Mestrado em Psicologia Forense

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    Propriedades psicométricas da escala de mitos sobre a violência sexual contra homens : estrutura fatorial, fiabilidade e validade de construto na população portuguesa
    (2024) Carvalho, Raquel Morais de; Escola de Psicologia e Ciências da Vida; BRASÃO, NÉLIO DE JESUS FREITAS; Dall'Antonia da Motta, Carolina
    Este estudo teve como objetivo estudar as caraterísticas psicométricas da Escala de Mitos sobre a Violência Sexual (VS) contra Homens. Testou-se ainda validade de construto relativamente a variáveis externas, nomeadamente crenças sobre a violência sexual, sexismo, empatia e compaixão. Adicionalmente, investigou-se se os mitos sobre a VS contra homens variavam em função de variáveis sociodemográficas, da orientação sexual e do conhecimento prévio de vítimas de violência sexual. Participaram neste estudo 400 adultos/as da população geral, que responderam a um protocolo online construído na plataforma Qualtrics. A análise fatorial confirmatória apontou para uma solução unifatorial, com bons indicadores de ajustamento. Relativamente à validade de construto, foram encontradas associações positivas dos mitos sobre a VS contra homens com as crenças sobre a VS e o sexismo; e associações negativas com a empatia e a compaixão. Pessoas do sexo masculino, heterossexuais, mais velhas, com menos escolaridade, de nível socioeconómico baixo e sem conhecimento de casos de VS foram aquelas que endossaram mais mitos sobre a VS contra homens. A escala mostrou ser um instrumento fiável para avaliar mitos sobre a VS contra homens, podendo vir a ser utilizada como medida de resultado em estudos de eficácia de programas de prevenção da violência sexual. Palavras-chave: mitos sobre a violência sexual contra homens, população portuguesa, psicometria, validade de construto, violência sexual
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    Relação entre agressão, psicopatia e violência nas relações na intimidade : premeditação-psicopatia e VRI
    (2024) Pereira, Inês Maria Vicente; Escola de Psicologia e Ciências da Vida; CRUZ, ANA RITA PEREIRA DA; FIGUEIREDO, PATRICIA CRISTINA DA SILVA
    A Violência nas relações de intimidade é um problema devastador e prevalente em todo o mundo. Sabe-se que a psicopatia pode ser um fator de risco para a perpetração de atos de violência, mas menos consistente é a literatura quanto à violência nas relações de intimidade. Examinar e definir os fatores psicológicos que contribuem para a perpretação de violência, em específico, violência nas relações de intimidade, poderá ajudar a aumentar a compreensão das fontes que geram o comportamento violento. Desta forma, este estudo tem como objetivo perceber a relação entre a psicopatia, e a perpetração de VRI e como a premeditação pode afetar esta relação. Importa referir que a psicopatia é definida como uma perturbação da personalidade, constituindo-se um preditor significativo do comportamento antissocial. Um estudo transversal foi realizado com 342 participantes (n = 270 mulheres), com idades entre os 18 e os 73 anos. Para explorar as diferenças entre perpetradores e não perpetradores de VRI, foram utilizados teste t para amostras independentes para identificar as diferenças significativas. A partir dos resultados obtidos foram analisados efeitos de mediação. Os resultados obtidos através das análises preliminares demonstram que a psicopatia está associada à perpetração de VRI. Os resultados obtidos estão em linha com outros estudos que investigaram essa mesma ligação. Palavras-chave: agressão, violência nas relações de intimidade, psicopatia, premeditação
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    Relação entre impulsividade, psicopatia e criminalidade na idade adulta : um estudo empírico em amostras comunitárias
    (2024) Ferreira, Diogo Alexandre Duarte; Escola de Psicologia e Ciências da Vida; Cunha, Olga Cecília Soares da; CRUZ, ANA RITA PEREIRA DA
    O crime é uma problemática recorrente, proveniente desde os primórdios da Humanidade e que perdurou no tempo até a atualidade. Indivíduos que perpetram atos criminosos têm uma maior probabilidade de apresentar características impulsivas e psicopáticas. O objetivo do estudo atual, de caráter quantitativo e transversal, é analisar a relação existente entre a impulsividade, psicopatia e criminalidade, com foco na população comunitária. A amostra deste estudo é composta por 690 indivíduos, com idades compreendidas entre os 18 e os 73 anos. Para recolha dos dados foi utilizado um questionário demográfico, a Escala de Agressão Premeditada e Impulsiva (IPAS), a Escala de Autorrelato de Psicopatia - Versão Reduzida (SRP-SF), o Questionário de Autorrelato para Medir a Delinquência e o Crime (D-CRIM), e a Escala de Respostas Socialmente Desejáveis-5 (SDRS-5). Os resultados demonstraram que as facetas afetiva e interpessoal se correlacionam com a premeditação e que a relação entre a psicopatia e a criminalidade é moderada pela impulsividade e pela premeditação. Destaca-se a importância de expandir recursos no sentido da intervenção e prevenção como forma de mitigar e controlar atos criminais causados por aspetos como a impulsividade e a premeditação na comunidade, procurando salvaguardar estas populações. Palavras-chave: Impulsividade, psicopatia, criminalidade, agressividade
