__ISS - Dissertações de Mestrado

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    O perfil do Assistente Social enquanto técnico gestor de processo de habitação social : um agente na promoção
    (2023) Gabriel, Tânia Margarida Pereira; Gameiro, Fátima, orient.
    O Assistente Social (AS), apesar do avanço teórico sobre Serviço Social (SS), ainda não tem lugar na definição, execução e avaliação das políticas sociais. Esta investigação tem como objetivos caraterizar o papel do AS na área de habitação social e definir o perfil (saberes saber, saberes-fazer e os saberes-agir/ser) do AS, como técnico gestor de processo de habitação social. O método Delphi foi aplicado, em duas fases, a uma amostra de 21 especialistas. Como resultados, verifica-se que o AS, como gestor de processo de habitação social, se revê no modelo de gestor de caso, intervindo com uma abordagem colaborativa e são validadas 12 competências dos saberes-saber, 26 dos saberes-fazer e 16 dos saberes agir/ser, que sintetiza num perfil profissional de 53 competências profissionais. Apesar da evidência numérica dos saberes-fazer, os saberes-agir/ser têm maior relevância junto dos especialistas. Conclui-se que se contribuiu para a afirmação do AS, enquanto profissão, em particular na área da habitação, como profissional de relevo na defesa de um direito constitucional e para a discussão quanto à participação do AS na conceção, implementação e avaliação de políticas sociais. Palavras-chave: Assistente Social; Perfil de Competências; Habitação Social.
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    Papel dos centros de dia na promoção do envelhecimento ativo
    (2023) Ferrador, Diana Alves Portugal; Garcia, Ana Paula, orient.
    O envelhecimento faz parte integrante do processo natural da vida, fazendo dos idosos uma população muito presente na nossa sociedade. Apesar de representarem uma grande fatia da população, a sua contribuição para a mesma é pouco significativa, pelo que foi, necessário a criação de respostas sociais que permitissem que a população idosa se tornasse mais autónoma e mantivesse a sua rotina, sem ser um peso para a sociedade. Esta dissertação teve como intuito perceber principalmente como os Centros de Dia conseguem proporcionar um envelhecimento ativo e o efeito da pandemia Covid-19. Tendo como suporte toda uma pesquisa documental sobre o tema do envelhecimento ativo, o qual envolve a população idosa, optando por se focar especialmente na resposta social de Centro de Dia. Este trabalho tem como objetivos compreender toda a envolvente do Envelhecimento Ativo; conhecer/compreender a dinâmica dos Centros de Dia; compreender a intervenção social com a pessoa idosa e por último compreender a influência da pandemia Covid-19 na promoção do Envelhecimento Ativo. Em termos metodológicos seguiu-se uma metodologia qualitativa, tendo-se optado pela realização de entrevistas semiestruturadas realizadas a profissionais da área social e utente de Centro de Dia. Foi também utilizado pesquisa bibliográfica para todo o enquadramento teórico e foi efetuada análise de conteúdo temática para o tratamento dos dados recolhidos para o desenvolvimento desta dissertação Foi possível observar que a resposta social de Centro de Dia tem um grande impacto positivo nos idosos, pois permite que os mesmos se mantenham autónomos, tendo sempre em conta o seu bem-estar e necessidades, sendo os profissionais da área social os principais contribuidores para que isso aconteça. Sendo significativo perceber o impacto que o Covid-19 teve tanto na vida dos idosos, como destes profissionais. A contribuição do presente trabalho, foi desenvolver um tema de grande impacto e significância na sociedade atual, com o intuito de desmistificar preconceitos que existam sobre a população idosa, demonstrando que os idosos são sujeitos de direitos capazes de tomarem as suas próprias decisões e contribuírem para a sociedade atual. Demonstrando também que a criação e o continuo melhoramento da resposta social de Centro de Dia teve um grande impacto não só na vida dos utentes inscritos na mesma como para os técnicos da área social que realizam a sua intervenção com os idosos, entre si e com o meio envolvente dos utentes.
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    A intervenção no luto em unidades de cuidados paliativos
    (2023) Silva, Inês Garlito e; Ferreira, Ana Paula, orient.
