EPCV - Dissertações de Mestrado
URI permanente desta comunidade:
Navegar
Percorrer EPCV - Dissertações de Mestrado por assunto "AGEING"
A mostrar 1 - 3 de 3
Resultados por página
Opções de ordenação
Item Efeito da ativação emocional na atenção no envelhecimento(2024) Valente, Anna Carolina Moreschi; Escola de Psicologia e Ciências da Vida; TELES, JOSÉ MIGUEL PINTO CARDOSO DE BOURBONO presente estudo investigou o impacto da ativação emocional na atenção visual em jovens adultos e idosos, com foco nas diferenças etárias na suscetibilidade à distração por estímulos emocionais. A amostra foi composta por 30 participantes, sendo 15 jovens adultos (20-35 anos) e 15 idosos (60-90 anos). Os participantes realizaram uma tarefa de atenção visual de identificação de pares de números, enquanto imagens emocionais de alta ativação, baixa ativação e neutras eram apresentadas como plano de fundo. A precisão das respostas e os tempos de reação foram analisados por meio de uma ANOVA de Medidas Repetidas, considerando os fatores grupo etário, ativação emocional e congruência dos estímulos. Os resultados indicaram um efeito de interação entre idade e ativação emocional nos tempos de resposta e na precisão das respostas. Os jovens adultos apresentaram maior suscetibilidade à distração por estímulos de alta ativação emocional, resultando em tempos de resposta mais longos e menor precisão nas respostas. Em contrapartida, os idosos apresentaram melhor desempenho atencional na presença de estímulos de baixa ativação emocional, apresentando melhor desempenho atencional em comparação com as condições neutras. Além disso, foi observado que o idosos tiveram melhor desempenho em condições incongruentes, sugerindo um possível processamento atencional mais estratégico em comparação aos jovens adultos. A regulação emocional, definida como a capacidade de modular a intensidade, a duração e a expressão das emoções para atingir objetivos adaptativos, emergiu como um fator crucial para o desempenho atencional dos idosos. Esses achados sustentam a hipótese de que a priorização de emoções positivas e de baixa ativação contribui para a otimização do controle atencional na velhice, um efeito alinhado com a Teoria da Seletividade Socioemocional (Carstensen, 2006). As conclusões deste estudo têm implicações relevantes para o desenvolvimento de intervenções que favoreçam o bem-estar emocional e a eficiência cognitiva em idosos, como estratégias baseadas na exposição a estímulos de baixa ativação emocional. No entanto, limitações metodológicas, como a dimensão reduzida da amostra e o uso exclusivo de estímulos visuais, devem ser consideradas. Futuras pesquisas podem explorar diferentes modalidades sensoriais e amostras mais amplas para aprofundar a compreensão sobre o papel da ativação emocional na cognição ao longo do envelhecimento.Item Efeitos da educação na conectividade estrutural no envelhecimento saudável(2024) Baracat, Carla Maria Manzi Pereira; Escola de Psicologia e Ciências da Vida; TELES, JOSÉ MIGUEL PINTO CARDOSO DE BOURBONEste estudo teve como objetivo, identificar os efeitos da educação na conectividade estrutural/microestrutural no envelhecimento saudável. A pesquisa foi realizada com 57 voluntários saudáveis com idades entre os 23-79 anos, apresentando visão normal ou corrigida e sem histórico de distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Na metodologia, foram utilizadas informações a partir da aquisição de dados de neuroimagem; do processamento de dados de imagem por tensor de difusão e reconstrução de redes neuronais, a extracção de medidas de teoria de grafos e eficiência de conectividade e posterior análise estatística, com a finalidade de comprovar ou não esta tese. Os resultados demonstram que o envelhecimento está associado com o declínio da eficiência na conectividade estrutural/microestrutural de uma larga rede neuronal cortical. Por outro lado, os níveis de educação, quantificados como o número de anos de escolaridade, demonstraram uma associação positiva com a eficiência da conectividade estrutural. No entanto, importante salientar que os efeitos positivos da educação na conectividade estrutural não sobrevieram quando controlados para a variável idade, indicando que os resultados do estudo não permitiram conclusões definitivas no que se refere a potenciais efeitos de neuroproteção da educação durante o envelhecimento saudável. Estudos futuros poderão ter como base uma população mais envelhecida (e.g. com participantes a partir dos 65 anos) quando começa a surgir um maior declínio da integridade cerebral e quando os efeitos de educação na neuroproteção assumem particular relevância. Palavras-chave: Conectividade Cerebral, Neuropsicologia, Envelhecimento Saudável, Educação e Conectividade EstruturalItem Qualidade de vida e bem-estar no processo de reforma(2024) Gonçalves, Constança Cunha; Escola de Psicologia e Ciências da Vida; SANTOS, TÂNIA GASPAR SINTRA DOSAs alterações associadas ao processo de reforma podem influenciar a adaptação e a Qualidade de Vida inerentes ao processo de envelhecimento saudável. Revela-se pertinente compreender e caraterizar a relação entre a Esperança, a Saúde Psicológica e o Suporte Social, no processo de Reforma. O presente estudo parte de uma amostragem não probabilística por conveniência, recolhida a partir de instituições nacionais. A população é composta por 1127 participantes, com idades compreendidas entre os 55 e 84 anos, sendo que 60.5% são do género feminino e 39.5% do género masculino. 41.1% são profissionalmente ativos e 58.9% reformados. Trata-se de um estudo transversal exploratório, com recurso a análises descritivas, análises de comparação de grupos, correlações de Pearson e modelo de mediação e moderação. Os resultados apontam para o efeito mediador do Suporte Social na relação entre a Esperança e a Qualidade de Vida Psicológica e para o efeito moderador da Situação Profissional na relação entre o Suporte Social e a Qualidade de Vida Psicológica (i.e., efeito superior nos trabalhadores). A situação profissional não apresentou efeito moderador nas relações entre a Esperança e a Qualidade de Vida e entre a Esperança e o Suporte Social. O estudo permite concluir que o Suporte Social pode influenciar a forma como a Esperança impacta a Qualidade de Vida Psicológica. Pretende contribuir-se para a criação de intervenções direcionadas à promoção do Suporte Social no trabalho e da Esperança, promovendo-se a Qualidade de Vida e o envelhecimento saudável. Palavras Chave: Reforma, Esperança, Qualidade de Vida, Suporte Social, Envelhecimento