Examining social support and parental modelling effects on children’s moderate and vigorous physical activity in middle childhood
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Resumo
Esta dissertação investiga duas questões centrais para a atividade física pediátrica. Em primeiro lugar, até que ponto a atividade física moderada a vigorosa (AFMV) parental está associada à AFMV das crianças. Em segundo lugar, se a atividade física moderada (AFM) e a atividade física vigorosa (AFV) apresentam padrões correlacionais semelhantes ou distintos durante a infância intermédia, o que permitirá determinar se as intervenções que têm como alvo a AFMV enquanto constructo único são suficientemente precisas. O projeto integra uma revisão sistemática com meta-análise de estudos observacionais sobre as correlações de AFMV entre pais e filhos, seguida de um estudo transversal realizado em crianças em idade escolar de países europeus, que desagrega AFM e AFV e considera suporte social. A meta-análise sintetizou 27 estudos identificados através de pesquisas no PubMed e Web of Science, conduzida em conformidade com as orientações PRISMA e MOOSE. Os tamanhos do efeito foram harmonizados para o coeficiente r de Pearson através da transformação z de Fisher e agrupados com modelos de efeitos aleatórios. A correlação agrupada entre a AFMV parental e a infantil foi fraca, mas estatisticamente significativa (r = .144, IC 95% .137 a .153), com heterogeneidade moderada a elevada. As análises de subgrupos sugeriram um padrão de desenvolvimento, com a associação mais fraca na infância precoce, um pico na infância intermédia e uma associação positiva que se manteve na adolescência. Estudos de maior qualidade apresentaram efeitos agrupados superiores aos de qualidade apenas moderada. Tal como esperado, as estimativas brutas foram superiores às ajustadas, indicando que a ausência de controlo de confundidores inflaciona as associações não ajustadas entre pais e filhos. No seu conjunto, estes resultados apoiam a existência de uma associação consistente e sensível ao desenvolvimento entre a modelagem parental e a AFMV infantil, em linha com sínteses anteriores que salientaram associações positivas, ainda que pequenas, entre a atividade de pais e filhos. Evidência proveniente de estudos individuais de elevada qualidade dentro do corpus analisado indica igualmente uma concordância modesta em medidas objetivas de AFMV em díades pais-filhos. O estudo transversal incluiu 172 díades pais-filhos da Bélgica, Chéquia e Irlanda. Foram utilizados acelerómetros de uso na cintura para captar a atividade ao longo de oito dias, aplicando pontos de corte previamente estabelecidos para classificar AFM e AFV. O suporte social foi medido com um instrumento adaptado que distingue os suportes parentais, dos pares e dos professores. As análises centraram-se nas associações específicas por intensidade. O comportamento parental apresentou correlações positivas pequenas a moderadas com a AFM das crianças, tanto em minutos como em percentagem do tempo. As associações entre o comportamento parental e a AFV das crianças foram mais fracas e inconsistentes. Após ajuste para o sexo da criança, os minutos de AFV parental apresentaram uma associação pequena, mas significativa com os minutos de AFM infantil, enquanto um item de coparticipação ("fazer exercício ou praticar desporto contigo") se relacionou positivamente com os indicadores de AFM e AFV das crianças. O suporte dos pares revelou pouca ou nenhuma associação, apenas emergindo uma associação fraca com a AFV após a exclusão de valores extremos, e o suporte dos professores mostrou associações negligenciáveis. Estes padrões específicos de intensidade indicam que a AFM e a AFV não se comportam de forma semelhante em relação às influências sociais e à modelagem parental. Integrando ambos os estudos, a dissertação apresenta duas conclusões principais. Em primeiro lugar, a AFMV parental está de forma consistente e positiva associada à AFMV infantil, embora a magnitude seja modesta e varie de acordo com o estádio de desenvolvimento. Em segundo lugar, quando a AFMV é desagregada, a AFM e a AFV revelam assinaturas correlacionais distintas. Esta divergência sugere que as intervenções concebidas em torno da AFMV enquanto alvo único podem ser demasiado abrangentes para otimizar ganhos em AFV. Estratégias mais precisas devem preservar os elementos que promovem a AFM através da modelagem parental e da coparticipação, ao mesmo tempo que acrescentam componentes especificamente direcionados à AFV, como oportunidades mediadas por pares, jogos vigorosos estruturados e contextos escolares ou comunitários que ofereçam um enquadramento seguro para o envolvimento em atividades de maior intensidade. As implicações metodológicas incluem a relevância de utilizar medidas objetivas e específicas por intensidade, o controlo rigoroso de confundidores e a atenção ao estádio de desenvolvimento no desenho de intervenções familiares.