Revista Lusófona de Ciência das Religiões Ano VII, nº 13/14 (2008)
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Item O regresso do religioso : afirmação, crítica, subversão e profecia(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Pinto, Henrique Manuel Gouveia; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoEm sintonia com o espírito do sapere aude kantiano (ouse ou atreva-se a saber), mas tendo em Nietzsche e Heidegger a ausência de um centro absoluto ou o lieu vide que o iluminismo foi incapaz de domesticar, reconhecer e incarnar, este breve texto procura explicar o regresso do religioso, o seu significado e algumas das suas mais imediatas implicações políticas, sócio-económicas e teológicas, depois que este começou a ser debatido há cerca de duas décadas em Capri (Itália), e com uma constante referência ao pensamento de Michel Foucault, Jacques Derrida, e a alguns dos seus mais importante intérpretes, nestas áreas, como John D. Caputo, Jeremy Carrette e outros. Sem poder negar ou afirmar a possibilidade de Deus, o artigo sugere uma nova forma de conceber e de corporizar uma relação pós-moderna entre o humano e o divino, livre de qualquer dualismo, e manifesta numa constante afirmação e subversão de nós mesmos, pela prática do diálogo livre e aberto com o tout autre em cada rosto.Item As cinco pedras da funda de Davi: análise de dois sermões italianos de Vieira(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Muraro, Valmir Francisco; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoO presente artigo analisa os Sermões do Padre António Vieira intitulados As Cinco Pedras da Funda de David, proferidos em Roma durante a Quaresma de 1674. Neles o pregador jesuíta tratou do significado da luta entre o gigante Golias e o pequeno Davi, ou seja, da derrota da força bruta do soldado treinado para matar, diante da confiança inabalável do jovem pastor. Ao cotejar as publicações disponíveis dos referidos Sermões com o texto proferido em língua italiana se verifica que o mesmo sofreu alterações significativas, o que permite inferir que o Padre Vieira interferiu nos Sermões publicados sob sua supervisão.Item António da Silva Rego : subsídios para uma teoria didáctica da missionação(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Madeira, José Manuel Rosa; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoAtravés da leitura dos textos mais representativos da produção académica legada pelo padre António da Silva Rego, procuramos salientar que a primazia concedida pela historiografia produzida durante o período de governação do Estado Novo acertos temas como a religiosidade do povo português, a evangelização dos povos ultramarinos ou até mesmo a problematização das metodologias empregues pelos missionários portugueses com objectivo de expandir a cristandade em terras de Além-mar inscreve-se numa lógica de proclamação do colonialismo português comosistema de dominação distinto dos seus congéneres ocidentais, a saber: a) pela ausência de práticas discriminatórias para com os povos sujeitos ao seu domínio e b) de afirmação do processo evangelizador do mundo não europeu como o fim último da colonização portuguesa e não um instrumento colocado ao serviço do poder político. Com o presente estudo procuramos ainda sublinhar que a frequência por demais recorrente destes e de outros temas que tais não seriam alheias as seguintes teorizações:c) o declínio colonial português estar associado à influência de elementos externos à causa nacional e d) de um povo que se fez nação pela ultrapassagem das suas próprias limitações.Item Missões de Chiquitos e Moxos e a capitania de Mato Grosso(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Anzy, Leny Caselli; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoEmbora tenham sido tão importantes quanto as Guaranis, as missões castelhanas de Chiquitos e Moxos ainda são pouco estudadas e conhecidas. Neste artigo destacamos o interesse dos governadores da capitania de Mato Grosso pela mão-de-obra indígena e pelos gêneros produzidos em algumas dessas missões, localizadas muito próximas da vila capital, Vila Bela da Santíssima Trindade, na segunda metade do século XVIII. Consideramos que não se pode compreender o contexto colonial fronteiriço luso-espanhol no centro oeste sul americano no Setecentos, sem levar em conta a presença dessas missões.Item Repercussões da imigração protestante na sociedade argentina(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Liberal, Márcia Mello Costa de; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoO presente artigo busca dar uma visão histórica do protestantismo em território argentino, remontando ao início da presença de imigrantes protestantes, europeus e americanos nesse país. Tenta, também, evidenciar as diferenciações existentes entre as duas categorias de Igrejas protestantes que