    A perda de alguém significante pode influenciar a dinâmica de uma família, uma vez que o contexto familiar é modificado e os seus membros vêm-se obrigados a reorganizar-se e a redefinir papéis. Um funcionamento familiar saudável, onde a comunicação e a expressão de sentimentos prevalecem, bem como a coesão entre os membros familiares, pode contribuir para um processo de ajustamento adaptativo à situação de perda. A presente dissertação de mestrado tem como finalidade abordar, compreender e caracterizar a intervenção realizada no contexto das Unidades de Cuidados Paliativos em Portugal. Tendo por base uma metodologia qualitativa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a dez Assistentes Sociais que desenvolvem o seu trabalho em Unidades de Cuidados Paliativos, procurando, através desta, analisar e refletir acerca da intervenção do Serviço Social em Unidades de Cuidados Paliativos, nomeadamente no contexto das equipas multidisciplinares. Os resultados demonstram a importância da intervenção do Assistente Social nas Unidades de Cuidados Paliativos, quer no acompanhamento aos doentes como às suas famílias, funcionando como mediador entre a restante equipa técnica e o doente/família. O profissional de Serviço Social deve ser dotado de diversas competências, nomeadamente: escuta ativa, empatia, compreensão e comunicação eficaz. Ao trabalhar em contexto de Unidades de Cuidados Paliativos, tem como principais funções orientar, auxiliar, acompanhar e compreender a visão do doente e da sua família. No entanto, constata-se que o desafio mais identificado pelas participantes foi referente à dificuldade em lidar com a saúde mental e com a sobrecarga diária que ao trabalhar em contexto de Unidades de Cuidados Paliativos, naturalmente, exige. Esta investigação contribuiu para que haja mais conhecimento e reflexão, no que diz respeito às práticas profissionais destes técnicos, que acabam por ser esquecidos diversas vezes quando falamos na área da saúde, visto que cada vez mais estes representam e exercem um papel crucial no que compete ao trabalho com o doente e com a família.
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    Panorama da estratégia nacional para as pessoas de sem-abrigo : um novo olhar sobre as pessoas em situação de sem-abrigo
    (2023) Perú, Jéssica Verónica Cruz Martel; Bracons, Hélia, orient.
    A presente dissertação aborda a problemática das pessoas em situação de sem-abrigo e a Estratégia Nacional para as pessoas em situação de sem-abrigo. A Estratégia Nacional para integração de pessoas em situação sem-abrigo foi implementada e apresentada, publicamente, a 14 de março de 2009, visando a elaboração de respostas para que ninguém tivesse de permanecer na rua por ausência de alternativas, bem como monitorizar o fenómeno. A metodologia utilizada nesta investigação baseou-se numa abordagem qualitativa. A investigação pretende, através dos discursos de 16 profissionais que intervêm junto da população de rua e de quem tem muito conhecimento sobre ENIPSSA, compreender se a Estratégia Nacional tem sido eficaz e eficiente na reposta às necessidades das pessoas em situação de sem-abrigo e atenuado o fenómeno. Os principais resultados permitem constatar que a Estratégia Nacional para as pessoas em situação de sem-abrigo tem sido importante para um melhor entendimento da problemática. A ENIPSSA elaborou um novo conceito a nível nacional, que promoveu a inclusão das pessoas em situação de sem-abrigo. A implementação e o alargamento dos NPISAS e o aparecimento de uma ajuda especializada no âmbito da intervenção, o gestor de caso. Estratégia Nacional para as pessoas em situação de sem-abrigo necessita ajustar várias questões: existir linhas de financiamento no âmbito da ENIPSSA; mais respostas de alojamento; respostas de alojamento com mais durabilidade; mais respostas de Housing First, respostas ajustadas a cada indivíduo; mais acompanhamento técnico nos modelos Housing First e apartamentos partilhados; mais respostas de emergência; existir mais recursos humanos; assegurar o acesso aos cuidados na saúde mental; mais apoio dos municípios na ENIPSSA; uniformização do novo conceito; participação das pessoas em situação de rua na ENIPSSA; respostas menos burocráticas e promover a sensibilização da comunidade sobre as pessoas em situação de sem-abrigo.
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    Competências dos assistentes sociais na intervenção com pessoas com deficiência vítimas de violência doméstica
    (2023) Pereira, Ana Catarina Baptista; Gameiro, Fátima, orient.
