A inteligência emocional e a qualidade de vida profissional na medicina veterinária

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Resumo

O presente estudo teve como objetivo investigar a relação da inteligência emocional com os fatores que interferem na saúde mental em médicos veterinários. Paralelamente, pretendeu-se identificar e comparar, de forma descritiva, fatores importantes que possam interferir positiva ou negativamente, na qualidade de vida profissional. Com o uso de instrumentos validados cientificamente, como o ProQOL5 e Maslach Burnout Inventory (MBI), foi possível identificar indicadores para níveis de risco relacionados ao burnout e fadiga por compaixão. Os dados obtidos evidenciam escalas preocupantes quanto a exaustão e fadiga emocionais associados a indicadores como: lidar com as emoções negativas dos clientes (62,12%); perda do paciente (57,58%); baixos salários (57,58%); comunicação de más noticias (53,03%); eutanásia (51,52%). Embora a importância da inteligência emocional na profissão seja incontestável, há uma ausência de formação e apoio emocional tanto na formação académica quanto no exercício da profissão, o que demonstra que a maioria dos médicos veterinários não dispõem de estratégias para gerir o impacto de uma profissão marcada por emoções. Consequentemente, compromete-se a qualidade de vida e saúde mental. Conclui-se que a integração da inteligência emocional nos currículos académicos e ambiente de trabalho é fundamental diante dos desafios apresentados.
The present study aimed to investigate the relationship between emotional intelligence and the factors that affect the mental health of veterinarians. Additionally, this investigation aimed to identify and descriptively compare key elements that may positively or negatively influence professional quality of life. Using validated instruments such as the ProQOL5 and the Maslach Burnout Inventory (MBI), it was possible to identify risk indicators associated with burnout and compassion fatigue. These results revealed concerning levels of emotional exhaustion and fatigue, linked to factors such as dealing with clients' negative emotions (62,12%), patient loss (57,58%), low salaries (57,58%), communication of bad news (53,03%), and euthanasia (51,52%). Although the importance of emotional intelligence in the profession is undeniable, there is a significant lack of emotional support and specific training during both academic education and professional practice. This suggests that most veterinarians do not have adequate strategies to manage the emotional demands of their profession, which ultimately compromises their mental health and quality of life. In conclusion, integrating emotional intelligence into veterinary academic curriculum and work environments is essential to meet the challenges of the profession.

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