brotaram em solo argentino: as Igrejas de Missão, que se propõem à evangelização de todos, utilizando-se do idioma do país que os acolhera, e as Igrejas de Imigração, voltadas exclusivamente para os próprios imigrantes, cujos grupos se isolavam, utilizando o idioma do país de origem, repetindous os e costumes, princípios religiosos e morais da Igreja e país de onde provinham. Destaca, ainda, a diferença de postura em relação aos problemas econômicos e políticos de cada tipo de Igreja, manifestando participação ou indiferença aos problemas políticos do país receptor. Após estabelecer a diferença entre as posturas dessas Igrejas, apresenta onde se instalaram geograficamente e quais os efeitos sociológicos que suas presenças geraram em território argentino. Faz-se uma análise sociológica alicerçada nos estudiosos desse problema para, finalmente, serem efetuadas as críticas positivas e negativas da presença do protestantismo europeu e americano no Sul da América Latina, mostrando a grande importância de haver uma redefinição de valores para que as Igrejas de Imigração não caminhem na contramão da história.Item Catolicismo e do destino das almas dos Índios : a crítica antijesuítica setecentista a um texto seiscentista(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Sousa, Evergton Sales; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoA missionação na América esteve intimamente ligada à cristianização das populações autóctones. As preocupações de alguns religiosos, entretanto, extrapolavam o cotidiano da evangelização. Uma questão que suscitou interesse foi a do destino das inúmeras gerações de gentis mortos antes de terem a oportunidade de conhecer a religião do Cristo. Este artigo pretende, justamente, analisar duas visões antagônicas, produzidas em épocas diferentes, acerca de problemas relativos à salvação dos ameríndios. A primeira é a do jesuíta Simão de Vasconcellos, explicitada nas Noticias curiozas e necessarias das cousas do Brasil (1663 e 1668), que, a partir de sua experiência missionária no Brasil, oferece uma visão mais otimista acerca das possibilidades de salvação dos ancestrais daqueles a quem evangeliza. A segunda é a do Padre António Pereira de Figueiredo, um dos maiores intelectuais portugueses da segunda metade do século XVIII, que faz uma duríssima censura às posições defendidas pelo Pe. Simão de Vasconcellos acerca da redenção dos índios.Item A Igreja portuguesa e as Invasões Francesas : uma crise na crise(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Cristóvão, Fernando; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoA longa crise da Igreja de Portugal, iniciada por volta de 1750 com o regalismo pombalino, aprofundada pela ocupação francesa destruidora, de 1807 a 1811, e agravada em 1834 por D. Pedro e Joaquim António de Aguiar extinguindo as Ordens Religiosas, prolongou-se com o advento da primeira República de 1910, repetindo, “monotonamente” as perseguições, o anticlericalismo, as destruições e pilhagens de igrejas, conventos.Item Os Jesuítas e o comércio entre Macau e o Japão(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Oka, Mihoko; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoNeste artigo, procurei examinar a intervenção da Companhia de Jesus no Comércio existente entre Macau e o Japão, ocorrido nos séculos XVI e XVII. Paralelamente pretendi demonstrar e levantar a hipótese que o envolvimento e a crescente corrupção associada a este trato comercial, em parte protagonizada pelos jesuítas associados aos comerciantes de Macau, poderia estar relacionado com a expulsão do Cristianismo do Japão no início do séc. XVII. Para o efeito acima descrito, referenciei alguns documentos da autoria de jesuítas e franciscanos, os quais tinham vivido no Japão, assim como importantes informações relacionadas com o trato e o papel de intermediários comerciais desempenhado pelos jesuítas.Item As Igrejas e o nacionalismo em Angola(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Neves, Tony; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoO trabalho, realizado no âmbito do mestrado em Lusofonia e Relações Internacionais, começa com uma investigação sobre a História do Cristianismo em Angola, marcada por relações de apoios e de contestações ao governo colonial português que, em 1940, tinha assinado o Acordo Missionário com o Vaticano. O lançamento, em Luanda, da revista Mensagem (1951) e o início da luta armada(1961) vão dar visibilidade à consciência nacionalista em Angola e criar algumas rupturas entre o Estado e as Igrejas, com perseguições e exílio para alguns cristãos nacionalistas.O papa Paulo VI daria um primeiro sinal de apoio à causa das independências nas ‘Colónias’ portuguesas, quando recebeu, em 1970, Agostinho Neto, Amílcar Cabral e Marcelino dos Santos. Pastores e padres envolveram-se num processo imparável que viria a ter como