    A violência doméstica praticada contra a pessoa com deficiência ou incapacidade é um fenómeno social de grande complexidade que não pode ser tratado de forma superficial, seja por parte daqueles que intervêm tecnicamente, seja por parte das vítimas e agressores, pois trata-se da vida real de muitos indivíduos. Este estudo tem como objetivo conhecer a perceção dos assistentes sociais relativamente às competências necessárias para a intervenção com indivíduos com deficiência. O método utilizado para traçar o perfil do assistente social que desenvolve atividade na área da deficiência foi o de Delphi, sustentado no modelo de competências de Le Boterf (os saberes; os saberes-fazer e os saberes ser/agir). A amostra é composta por 25 especialistas da área do serviço social que trabalham diretamente com pessoas com deficiência. Como resultados, verificou-se que os técnicos especialistas identificam 94 competências necessárias para a intervenção com indivíduos com deficiência vítimas de violência doméstica, 24 relativas aos saberes (sete teóricos, quatro do meio e 13 procedimentais), 36 competências respeitantes aos saberes-fazer (15 formalizados, sete empíricos, 10 relacionais e quatro cognitivos) e 34 competências relativas aos saberes ser/agir (12 aptidões e/ou qualidades, 10 recursos fisiológicos e 10 recursos emocionais). O maior número de competências elencadas foram relativas aos saberes-fazer, depois os saberes ser/agir e por fim os saberes. Relativamente à significância atribuída, em primeiro lugar surgem os saberes-fazer (mais os saberes relacionais, depois os cognitivos, formalizados e empíricos respetivamente), depois os saberes (os saberes do meio e depois os teóricos e os procedimentais respetivamente) e por último os saberes-ser (aptidões e/ou qualidades, depois recursos fisiológicos e recursos emocionais, respetivamente). Como conclusão, foi possível estabelecer um perfil de 94 competências necessárias para a intervenção com indivíduos com deficiência vítimas de violência doméstica, sendo, de acordo com a perspetiva dos técnicos especialistas, as mais significativas os saberes do meio, os saberes relacionais e as aptidões e/ou qualidades.
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    Pandemia Covid-19 nos idosos inserios em ERPI : perceção dos técnicos
    (2023) Oliveiros, Marta dos Santos; Gameiro, Fátima, orient.
    O aumento do envelhecimento demográfico tem demonstrado as fragilidades existentes no domínio das políticas sociais. A institucionalização do idoso surge frequentemente como indispensável e necessária por diversas razões, nomeadamente quando deixam de existir condições de permanência na sua habitação devido a perdas funcionais a nível físico, cognitivo e/ou relacional. A pandemia COVID-19 veio trazer alterações na sociedade, nomeadamente, necessidade de implementação de medidas para evitar a propagação da doença. Com o objetivo de compreender a perceção dos técnicos em relação ao impacto da pandemia COVID-19 nos idosos inseridos em ERPI, foram entrevistados 15 técnicos de ERPI’s de diferentes tipologias – IPSS, com fins lucrativos e Santa Casa da Misericórdia. Foi utilizada uma metodologia qualitativa recorrendo a entrevistas estruturadas. Como resultados, segundo os técnicos, as principais rotinas utilizadas foram a divisão dos idosos por alas/pisos, o condicionamento das visitas/saídas, o foco nas atividades individuais e a promoção do distanciamento social. As principais influências relatadas na vida dos idosos foram sentimentos de solidão, de isolamento e de estranheza, desorientação, conflitos entre utentes e declínio cognitivo e físico. Para estimular a funcionalidade individual foram dinamizadas atividades individuais de estimulação física e cognitiva e maior dinamismo da fisioterapia, psicomotricidade e da animação sociocultural e para a funcionalidade relacional houve um investimento nas novas tecnologias. As medidas adotadas focaram-se na separação dos espaços físicos, distribuição de atividades individuais, testagem em massa, aquisição/reforço dos EPI’s e no apoio das equipas exteriores. Como estratégias de combate à COVID-19 elencaram o aumento de analgésicos. O maior desafio identificado foi a gestão (de emoções, de recursos humanos e do espaço físico da estrutura) e as maiores oportunidades, o aumento de comunicação com a família, de acompanhamento e monitorização dos utentes e a utilização das tecnologias. Como conclusão, observou-se semelhanças entre as medidas adotadas pelas três estruturas, uma vez que todas se guiaram pelas orientações da DGS. As diferenças assentam na iniciação de Snoezelen na IPSS, as escalas para saídas dos quartos na Santa Casa da Misericórdia, e as visitas através de acrílico na ERPI com fins lucrativos.
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    Perceção do impacto da violência doméstica na gravidez e/ou pós-parto : estudo de caso
    (2023) Samarro, Maria Beatriz Lopes Pernes; Marques, Jacqueline, orient.
