Mestrado em Produtos de Saúde e Suplementos Alimentares

URI permanente para esta coleção:https://hdl.handle.net/10437/13689

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    Estudo exploratório sobre o autoconsumo de suplementos alimentares
    (2022) Rodrigues, Cristina Maria Baptista; Escola de Ciências e Tecnologias Saúde; COSTA, MARIA DO CÉU GONÇALVES DA
    Na Europa, suplementos alimentares (SA) são géneros alimentícios e como tal, regidos pelos princípios e normas gerais da legislação alimentar do Regulamento (CE) n.º 178/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 28 de Janeiro de 2002. Para garantir a defesa da saúde do consumidor, os suplementos alimentares devem ser seguros, e a nível europeu essa garantia é dada pela Diretiva 2002/46/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 10 de Junho de 2002 que regula a segurança dos SA enquanto géneros alimentícios. No entanto os SA são fontes concentradas de vitaminas, minerais e outras substâncias com efeito nutricional e fisiológico, o que os coloca na fronteira entre os alimentos e os medicamentos. Os médicos aconselham cada vez mais SA e estes são também a ferramenta de trabalho de outros profissionais de saúde como os de medicina chinesa e os naturopatas, mas o autoconsumo torna-se provável por toda a informação disponibilizada em diversos meios publicitários, e em particular na World Wide Web. Neste contexto desenhou-se um estudo transversal analítico com o objetivo genérico de conhecer a prevalência de autoconsumo entre consumidores de suplementos alimentares e as razões e condições desse autoconsumo. A técnica de recolha de informação utilizada foi um inquérito online (Google Forms) em português e inglês disseminado através das redes sociais em Portugal e no estrangeiro. Os dados recolhidos e tratados com o software de análise estatística IBM® SPSS®, para uma amostra de 222 residentes em Portugal e 47 residentes fora de Portugal, evidenciaram taxas de consumo por iniciativa própria de 22,7% para SA contendo vitaminas, minerais, ácidos gordos ou proteínas e de 25,4% para SA à base de plantas. Entre os inquiridos, 133 (49,4%) consomem diariamente 1-10 SA contendo vitaminas, minerais, ácidos gordos ou proteína (? = 2,06 s=1,62 ) para prevenção (44%) de riscos de alterações ao estado de saúde ou como complemento do regime alimentar (40%); 29% dos inquiridos afirmam consumir entre 1-6 suplementos à base de plantas ? = 1,64 s= 1,01), para prevenção (22,4%), ou tratamento (40,3) ou como complemento do regime alimentar (37,3%). Dos que consumem suplementos alimentares à base de plantas, cerca de 30% foram aconselhados pelo médico. A maioria dos inquiridos (50%) informa o médico do consumo de suplementos alimentares, 73,1% tem conhecimento dos efeitos adversos dos SA e reconhecem (68%) a existência de potenciais interações com medicamentos. Entre inúmeros fatores que podem desencadear efeitos adversos estão por exemplo valores de vitaminas acima dos VRN e adulterações dos SA, que põem em causa o seu uso seguro, razão pela qual se completou este estudo analisando os dados constantes no RASFF entre 2017-2021 sobre os perigos detectados em suplementos alimentares à venda na UE e nos países da EFTA. Sobressaem nos últimos anos casos de utilização de substâncias não autorizadas ou mesmo proibidas e a utilização de produtos dos quais não há história na UE do seu uso como alimentos antes de Maio de 1997, os chamados " novos alimentos". Palavras-Chave Suplemento alimentar (SA); suplementos dietéticos; autoconsumo; RASFF; benefício risco
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    Caraterização do perfil dos utentes das terapêuticas não convencionais com enquadramento dos suplementos alimentares
