Entretextos (2010)

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    Escola inclusiva: que formação de professores?
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Silva, Maria Odete Emygdio da; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    A inclusão, entendida como educação inclusiva, apela ao desempenho de actividades e de tarefas por parte da comunidade escolar que se revestem de alguma complexidade, sobretudo quando estamos em presença de alunos com necessidades educativas especiais complexas. Falar de inclusão pressupõe considerar a escola como um lugar privilegiado de interacção de políticas, de culturas e de práticas de aprendizagens significativas, baseadas na cooperação e na diferenciação inclusiva, de modo a que o sucesso para todos e com todos os alunos, respeitando a sua diversidade física, racial ou religiosa, possa ser uma realidade. Nesse sentido, a inclusão implica que as escolas se organizem para responder à população que atendem. Esta organização depende, naturalmente, de dispositivos legislativos, mas é necessário, indiscutivelmente, que as escolas sejam capazes de articular respostas capazes entre os diferentes actores que intervêm no processo dos alunos, alguns dos quais nem sempre pertencem ao âmbito da educação. A formação de professores, neste contexto, reveste-se, assim, da maior importância, desde que tenha em conta as suas preocupações, as suas dificuldades e as próprias expectativas quanto às respostas que for capaz de ajudar a equacionar.
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    As lideranças e a diferenciação curricular inclusiva: que caminhos para a escola do século XXI?
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Lopes, Maria; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    Com este artigo pretende-se analisar num primeiro momento, o conceito de diferenciação curricular no plano conceptual e dentro de um quadro de análise que permita aprofundar e clarificar o seu sentido no contexto da escola para todos e no enquadramento da massificação da escolarização, fazendo referência à globalização a qual traz novos aspectos para o debate em torno da finalidade da escola. Analisa-se num segundo momento, o papel da liderança democrática e participativa no desempenho do binómio curricular (currículo nacional e projectos curriculares) na medida em que a articulação entre níveis centrais e de escola para o desenvolvimento da diferenciação curricular inclusiva se constitui como meta indispensável para algo assim. Considera-se nesta perspectiva a liderança propulsora da diferenciação curricular inclusiva na dimensão da praxis curricular das escolas e dos professores. Por último relaciona-se esta problemática com a perspectiva da teoria crítica no quadro de escolas entendidas como boas escolas.
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    Sobrevoando a deficiência: do que os portugueses pensam ao que os políticos fazem
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Sanches, Isabel Rodrigues; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    Este “olhar” sobre a deficiência, em Portugal, procura dar conta do que para os portugueses significa ser contemplado com uma deficiência, qualquer que ela seja. Nascer deficiente ou adquirir a deficiência pelos azares da vida é a maior tragédia que pode acontecer ao próprio e aos familiares. Uma cultura de inferiorização, de incapacidade, de inutilidade e de comiseração está patente nas relações entre os « normais » e os considerados deficientes. Pelos obstáculos que a sociedade portuguesa normalizada cria (in)conscientemente, as pessoas em situação de deficiência têm uma vida cheia de barreiras que impede o seu acesso a cidadão de pleno direito. A caminhada para um outro “olhar” já começou, derrubando barreiras sociais e humanas, num jeito de maior humanização e cidadania plena.
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    A educação inclusiva: uma estratégia que responde a todos
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Anica, Gertrudes Maria Belas; Silva, Maria Odete Emygdio da; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    A paralisia cerebral é um dos factores que frequentemente leva a graves perturbações na comunicação. Estas limitações causam enormes barreiras no desenvolvimento dos indivíduos, sendo importante proporcionar àqueles que apresentam disfunções na comunicação os meios para se expressarem e comunicarem. A comunicação aumentativa tem como objectivo proporcionar as ajudas técnicas específicas que ampliem as capacidades de expressão permitindo compensar as disfunções comunicativas e proporcionar a comunicação, a aprendizagem, a interacção, a autonomia, melhorando as competências globais dos indivíduos e possibilitando-lhes uma melhor qualidade de vida. Este trabalho resultou da intervenção fundamentada nos pressupostos e nos procedimentos da intervenção-acção com uma aluna com Paralisia Cerebral e sem linguagem oral, com o objectivo de melhorar os seus níveis de interacção com os pares, os professores e os familiares. Esta intervenção centrou-se no desenvolvimento e na aplicação de um sistema aumentativo de comunicação e numa perspectiva ecológica de desenvolvimento, promoveu uma maior adaptação da aluna ao meio envolvente, a sua inclusão na turma e a sua socialização na comunidade escolar.