ponto de chegada a independência nacional a 11 de Novembro de 1975.Item Reinventando a mística franciscana no Brasil do século XVIII: das quatro partes do mundo ao Novo Brasílico(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Almeida, Marcos António de; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoHistoricamente, o franciscanismo sempre utilizou os referenciais místicos da Ordem para renovar suas diretrizes em momentos de crise. Dentre os referenciais mais usados, dois se destacam: São Francisco e as Chagas de Cristo nele impressas. O franciscano colonial brasileiro em pleno século XVIII, precisamente a partir de 1750, é marcado por um retorno às fontes franciscanas. Procuramos trilhar esse momento de renovação espiritual no Brasil a partir da arte iconográfica nos conventos do Nordeste e da literatura desenvolvidas por franciscanos brasileiros. Em 1754, é pintado um magnífico Orbis Seraficus no Salão de Santana, no convento de Olinda. Em 1761, Fr. Antônio de Santa Maria Jaboatão retoma esse Orbis Seraficus e acrescenta a existência de um Novo Brasílico na sua crônica. A nossa pesquisa consiste em desvendar a importância da espiritualidade franciscana na formação de um novo perfil político para o Brasil em meados do século XVIII.Item Acervos históricos e artísticos : Convento de São Francisco em Olinda(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Barbosa, Bartira Ferraz; Mendes, Débora; Assis, Maria Helena; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoEste artigo, escrito a várias mãos, trata sobre pesquisa e levantamento de acervos artísticos e históricos existentes no Convento Franciscano de Nossa Senhora das Neves, localizado na cidade de Olinda – Pernambuco, Brasil. A pesquisa e o levantamento neste Convento se detiveram a quatro acervos, a saber: imagens devocionais, pintura, azulejaria e biblioteca.Item Da fuga mundi à vita in mundo : comunidades novas e outras metamorfoses da vida consagrada(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Franco, José Eduardo; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoInscritos na tradição da experiência da vida religiosa na Igreja e procurando actualizá-la e adaptá-la às condições de vida presente e vivê-la no século, afirmaram-se no seio da Igreja os institutos seculares e outras associações afins de leigos e sacerdotes que pretendiam viver a consagração radical a Deus, não fugindo do mundo, mas plenamente integrados na vida quotidiana dos homens e mulheres do nosso tempo.Item Velhos ''cristãos-novos'' no sertão paraibano(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Miele, Neide; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoDevido às tradições culturais brasileiras, sobretudo no Nordeste, onde o cadinho da História fundiu as culturas indígena, africana e europeia, o país tornou-se sui generis e profundamente sincrético. No Brasil colonial, os “cristãos-novos” se constituíram em produtores e grandes mercadores de cana-de-açúcar. Entretanto, perseguidos de morte pela Inquisição, eles tiveram de fugir. Alguns para além-mar, e muitos para dentro do continente, em direção à zona semi-árida do Sertão. Embora a “religião judaica”, em termos estritos, não tenha sobrevivido nesta região, a “religiosidade judaica” deixou profundos traços nos usos e costumes praticados pela população, muitas vezes ignorando sua procedência. Este estudo empírico coloca algumas questões teóricas.Item S. Francisco Xavier : estratégias da constituição dum culto na época Moderna (sécs. XVI-XVII)(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Osswald, Maria Cristina; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoA amplitude do culto e da iconografia de Francisco Xavier foi praticamente única na época Moderna, como vemos no número de igrejas, confrarias e altares dedicados a ele, além da quantidade e variedade das suas representações artísticas. Na origem deste culto e da respectiva iconografia encontram-se o poder régio português e depois ibérico e ainda o interesse do nobre japonês Ôtomo Yoshihige. Por sua vez, o interesse da Companhia de Jesus na divulgação deste culto e da sua iconografia exprimiu-se a partir da década de 1570 através da literatura e da arte, e ainda através do fomento da devoção do seu corpo e das relíquias corpóreas e de contacto. Na estratégia de constituição do culto de Francisco Xavier, são de referir o papel que lhe foi atribuído enquanto missionário mais emblemático da Época Moderna (Francisco Xavier, “o Apóstolo do Oriente”), as suas supostas capacidades taumatúrgicas e que deram origem a epítetos, como Francisco Xavier, “o Milagre dos Milagres” ou Francisco Xavier, “o Príncipe do Mar”), e ainda o facto desta figura encarnar algumas das virtudes de santidade mais importantes para o Catolicismo pós tridentino, tais como a pureza e o espírito de mortificação.Item Moldura para