    (2022) Gonçalves, Carmen Fernanda de Freitas Diego; Escola de Ciências e Tecnologias Saúde; COSTA, MARIA DO CÉU GONÇALVES DA
    Levando em linha de conta as diretrizes da Organização Mundial De Saúde (OMS) nas duas últimas décadas, o governo português legalizou as Terapêuticas Não Convencionais (TNC). A lei 71/2013 que regulamenta a Lei 45/2003 relativamente ao exercício profissional das atividades veio dar mais credibilidade às práticas na área das TNC, visto que os terapeutas estão certificados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e registados na Entidade Reguladora da Saúde (ERS). A expansão subsequente das TNC e a sua adesão por uma população seduzida por novas abordagens para um estilo de vida saudável, modificaram a consciência coletiva da participação na gestão da saúde, e o paciente passou a ter um papel ativo na prevenção da sua saúde e na procura de soluções terapêuticas. Neste contexto desenhou-se um estudo de investigação quantitativo transversal com os objetivos de identificar o perfil das pessoas que utilizam as TNC, suas razões e motivações, bem como o enquadramento dos suplementos alimentares nas práticas das TNC. Para a recolha de informação, a técnica utilizada foi a de um inquérito efetuado através de questionário original on line e também em suporte de papel. A maioria das respostas foram recolhidas através de formulário produzido via Google Forms, e posteriormente todos os resultados foram transferidos para o Programa IBM SPSS 27.0. De seguida, foi realizada uma análise descritiva dos dados, através de tabelas de frequências e comparativas, de dupla entrada, recorrendo às respetivas representações gráficas. Estas análises descritivas foram relevantes para caraterizar o perfil dos pacientes e para a comparação dos dados sobre a perceções e atitudes em duas dimensões: TNC e medicina convencional. Os utilizadores das TNC são maioritariamente mulheres (79%). Dos 1145 respondentes, 67,5% afirmam que para a mesma situação já recorreram às TNC e também à medicina convencional, e quando confrontados com a melhor resolução da sua situação, 82,5% afirmam que foi nas TNC. De notar que, perante uma situação de doença, 35,8% recorreram primeiro aos médicos e 52% recorreram logo às TNC. O grau de satisfação na abordagem do problema/consulta e na avaliação do resultado obtido pela relação eficácia vs efeitos colaterais, mostra resultados acima dos 95% para as TNC. As TNC apresentam uma taxa de adesão de 81,2% nas doenças osteoarticulares, com 5 situações de doença em que existe prevalência da medicina convencional (endócrina, cardiovascular, circulação arterial e venosa, sistema urinário e dermatológica) e das TNC em 4 situações de doença (osteoarticular, gastrointestinal, sistema nervoso, emagrecimento e estética). A opção por medicina convencional no Sistema Nacional de Saúde (SNS) é de 65,2% nas doenças cardiovasculares, o que revela a perceção de necessidade de opção pelo SNS em situação grave de risco de vida. Dos respondentes, 52% usa ou usou suplementos alimentares, e mais de 83% revela disciplina na toma das dosagens prescritas e respetivos horários, 97% referindo que o terapeuta indicou os momentos da toma. Quando confrontados com o grau de satisfação em relação ao seu terapeuta não convencional, 94% consideram Muito Bom ou Bom, o que conjugado com 98% dos inquiridos a afirmarem positivamente a recomendação do profissional de TNC que o acompanha a um amigo, são resultados inequívocos na perceção da mais valia das TNC. PALAVRAS-CHAVE Perfil de utentes, Terapêuticas Não Convencionais, Suplementos alimentares, Vitaminas, Minerais, Homeopatia, Medicina Tradicional Chinesa, Naturopatia, Osteopatia, Quiropráxia, Fitoterapia, Acupuntura, Medicina.
