipótese de que a priorização de emoções positivas e de baixa ativação contribui para a otimização do controle atencional na velhice, um efeito alinhado com a Teoria da Seletividade Socioemocional (Carstensen, 2006). As conclusões deste estudo têm implicações relevantes para o desenvolvimento de intervenções que favoreçam o bem-estar emocional e a eficiência cognitiva em idosos, como estratégias baseadas na exposição a estímulos de baixa ativação emocional. No entanto, limitações metodológicas, como a dimensão reduzida da amostra e o uso exclusivo de estímulos visuais, devem ser consideradas. Futuras pesquisas podem explorar diferentes modalidades sensoriais e amostras mais amplas para aprofundar a compreensão sobre o papel da ativação emocional na cognição ao longo do envelhecimento.
The present study investigated the impact of emotional activation on visual attention in young adults and older adults, focusing on age-related differences in susceptibility to distraction by emotional stimuli. The sample consisted of 30 participants, including 15 young adults (20–35 years) and 15 older adults (60–90 years). Participants performed a visual attention task based on identifying pairs of numbers while emotional images with high activation, low activation, and neutral valence were presented as background stimuli. Response accuracy and reaction times were analyzed using a Repeated Measures ANOVA, considering the factors of age group, emotional activation, and stimulus congruence. The results indicated an interaction effect between age and emotional activation on reaction times and response accuracy. Young adults exhibited greater susceptibility to distraction by highly activating emotional stimuli, resulting in longer reaction times and lower response accuracy. In contrast, older adults demonstrated a facilitative effect in the presence of low- activation emotional stimuli, showing better attentional performance compared to neutral conditions. Additionally, older adults performed better in incongruent conditions, suggesting a potentially more strategic attentional processing compared to young adults. Emotional regulation, defined as the ability to modulate the intensity, duration, and expression of emotions to achieve adaptive goals, emerged as a crucial factor in the attentional performance of older adults. These findings support the hypothesis that the prioritization of positive and low-activation emotions contributes to the optimization of attentional control in aging, an effect aligned with the Socioemotional Selectivity Theory (Carstensen, 2006). The conclusions of this study have important implications for the development of interventions that promote emotional well-being and cognitive efficiency in older adults, such as strategies based on exposure to low-activation emotional stimuli. However, methodological limitations, including the small sample size and the exclusive use of visual stimuli, should be considered. Future research may explore different sensory modalities and larger samples to further investigate the role of emotional activation in cognition across the aging process.

Descrição

Palavras-chave

PSYCHOLOGY, NEUROPSYCHOLOGY, AGEING, EMOTIONS, YOUNG ADULTS, ELDERLY, VISUAL PERCEPTION, EMOTIONAL ACTIVATION, MESTRADO EM NEUROPSICOLOGIA APLICADA, PSICOLOGIA, NEUROPSICOLOGIA, ENVELHECIMENTO, EMOÇÕES, JOVENS ADULTOS, IDOSOS, PERCEÇÃO VISUAL, ATIVAÇÃO EMOCIONAL, Mestrado em Neuropsicologia Aplicada

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