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    Aonde nos leva a diversidade da língua portuguesa?
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Mimoso, Anabela; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    É verdade que a língua é um diassistema, no qual se inter-relacionam diversos sistemas e subsistemas. Isso não significa que a sua unidade seja posta em questão, pelo menos, enquanto todos os seus falantes se entenderem. É o que se passa em relação à língua portuguesa. Mas se as diferenças entre a norma escrita do Português do Brasil (PB) e a do Português europeu (PE) são mínimas, já o mesmo não se pode dizer quando temos em conta os dialectos, nomeadamente os da variante do PB, pois estas apresentam acentuadas diferenças entre si. Por isso mesmo, o que se afigura mais urgente fazer será resolver o problema da unidade da língua dentro do próprio Brasil para que, a breve trecho, os próprios brasileiros não tenham dificuldades em se entenderem uns aos outros.
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    Educação no Campo e as Classes Multisseriadas – Um Enfoque no Currículo Multicultural 3
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Andrade, Wellingta Magnolia Lacerda Leite de; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    A Educação no campo vive um estágio de precariedade no Brasil. E neste cenário, as classes multisseriadas são implantadas de forma a improvisar um sistema que deveria ter investimentos não apenas de infra-estrutura, bem como de qualificação docente e formação crítica no currículo destes profissionais. Neste processo, o currículo multicultural surge como uma alternativa de enriquecimento e embasamento para inserção da diversidade cultural no ambiente escolar, o que acaba por promover a inclusão no ambiente escolar e social. Assim sendo, o presente artigo tem como objetivo não apenas explanar sobre a realidade da educação no campo e a implantação das classes multisseriadas, como principalmente argumentar sobre a importância e influência do currículo multicultural no contexto escolar. Para tanto, em termos metodológicos, foi utilizada uma pesquisa bibliográfica e exploratória acerca do tema, tendo como base a análise qualitativa, sob cunho interpretativo das informações. Por fim, pudemos considerar a relação do currículo multicultural como uma ferramenta de extrema influência na formação de uma sociedade mais integrada, a partir de suas funções no discurso crítico e centrada na discussão de novas ideias consubstanciadas na realidade de cada comunidade do campo.
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    A Formação Cívica e a prevenção das toxicodependências
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Baptista, Nazaré; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    Pretendemos, no âmbito deste artigo e recorrendo a um enquadramento teórico, reflectir sobre o contributo que a área curricular não disciplinar designada por Formação Cívica pode dar à prevenção das toxicodependências em contexto escolar. Para isso e numa tentativa de clarificação da pertinência desta reflexão, apelamos a diferentes autores. Nas conclusões finais reflectimos sobre o papel que a Formação Cívica pode desempenhar na prevenção desta tipologia de comportamentos.
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    De volta às origens: a reinserção da filosofia nos currículos escolares brasileiros
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Santos, Marival Matos dos; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    O ensino e a aprendizagem da filosofia é, antes de tudo, uma arte que desenvolve as faculdades de julgar e raciocinar em geral, e está atualmente revivida nas escolas em todos os níveis. O seu papel, como força reflexiva, assumiu relevância não só no passado, mas, sobretudo, no presente, porque o pensar filosófico possibilita o desenvolvimento de seres humanos mais criativos, críticos, reflexivos, independentes e comprometidos eticamente com as instituições humanas, em um novo mundo, movido pelo empreendedorismo, e põe em xeque o homem robotizado que apertava parafusos. Este novo mundo exige profissionais pro-ativos, capazes de pensar autonomamente e tomar decisões. Todavia, por que ensinar filosofia, se, de um lado, a juventude está apenas interessada em garantir o seu futuro, ouvindo os ditames do mercado, a partir de uma profissão que ofereça as garantias de sucesso, segurança e estabilidade imediatas, e de outro lado, a própria evolução científica e tecnológica nos oferecem facilidades que acabam criando os analfabetos funcionais e reintroduz o homem robô num mundo cibernético, para saber apertar, apenas, algumas teclas de computador. Deste modo, qual o sentido de se ensinar e estudar filosofia se o conhecimento científico e as inovações tecnológicas substituíram a sabedoria? Por que introduzir nos currículos escolares um saber que aparentemente não tem utilidade, numa sociedade em que o espírito dominante é o do utilitarismo, do consumo, do imediatismo e da acumulação de capitais e de riqueza se a riqueza da “mais-valia” da filosofia não combina com a “mais-valia” do mercado?