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    Estudo sobre a perceção do impacto da impressão 3D direta de alinhadores e retentores ortodônticos : no futuro do fluxo de trabalho dos profissionais de saúde oral
    (2024) Veiga, Karina Neves; Escola de Ciências e Tecnologias Saúde; COSTA, MARIA DO CÉU GONÇALVES DA
    Introdução: O avanço do processo digital permite a produção direta de alinhadores e retentores ortodônticos em 3D, dispensando modelos físicos e viabilizando a sua produção por técnicos de prótese dentária ou médicos dentistas. Objetivos: Investigou-se a substituição do método tradicional pelo fluxo digital. Foram examinados sete objetivos específicos através de cinco perguntas de pesquisa. Metodologia: Seguindo os critérios PRISMA definiu-se o estado-da-arte. Combinaram-se abordagens quantitativas e qualitativas num questionário original, validado por especialistas e divulgado online. Responderam 155 profissionais de ortodontia em Portugal. Entrevistas com três especialistas complementaram o estudo. Resultados: A análise estatística descritiva revelou que 60,3% dos participantes reconhecem a importância da formação contínua em tecnologia digital, e 36,2% estão dispostos a aumentar o investimento nessa área. Embora tenham sido expressas preocupações com custos, 37,9% não observaram alterações nos custos de produção. Entrevistas destacaram vantagens da impressão 3D, como precisão e rapidez, indicando uma tendência positiva para a sua adoção. Conclusões: Destacou-se a colaboração interdisciplinar entre técnicos de prótese e médicos dentistas. A maioria previu a continuidade dessa colaboração, salientando a sua relevância. Este estudo ampliou a compreensão sobre as perspetivas e desafios da impressão 3D na saúde oral, fundamentando futuras estratégias. Palavras-chave: alinhadores ortodônticos; retentores ortodônticos; impressão 3D direta; prótese dentária; perspetiva do profissional de saúde oral
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    Contributos para o estudo de uma planta alimentar intercontinental : erva-príncipe
    (2024) Pires, Cathylene do Carmo Silva; Escola de Ciências e Tecnologias Saúde; COSTA, MARIA DO CÉU GONÇALVES DA
    Cymbopogon citratus (DC) Stapf, deriva das palavras gregas “kymbe” (barco) e “pogon” (barba), conhecida popularmente como capim-limão ou Erva-príncipe, corresponde a um género que engloba cerca de 120 espécies e cresce espontaneamente em vários continentes. O presente trabalho teve dois objetivos: 1) estudo analítico exploratório para comparar os componentes dos óleos essenciais por cromatografia gás-líquido (em cooperação com equipa analítica) e marcadores genéticos de exemplares de Erva- príncipe provenientes de Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e de Portugal; 2) estudo misto qualitativo e quantitativo para conhecer os hábitos de consumo em Cabo Verde onde as suas folhas são utilizadas em infusão, e consumidas como bebida aromática. Foi realizado com recurso a aplicação de questionários, através da plataforma Google forms, tratados em Excel com estatística descritiva. Os resultados analíticos em cooperação mostraram variabilidade de rendimento dos óleos essenciais de C. citratus em função das origens, 0,75 % (v/p.s.) e 0,26 %; 0,86 % e 0,52%, respetivamente, uma amostra de Lisboa e uma de Setúbal, ambas de Portugal, uma amostra da Ilha de São Vicente, Cabo Verde e uma amostra de São Tomé e Príncipe. Na investigação sobre a utilização de marcadores moleculares baseados em fragmentos do ADN, designados Inter-Simple Sequences Repeats (ISSR), verificou-se que são eficazes para avaliar a diversidade genética disponível. Relativamente aos hábitos de consumo, o maior uso da Erva-príncipe foi reportado pelos participantes com 18 a 30 anos (62,5%). Para a preparação da bebida, a maioria utiliza o método da decocção (91,42%) e as razões mais importantes descritas pelos inquiridos (48) foram o efeito de bem-estar digestivo (40,9%), relaxamento e alívio de insónias (22,7%), como chá medicinal para estados infeciosos ligeiros (13,6%), e por gosto (6,8%). Em conclusão este estudo exploratório evidencia a importância da Erva-príncipe no uso tradicional em diferentes continentes e desperta para o interesse em esclarecer a diversidade genética entre os acessos das diferentes geografias através de marcadores ISSR e sua relação com possíveis quimiotipos distintos. PALAVRAS-CHAVE: Cymbopogon citratus; óleos essenciais; Erva-príncipe/Capim- limão; Xaliz; planta aromática; marcadores genéticos