Comunicação e improbabilidade : o caso do meio de comunicação simbolicamente generalizado “amor”

dc.contributor.authorGameiro, Paulo Alexandre Dias
dc.contributor.institutionEscola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação
dc.contributor.supervisorPINTO, JOSÉ MANUEL DE FIGUEIREDO GOMES
dc.date.accessioned2025-06-18T15:20:01Z
dc.date.available2025-06-18T15:20:01Z
dc.date.issued2009
dc.description.abstractO objectivo desta dissertação é, através da escolha do meio simbolicamente generalizado “amor”, poder demonstrar a complexidade e pertinência da Teoria dos Sistemas e da Teoria da Comunicação de Niklas Luhmann mas, paradoxalmente, também identificar alguns limites desse tecnicismo e funcionalismo quase extremos que caracterizam as suas teses. Com esse propósito e ao contrário do que Niklas Luhmann defende, lança-se a hipótese de que pelo menos esse meio de comunicação simbolicamente generalizado, e apesar de simplificar as articulações de sentido e descongestionar o plano da comunicação, não conseguir que aos sujeitos reste apenas pô-lo em circulação, de acordo com as suas realidades antropomórficas. Niklas Luhmann, com a sua Teoria dos Sistemas, torna inteligível a complexidade dos sistemas sociais e a relação que têm com os sistemas psíquicos. Para explicar a complexidade do mundo sob um funcionalismo e tecnicidade quase absolutos, o autor assume esses dois sistemas como autopoiéticos e auto-referênciais. Não obstante, a comunicação é definida como uma operação exclusivamente social de que o próprio sistema social é constituído. O indivíduo e o seu sistema psíquico situa-se no ambiente dos sistemas sociais, e por isso não comunica, antes é reduzido à produção de elementos que aqueles sistemas vão operando através da comunicação. Da indeterminação e complexidade, características do ambiente dos sistemas sociais, resulta constantemente improbabilidade que só esses sistemas conseguem reduzir. Por isso a comunicação também é improvável. De resto, a indeterminação surge-nos como o principal motivo para que os sistemas a transformem sucessivamente através da comunicação, em realidade. Para além desse funcionalismo e tecnicismo extremos, traduzidos num cariz binário da comunicação – concordar e discordar –, pode haver um terceiro momento comunicativo (o aceitar), que Luhmann ignora por considerar que tudo o que escapa a esse cariz é ruído, mas que nesta dissertação o tornamos elegível e que permite ao indivíduo participar na comunicação como seu operador. Palavras-chave: “amor”, comunicação, sistemas autopoiéticos, improbabilidade, indeterminação.pt
dc.formatapplication/pdf
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10437/15393
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectMESTRADO EM COMUNICAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES
dc.subjectCOMUNICAÇÃO
dc.subjectTEORIA DA COMUNICAÇÃO
dc.subjectTEORIA DOS SISTEMAS
dc.subjectLUHMANN, NIKLAS
dc.subjectCOMMUNICATION
dc.subjectCOMMUNICATION THEORY
dc.subjectSYSTEMS THEORIES
dc.subjectLUHMANN, NIKLAS
dc.subjectMestrado em Comunicação nas Organizações
dc.titleComunicação e improbabilidade : o caso do meio de comunicação simbolicamente generalizado “amor”pt
dc.typemasterThesis

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