Experiências de vida positivas e negativas e perpretação de comportamentos antissociais
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Data
2022
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Resumo
O presente estudo teve como objetivo verificar a relação entre as experiências
negativas e positivas vividas na infância e adolescência, e a perpetração de comportamentos
antissociais na idade adulta. Do estudo fez parte uma amostra de conveniência de 445
indivíduos, com idades compreendidas entre os 17 e os 63 anos, que responderam à Escala
de Respostas Socialmente Desejáveis-5 (SDRS-5), Questionário de Experiências Adversas
na Infância – Versão reduzida (ACE), Escala de Experiências Benevolentes na Infância
(BCE), e Questionário de Autorrelato para Medição da Delinquência e do Crime (D-CRIM).
De forma a corroborar as quatro hipóteses levantadas, realizou-se um test-t, testes de
correlação de Pearson e analisou-se dois modelos de regressão linear múltipla. Os resultados
indicam que a amostra em estudo demonstrou níveis altos de experiências positivas, no
entanto, estas não apresentam uma relação negativa com a prática de comportamentos
criminais., o que indica que as experiências negativas parecem ter uma maior influência na
prática dos comportamentos antissociais. Não se verificaram diferenças entre grupos (sexo
feminino e sexo masculino) no que diz respeito à prática de comportamentos antissociais.
Por fim, verificou-se que o consumo de drogas é um preditor da prática de comportamentos
antissociais nos últimos 12 meses e dos comportamentos antissociais violentos. Este estudo
sugere que a intervenção nos consumos de drogas é relevante para a prevenção de padrões
antissociais na idade adulta. Para este efeito, são abordadas recomendações e orientações
para estudos futuros.
This study aimed to verify the relationship between negative and positive experiences in childhood and adolescence, and the perpetration of antisocial behavior in adulthood. The study included a convenience sample of 445 individuals, aged between 17 and 63 years, who responded to the Socially Desirable Response Scale-5 (SDRS-5), Adverse Childhood Experiences Questionnaire – Short Version (ACE), Benevolent Childhood Experiences Scale (BCE), and Self-Report Questionnaire for Measuring Delinquency and Crime (D CRIM). In order to corroborate the four hypotheses raised, a t-test, Pearson correlation tests and two multiple linear regression models were analyzed. The results indicate that the study sample showed high levels of positive experiences, however, these do not present a negative relationship with the practice of criminal behavior, which indicates that negative experiences seem to have a higherr influence on the practice of antisocial behavior. There were no differences between groups (female and male) with regard to the practice of antisocial behavior. Finally, it was found that drug use is a predictor of the practice of antisocial behavior in the last 12 months and of violent antisocial behavior. This study suggests that intervention in drug use is relevant for the prevention of antisocial patterns in adulthood. For this purpose, recommendations and guidelines for future studies are addressed.
This study aimed to verify the relationship between negative and positive experiences in childhood and adolescence, and the perpetration of antisocial behavior in adulthood. The study included a convenience sample of 445 individuals, aged between 17 and 63 years, who responded to the Socially Desirable Response Scale-5 (SDRS-5), Adverse Childhood Experiences Questionnaire – Short Version (ACE), Benevolent Childhood Experiences Scale (BCE), and Self-Report Questionnaire for Measuring Delinquency and Crime (D CRIM). In order to corroborate the four hypotheses raised, a t-test, Pearson correlation tests and two multiple linear regression models were analyzed. The results indicate that the study sample showed high levels of positive experiences, however, these do not present a negative relationship with the practice of criminal behavior, which indicates that negative experiences seem to have a higherr influence on the practice of antisocial behavior. There were no differences between groups (female and male) with regard to the practice of antisocial behavior. Finally, it was found that drug use is a predictor of the practice of antisocial behavior in the last 12 months and of violent antisocial behavior. This study suggests that intervention in drug use is relevant for the prevention of antisocial patterns in adulthood. For this purpose, recommendations and guidelines for future studies are addressed.
Descrição
Orientação: Olga Cecília Soares da Cunha
Palavras-chave
MESTRADO EM PSICOLOGIA DA JUSTIÇA, PSICOLOGIA, TRAUMAS PSICOLÓGICOS, CONSUMO DE DROGAS, COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL, PSYCHOLOGY, PSYCHOLOGICAL TRAUMA, DRUGS CONSUMPTION, ANTISOCIAL BEHAVIOUR