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    Outro de si no contexto da experiência carcerária : educação e reabilitação, ocultação e desvelamento
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Fernandes, Gisélia; Tavares, Manuel; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    O objectivo deste artigo é desocultar o outro que existe em cada presidiário através das suas experiências educativas. O local da pesquisa foi a Penitenciaária Desembargador Flósculo da Nóbrega, na Paraíba, popularmente conhecida por Presido do Roger. O objecto da nossa pesquisa focaliza-se nas vozes dos educandos que se expressam nas formas de representações sociais sobre as suas experiências educacionais, no período de reclusão. Perante uma população aviltada pela experiência do cárcere, mediada por um percurso educativo, a questão que norteou a nossa pesquisa foi a de como dar um lugar de sujeito aos presidiários e como constituir uma espécie de pedagogia da voz, dando vez aos que devem ser protagonistas da busca de sentidos para a sua luta e para a sua vida. É justamente esse aflorar da voz da experiência educacional dos sujeitos que cumprem pena no cárcere que, a partir de nossa inserção por meio desse percurso alfabetizador, passamos a desvelar, em suas significações e possibilidades.
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    A inclusão e a educação democrática como factores nucleares da construção das boas escolas
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Marques, Maria Manuela; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    O presente artigo integra-se no âmbito do seminário Diversidade, Equidade e Inclusão. Pretende-se, de uma forma sintética, relacionar o conceito de boas escolas, construído a partir dos factores organizacionais básicos que o estruturam, com a inclusão e a educação democrática, sob a tese de que residem, nestes três factores, elementos substantivos de edificação das chamadas boas escolas. Ao relacionar estes conceitos, pretendemos salientar o papel de uma escola, vocacionada para o ensino de qualidade, que respeita a diversidade, a heterogeneidade e a formação integral das novas gerações. Uma escola que propicie a educação genuinamente democrática, que dê as mesmas oportunidades a todos e que não afaste ninguém, uma vez que todo o ser humano tem direito à educação. Se assim for, temos claramente uma alavanca poderosa para a consecução da equidade social. Salientamos ainda a importância do papel do professor na sala de aula, local por excelência de intervenção, onde devem ser, por conseguinte, criadas condições reais para que todos os alunos aprendam juntos.
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    Sinais dos tempos no espaço e no corpo ou a condição progressivamente fragmentária da Identidade
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Marta, Maria Clara Magalhães; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    A partir de uma perspectiva diacrónica, incontornavelmente inacabada, dada a profusão conceptual, ao longo dos tempos e face aos limites definidos para a presente reflexão, este escrito aborda questões ligadas às representações do espaço e do corpo, no âmbito da construção da identidade. Neste contexto, procurou-se aferir incidências, dinâmicas e evoluções no tratamento das categorias do espaço e do corpo, por forma a obter um entendimento clarificador nestes domínios, designadamente em relação a processos de reestruturação afectiva e intelectual da personalidade nos sujeitos da pós-modernidade, que lidam com um quotidiano cada vez mais disperso de referências.
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    O papel da escola no reforço da ética e valores relativamente à inclusão
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Nicolau, Paula Cristina Leitão; Silva, Maria Odete Emygdio da; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    Durante muito tempo as pessoas em situação de deficiência ou com necessidades especiais foram marcadas pela segregação e marginalização. Defendemos hoje a Educação Inclusiva, destinada a TODOS os alunos. Já não é o aluno que se adapta à Escola mas esta que deverá adaptar-se à diversidade da sua população. Apesar de características comuns, os alunos com perturbações do espectro do autismo têm particularidades e especificidades próprias, pelo que há que aceitar a diferença e gerir a diversidade através de estratégias de aprendizagem, adequação de métodos e de técnicas, de modo a permitir o sucesso educativo destes e de todos os alunos. Esta comunicação decorre da intervenção, fundamentada nos pressupostos e nos procedimentos da investigação-acção, que realizámos no âmbito da inclusão de um aluno com diagnóstico provável de síndroma de Asperger, que frequentava o 7º ano de escolaridade. Partimos do princípio que o desenvolvimento de actividades de cariz funcional com o aluno, realizadas no âmbito da unidade de ensino estrutrurado e da sua turma, de modo a que todos interagissem entre si, melhorava a autonomia pessoal e social de todos e, em particular, a sua. Neste sentido, planificámos cada uma das sessões, relativamente às quais procurámos fazer uma avaliação rigorosa, tendo em vista a sua reformulação, sempre que necessário. A avaliação que fazemos do processo e do produto permite-nos confirmar a importância da intervenção do professor perspectivada deste modo e da interacção como factor determinante para a aprendizagem.
