Doutoramento em Educação

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    Gramática para quê? : produção textual argumentativa na perspectiva da linguística sistêmico-funcional
    (2023) Barros, Márcione Teles de Melo; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração; DUARTE, JOSÉ BERNARDINO PEREIRA
    A presente investigação busca uma proposta de metodologia em sala de aula que aproxime a gramática internalizada a uma gramática funcional voltada para as competências da produção de textos argumentativos. Diante disto a questão de partida será: Como ligar a gramática internalizada, em cada indivíduo, a uma gramática funcional que seja base de uma literacia geral e desenvolvimento do pensamento crítico pelo domínio do texto argumentativo? O objetivo geral da pesquisa é de analisar a ligação entre a gramática implícita ou internalizada e a gramática funcional que permita ao indivíduo desenvolver uma linguagem que formule os conhecimentos ligados ao currículo e a vida cotidiana e possa produzir textos argumentativos em que assume o seu próprio pensamento. Como aportes teóricos teremos Luft (1985), Halliday (2004), Bakhtin (1997), Adam (1987), Bronckart (1999), Allal (2015), Martin & Rose (2008), Camps & Dolz (1995), Coimbra (2011), Neves (1994, 1999, 2002), Possenti (1996), Geraldi (1997), Perini (2003) e Gouveia (2009), alguns relacionados com a corrente sistêmico-funcional. A parte empírica terá metodologia participativa e serão analisados textos argumentativos dos estudantes do terceiro ano do ensino médio por estarem saindo da escola e com interesses de ingressarem em uma universidade. Será convidado um professor de língua portuguesa, que lecione em um dos terceiros anos, que aceite essa sugestão de metodologia baseada nas propostas sistêmico-funcionais, para em colaboração com a investigadora, propor aos estudantes uma sequência didática de produções textuais argumentativas. Os resultados apontaram que, as produções textuais no gênero argumentativo corresponderam positivamente à pergunta de partida e objetivos. O avanço nas escritas não esteve condicionado ao uso em quantidade de determinadas conjunções, mas no uso adequado delas mesmo em menor quantidade, e condicionado ao sentido e contexto da vida dos estudantes. Palavras-chave: Gramática implícita. Linguística sistêmico-funcional. Texto argumentativo.
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    Política pública de educação do campo : uma análise do Pronera - da proposição à efetivação
    (2024) Brito, Keila Rosa dos Santos; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração; Teodoro, António Neves Duarte
    Esta pesquisa tem como objetivo avaliar a política pública da Educação do Campo denominada Pronera, a partir da articulação entre discursos e textos de construção no âmbito da proposição e sua efetivação. Para tal abordagem, lançamos mão do referencial teóricoanalítico da Abordagem do Ciclo das Políticas, de Stephen Ball e colaboradores, elegendo três contextos [de influência, de produção de textos e da prática], articulando-o com os conceitos gramscianos de Estado, sociedade civil, hegemonia, ideologia e classe subalterna. Esse referencial possibilitou compreender as influências que incidiram sobre o Pronera, o arranjo que garantiu a construção dos textos dessa política e a forma em que esse Programa foi posto em prática por gestores, professores e estudantes do curso de Letras em São Félix do Xingu, no estado do Pará. Concluímos que a dimensão da transposição do Pronera foi marcada por um intenso processo de disputas ideológicas que mudou os rumos e o sentido da proposta de Educação do Campo, e que o Estado vem assumindo o controle dessa política, desvitalizando e subvertendo o seu conteúdo original em nome de um modelo de desenvolvimento econômico que privilegia o agronegócio e a exploração intensiva dos recursos naturais. Palavras-chave: Brasil; Educação do Campo; Política Pública; Pronera
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    A liderança de sistemas nas escolas públicas portuguesas : do caso único à avaliação externa da IGEC
    (2024) Gonçalves, Maria José Broeiro; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração; Silva, Ana Paula Lopes da
    O sistema educativo português é constituído, predominantemente, por agrupamentos de escolas (AE) que são organizações complexas, onde o sucesso escolar resulta do envolvimento de todos, característico de uma liderança de sistemas (LS), focada na totalidade, nas redes, na conexão e na reunificação das partes (Morin). No âmbito da liderança escolar e, em particular, da LS, definimos a questão de partida do nosso trabalho de investigação: Qual a expressão da LS nas escolas públicas em Portugal? E as subquestões: Como um AE promove a LS e qual(ais) a(s) resultantes? De que forma a IGEC integra a LS no seu processo de avaliação externa de escolas (AEE)? Como a IGEC avalia o estado de desenvolvimento da LS nas escolas públicas em Portugal? Para responder a estas questões, realizaram-se dois estudos empíricos. O primeiro, um estudo de caso único partiu de uma história de vida profissional e evidenciou o trabalho da diretora/equipa diretiva como uma LS. Esta, ao longo de um mandato, alcançara uma melhoria de 9,4%-10%, no sucesso escolar (interno-externo), uma redução da indisciplina de 11,7% e um decréscimo do abandono escolar para 0,04%. O segundo, um estudo de análise documental de relatórios da AEE, procurou encontrar, no processo de AEE, uma correspondência com a LS, tendo-se verificado que a IGEC já contempla os indicadores da LS em todos os seus domínios/categorias/subcategorias no seu modelo de AEE. Contudo, a IGEC só consegue avaliar de forma parcial a LS. A AEE já obtém uma prestação de contas dos AE, mas não uma prestação de contas coletiva. A IGEC consegue avaliar os AE de forma sistemática, mas falta-lhe realizar uma abordagem sistémica. Podemos afirmar que a avaliação que a IGEC faz da LS nos AE é positiva, mas parcial. Palavras-chave: Liderança Escolar; Sucesso Educativo; Liderança de Sistemas; Avaliação Externa de Escolas; Paradigma da Complexidade.