um retrato de Vieira(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Abreu, Luís Machado de; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoEsboça-se, neste pequeno ensaio, o perfil do Padre António Vieira, seleccionando e carregando alguns traços da sua fisionomia histórica e cultural. Como marcas dominantes realçam-se as seguintes: jesuíta, pregador e mestre da língua, diplomata da Restauração, amigo de judeus e cristãos novos, missionário e defensor dos índios, profeta do Quinto Império, vítima do Santo Ofício. Em qualquer destes aspectos, a memória de Vieira é a rememoração de um excesso de ousadia e grandeza, que continua a desafiar as normalidades do tempo secularizado em que lhe sobrevivemos.Item O Padre António Vieira e a Companhia de Jesus(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Urbano, Carlota; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoO presente estudo pretende contribuir para uma melhor compreensão do génio do Padre António Vieira, a partir da observação das suas relações com o que foi o seu ‘berço cultural’: a obra espiritual, intelectual e artística da Companhia de Jesus. A espiritualidade da Companhia de Jesus e dos seus Exercícios Espirituais, as relações da Companhia com a Coroa Portuguesa e o papel de Portugal na universalização do cristianismo são alguns dos aspectos focados como espaço natural de germinação de alguns traços geniais do missionário, do pregador e do paladino da Restauração.Item Vieira repórter: a construção do sermonista no jovem “repórter” Antônio Vieira(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Amatti, Vera Helena Pancotte; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoO trabalho analisa alguns trechos da carta que Vieira escreveu ao Geral da Companhia de Jesus em 1626, sua primeira obra escrita, em que o noviço e ainda não-ordenado padre relata a invasão dos holandeses e transmite as notícias dos diversos colégios das províncias ao Geral da Companhia de Jesus. Por meio da fortuna crítica e das marcas textuais do corpus, desponta o repórter e o sermonista em formação.Entre os objetivos do trabalho, destacam-se o resgate do corpus como fonte de pesquisa primária para estudiosos de e da literatura em sentido amplo, e do próprio trabalho como fonte secundária para o entendimento da obra de Vieira como um todo e sua inserção no cânone da literatura em Língua Portuguesa. O estudo se justifica por explorar a face repórter do Padre Antônio Vieira, à época da escritura ainda um jovem de 18 anos que gesta a utopia do Quinto Império a partir da experiência brasileira, além de apresentar algumas conclusões pertinentes à presençado gênero épico como composição, os relatos de viagem, a perspectiva informativa e interpretativa, os articuladores orais e gestuais, a composição da máscara e da voz.Item O Padroado português do Oriente visto da Índia: Instrumentalização política da religião(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Souza, Teotónio R. de; Universidade LusófonaNeste artigo procura-se analisar a forma como a Coroa portuguesa se serviu do Padroado da Igreja para os fins políticos de estabelecimento e sustentação da presença colonial portuguesa.Item “Ásperas proposições”: Jesuítas; moradores e a Inquisição na Amazônia seiscentista no tempo de Vieira, missionário(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Chambouleyron, Rafael; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoEste texto analisa quatro denúncias apresentadas ao Santo Ofício da Inquisição de Lisboa contra os padres da Companhia de Jesus do Estado do Maranhão, entre os anos 1656 e 1663. As acusações contra os religiosos coincidem, não fortuitamente, com o período em que o padre Antônio Vieira era a figura de maior influência na missão do Estadodo Maranhão, e com o clímax dos conflitos entre os jesuítas e moradores em torno da mão-de-obra indígena. Nesse sentido, trata-se de entender essas denúncias a partir do contexto de embates em que foram produzidas. Por outro lado, trata-se de investigar de que modo os acusadores se valeram do Santo Ofício como um instrumento político no conflito contra os padres jesuítas.Item O colégio jesuítico da Vila do Desterro e a expansão portuguesa no Atlântico Sul(Edições Universitárias Lusófonas, 2008) Dallabrida, Norberto; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e AdministraçãoA escola para meninos da Vila do Desterro diferenciava-se bastante dos colégios jesuíticos estabelecidos nas grandes cidades litorâneas da América Portuguesa […]. É fundamental assinalar que a pequena instituição escolar dos padres jesuítas da Vila do Desterro foi um sintoma de integração da Ilha de Santa Catarina na política colonial metropolitana, pelo facto de a Companhia de Jesus ter sido a principal congregação católica que acompanhava a expansão dos domínios lusitanos na sua colónia americana.