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    O ensino da Matemática no Estado Novo – segundo ciclo liceal. Incursões pela imprensa da época (1947-1968)
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Ferreira, Maria Clara Correia; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    Neste artigo pretendemos apresentar as diversas visões surgidas na imprensa do Estado Novo, no período compreendido entre 1947 e 1968, sobre o ensino da Matemática no 2º ciclo do ensino liceal. Os percursos hermenêuticos foram efectuados por diversos jornais da época e por revistas pedagógicas, algumas delas já desaparecidas, tais como a Labor e Palestra. A Gazeta de Matemática, encontra-se em circulação na actualidade. Ao longo da pesquisa, fomos descobrindo que os argumentos actualmente utilizados no que se refere a críticas ao ensino da Matemática, e ao facto de os alunos não obterem boas notas nos exames, nem “saberem Matemática”, não são muito diferentes dos que eram usados há quarenta e cinquenta anos.
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    A educação no Portugal dos anos 60: uma análise do discurso ideológico dos parlamentares da ditadura na Assembleia Nacional (1961 - 1964)
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Aníbal, Graça; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    Neste trabalho procurámos utilizar como método de descodificação do texto a análise crítica do discurso, tendo subjacente a noção de que qualquer discurso é moldado por relações de poder e por ideologias. Considerámos como corpus de análise os discursos dos parlamentares portugueses sobre educação no período de 1961 a 1964, período em que se realizam dois debates no âmbito da educação: a proposta de lei do plano de construções para o ensino primário (em 1961) e o aviso prévio sobre educação nacional (em 1964). Num regime político de partido único como era então o português, os deputados eleitos pertenciam às listas desse partido partido único, pelo que os debates não constituiam momentos de confrontação de posições significativamente divergentes. Sendo o discurso um instrumento privilegiado de interacção social, procurámos analisar como a classe dominante, mesmo quando utiliza os aparelhos repressivos do Estado, recorre a estratégias de persuasão para criação do consenso como meio de legitimação do poder. Por outro lado o sistema escolar e mais concretamente a escola, na sua acepção mais ampla de instituição socializadora, foi (e é) naturalmente entendida como podendo ter um papel fomentador de ideologias de que a classe dominante procura benefíciar. Os textos do corpus que analisámos são, assim, entendidos como produto da acção elocutória de agentes sociais, operando com possibilidade de escolhas, de acordo com a sua natureza de actor ideológico, numa estrutura de poder e dominação. A análise não visa apenas descrever o corpus linguístico de um sistema abstracto, mas entender como as escolhas linguísticas correspondem às posições ideacionais assumidas pelos falantes em determinados contextos sociais, políticos e ideológicos, escolhas essas que são estratégias ideológicas reveladoras de uma representação do mundo e da percepção de si e do outro.
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    Minha filha aprende a falar: percurso de aquisição da linguagem de uma criança brasileira nos tempos atuais
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Dantas, Lucimar Almeida; Sousa, Óscar Conceição de; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    Neste trabalho, apresentamos os resultados de uma investigação realizada durante os anos de 2007 a 2009, cujo objetivo foi descrever o percurso de aquisição da língua portuguesa por uma criança brasileira. A pesquisa foi descritiva longitudinal, com abordagem qualitativa, utilizando o estudo de caso como estratégia. Os dados obtidos foram analisados de acordo com as seguintes áreas da linguagem: fonologia, morfologia, sintaxe, semântica e pragmática, e comparados com os dados fornecidos pelo referencial teórico disponível.