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    Eficácia da mindfulness based stress reduction na redução de sintomas de PTSD em vítimas de violência nas relações de intimidade : uma revisão sistemática da literatura
    (2024) Canas, Cristiana Nogueira; Escola de Psicologia e Ciências da Vida; Dall'Antonia da Motta, Carolina; CAMILO, CLÁUDIA SOFIA DINIS
    A presente revisão sistemática da literatura pretende sistematizar os estudos sobre a eficácia da Redução de Stress Baseada em Mindfulness (MBSR) nos sintomas de PTSD em vítimas de violência nas relações de intimidade. Foram abrangidos estudos empíricos que incluíam um grupo de intervenção e um grupo de controlo com o objetivo de observar o efeito da terapia. Foram excluídos estudos nos quais os resultados de interesse não foram medidos e projetos de estudos onde os resultados para o desfecho de interesse da pesquisa não foram relatados. Foi utilizada a base de dados b-on para identificar os estudos que se adequavam ao objetivo desta revisão sistemática. Desta pesquisa resultaram a seleção de quatro artigos que utilizaram diferentes desenhos de estudo, incluindo ensaios clínicos randomizados e métodos mistos com o intuito de perceber a eficácia da MBSR nos sintomas de PTSD desta população. Estes estudos apresentaram uma população mista, tendo a maioria sido do sexo feminino. Na generalidade, os estudos demonstraram uma melhor eficácia nos grupos expostos a intervenção MBSR em comparação com os grupos de controlo. Os estudos sugerem que a MBSR pode ser uma intervenção valiosa para a redução dos sintomas de PTSD. A consistência nas descobertas é promissora, e a relevância clínica das melhorias observadas é um ponto forte
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    O impacto da vinculação na violência bidirecional
    (2024) Lopes, Judite Maria Leal Estrada; Escola de Psicologia e Ciências da Vida; Machado, Andreia Patrícia Guimarães; Dall'Antonia da Motta, Carolina
    A violência nas relações de intimidade é um problema atual que afeta a sociedade. As investigações têm vindo a abordar a violência nas relações de intimidade como um fenómeno bidirecional, podendo a vinculação ter influência na mesma. Este estudo teve como principal objetivo perceber de que forma o tipo de vinculação influenciará a violência bidirecional numa relação de intimidade; avaliar se existe associação entre os estilos de vinculação ansioso e evitante com a violência bidirecional; avaliar se existem diferenças ao nível do género nos estilos de vinculação ansioso e evitante na violência bidirecional e avaliar se existem diferenças significativas entre as tipologias de violência quanto à vinculação. Foi aplicado um questionário sociodemográfico, a Escala Tática de Conflitos Revista e o Experiences in Close Relationships. Os resultados demonstram uma correlação negativa muito fraca significativa entre a violência bidirecional e a vinculação ansiosa e uma correlação negativa muito fraca não significativa entre a violência bidirecional e a vinculação evitante; verifica-se que o sexo feminino apresentou um nível superior de vinculação evitante; existem diferenças significativas na vinculação ansiosa nos grupos sem violência e violência bidirecional e nos grupos violência bidirecional e unidirecional. Implicações para a prática e conclusões foram abordadas.
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    Violência bidirecional : preditores sociodemográficos
    (2024) Lixa, Ana Catarina Sequeira; Escola de Psicologia e Ciências da Vida; Machado, Andreia Patrícia Guimarães; Dall'Antonia da Motta, Carolina
    A violência bidirecional é atualmente a forma mais prevalente de violência nas relações de intimidade. Diversos estudos que se focam na violência bidirecional salientam a importância de aprofundar o conhecimento quanto aos seus preditores. Assim, é importante explorar os fatores de risco e possíveis preditores sociodemográficos e clínicos, nomeadamente: género, orientação sexual, idade, nacionalidade, estado civil, estar numa relação de intimidade, habilitações académicas, situação profissional, nível socioeconómico, parentalidade, região de habitação, problemas com consumos e problemas de saúde mental. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi perceber a prevalência da violência bidirecional numa amostra de 580 participantes e explorar os seus preditores. A metodologia da investigação assentou num desenho quantitativo transversal, aplicado numa amostra comunitária recolhida online. Os instrumentos utilizados foram um questionário sociodemográfico e a Escala Tática de Conflitos Revista. Os resultados evidenciam que a violência bidirecional é a tipologia de violência mais prevalente na amostra e o estar numa relação demonstrou ser preditor de violência bidirecional. Nenhum outro preditor sociodemográfico mostrou-se significativo na predição da violência bidirecional. Este estudo permitiu aprofundar o conhecimento acerca da complexidade do fenómeno, promovendo uma maior visibilidade e uma reflexão em torno das implicações práticas. Considerações sobre estudos futuros foram contempladas. Palavras-chave: Violência nas Relações de Intimidade, Violência Bidirecional; Preditores sociodemográficos; Fatores de risco; Prevalência