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    A escola e os professores na imprensa de opinião no Estado Novo em Portugal (1945-1961)
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) António, Ana Sofia Pereira de Amaral; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    Com este exercício escrito, procurou-se perceber se a escola e os professores constituem temas novos nos artigos de opinião e nos editoriais da época actual ou se, pelo contrário, já tinham suscitado interesse da imprensa periódica do Estado Novo, mais precisamente entre 1945 e 1961, em Portugal. Assim, foi realizado um levantamento de artigos publicados durante o período referido em sete periódicos portugueses: Comércio do Porto, Diário de Lisboa, Diário da Manhã, Jornal do Fundão, Novidades, República e O Século. Posteriormente, e com o objectivo de conhecer a informação escrita nesses textos, seleccionaram-se três dos sete jornais estudados. Verificou-se, deste modo, que a temática da Escola e dos professores já interessava os autores dos artigos de opinião e dos editorais do Estado Novo.
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    Revisitar o passado da língua portuguesa para melhor compreender o presente
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Ricardo, Maria Manuel Calvet; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    As questões que se podem colocar no século XXI, no momento em que, após muitos convénios e vicissitudes, nos preparamos para implementar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa aprovado em Lisboa em 1990, ratificado pela Assembleia da República e promulgado pelo Presidente da República em 2008, são de carácter histórico e político-económico. Através dos documentos e textos de referência ou literários que constituem o património da língua portuguesa compreenderemos melhor as tomadas de posição formais e informais sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
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    A função inalienável das Artes Visuais (a propósito de um Mestrado de Habilitação Profissional para a Docência)
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Duarte, José Bernardino; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    O ensino das artes visuais (e das outras artes…) tem sido remetido para um plano de secundaridade nas nossas escolas. Neste artigo se procura refletir sobre as potencialidades das artes em geral e, de um modo mais focalizado, das artes visuais numa outra possível integração no currículo escolar e descrevem-se exemplos de como obras de arte funcionam como referências fundamentais em situações complexas da vida. Conclui-se que, se a capacidade crítica de cada homem e mulher face à sua própria vivência e à múltipla informação envolvente é a condição sine qua non ao progresso material e social da humanidade, as artes visuais, em conexão com outras formas de conhecimento, têm uma função inalienável na procura de futuros alternativos.
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    O ensino liceal em Portugal no início do Estado Novo: Reflexões em torno do I Congresso Pedagógico do Ensino Secundário Oficial
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Mimoso, Anabela; Cavadas, Bento; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    Os primeiros anos do novo regime, beneficiando de um clima de uma certa indefinição política, ao contrário do que seria de esperar, significaram para os professores do ensino liceal a tão ansiada possibilidade de realização de um congresso (almejado desde 1913) e também a sua união em torno de uma associação. Assim, em 1926, apareceu a Federação das Associações dos Professores dos Liceus Portugueses. Depois de aprovados os respectivos estatutos, votou o I Congresso do Ensino Secundário Oficial que se realizou em Aveiro no ano seguinte, seguido de mais quatro até 1931. O I Congresso, bem como os seguintes, não se dedicou exclusivamente a problemas pedagógicos e científicos, mas serviu também para a reivindicação de direitos dos professores. No caso específico do Congresso de 1927, foram discutidos vários assuntos relacionados com a organização curricular e o papel dos liceus. Este trabalho apresenta os resultados da análise desse documento único que constitui as actas do I Congresso. Através do cruzamento com o estudo de outras fontes, como revistas pedagógicas e jornais da época, esse estudo permitiu aferir nesse período de transição social e política o status quo do ensino liceal e da profissão docente.
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    Vencer barreiras. O acesso dos cegos à escolarização
    (Edições Universitárias Lusófonas, 2010) Sanches, Isabel Rodrigues; Ruivo, Alda; Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração
    Pretende-se com este artigo fazer o retrato de uma época, no que à escolarização dos cegos diz respeito, através do testemunho de quem viveu e venceu as barreiras que o sistema educativo e a própria sociedade impunha. É uma aventura contada, na primeira pessoa, por quatro protagonistas que encontraram na sua deficiência visual a pedra de toque para uma vida cheia de desafios e de conquistas que os tornou únicos na sua família e na comunidade à qual pertencem. Todos são pessoas realizadas, em termos pessoais e profissionais, sem medo de enfrentar os seus colegas de profissão, os amigos e os menos amigos.