    A presente dissertação analisa e reflete sobre a temática da Violência Doméstica, onde se pretende entender o percurso de vida das mulheres vítimas de violência doméstica e compreender a perceção das mulheres sobre a Violência Doméstica e suas consequências, antes e durante a gravidez e no pós-parto. Este é um estudo exploratório, tratando-se de uma pesquisa qualitativa, utilizando a metodologia do estudo de caso. Para a recolha da informação utilizou-se a Entrevista Biográfica e a Entrevista Semiestruturada. A partir da entrevista biográfica construímos a história de vida das mulheres e posteriormente o biograma de cada uma delas. Numa segunda fase, a entrevista e a sua posterior análise de conteúdo permitiram concretizar os restantes objetivos. Foram criadas cinco dimensões que pretendiam responder aos objetivos. As participantes são mulheres vítimas de violência nas relações de intimidade com filhos. Os principais resultados: no percurso de vida das vítimas de violência doméstica constatou-se que com a violência doméstica as mulheres experienciaram acontecimentos negativos sucessivos e sentimentos negativos associados aos mesmo, após o fim da relação foi possível verificar que as mesmas identificavam acontecimentos e sentimentos positivos na sua vida; durante a gravidez foi possível verificar o aumento das situações de violência; durante a gravidez e depois de serem mães a perceção sobre a violência doméstica foi alterada, verificando que o principal fator para esta mudança foi a maternidade devido à preocupação constante em proteger os filhos para que estes futuramente não tenham sequelas da violência; referente às consequências da violência doméstica, foram a perda da autoestima, confiança, autonomia, dificuldades em fazerem novos amigos, dependência económica e financeira; as crianças ficam com problemas psicológicos, mau comportamento, carentes, inseguras, desconfiadas, maus resultados escolares e a perda da relação entre pais/filhos.
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    O percurso de jovens para a autonomização
    (2022) Baptista, Rute Candeias; Marques, Jacqueline, orient.
    O presente estudo aborda o processo de autonomização de jovens em situação de perigo inseridas na resposta social de acolhimento residencial e apartamento de autonomização da Associação de Proteção à Rapariga e à Família (AIPAR). Com o estudo pretendeu-se conhecer a perceção das jovens em relação ao seu processo de autonomização das jovens. Tratou-se de um estudo descritivo de natureza mista. A recolha de dados foi laborada a partir de inquérito por questionário a nove jovens, do género feminino, que se encontram acolhidos na AIPAR. Os principais resultados obtidos na presente investigação permitiram concluir que a maioria das jovens se encontrava com expetativas para o momento da saída da instituição, no entanto, com a consciência de que as ajudas exteriores vão ser um apoio para o futuro. A participação na elaboração do seu projeto de autonomização foi referida pela maioria das jovens. A maioria tem como ambição ter um trabalho, continuar a estudar, ter uma família e, por fim, ter uma casa. As jovens consideram que desenvolveram um conjunto de competências que as capacita para a sua saída da instituição e autonomização, nomeadamente para as diferentes realidades diárias, para o mercado de trabalho e para o desenvolvimento da resiliência e da capacidade de lidar com os obstáculos, contratempos e sucessos após a saída da instituição.
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    Liderar em tempo de mudança : estudo de caso : o impacto pandémico na residência sénior avós arco-íris
    (2023) Santos, Maria Teresa Leirôa Gomes; Reis, Filipa Lopes dos, orient.
    O mundo sofre o impacto da pandemia Covid-19, marcando a sociedade com mudanças vertiginosas. As instituições restruturaram de forma urgente o seu funcionamento, onde a mudança e o impacto da pandemia levaram a consequências de desgaste e stress da equipa multidisciplinar no seu quotidiano. Esta investigação debruça-se sobre o estilo de liderança em torno do papel da Direção Técnica da ERPI e a respetiva dinâmica entre os elementos fundamentais de liderança: o grupo, a influência, a situação, a motivação e os objetivos, na conquista de resultados e superação das dificuldades ao longo da pandemia. O tema “Liderar em tempo de mudança - Estudo de Caso: o impacto pandémico na Residência Sénior Avós Arco-Íris” resulta da necessidade de avaliar a liderança e gestão do trabalho numa Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI). Para tal, serão avaliados os dados empíricos obtidos na investigação, através de uma análise mista. A amostra do estudo é igual ao universo, considerando nesta amostra os 16 elementos da equipa multidisciplinar de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 25 anos e os 62 anos, representada pela diretora técnica (DT), pela assistente social, pelo médico, pelo enfermeiro, pela encarregada geral, pela coordenadora geral, pela animadora sociocultural e por 9 ajudantes de acção direta (AAD’s). A liderança é um fator importante para o funcionamento de uma equipa, sendo imprescindível a envolvência emocional e estabelecimento de relações interpessoais entre o líder e os colaboradores, facilitando a gestão do trabalho e o bem-estar geral da Instituição. Analisando os resultados da investigação adquiridos na entrevista semi-estruturada à equipa multidisciplinar e aos residentes, assim como no questionário realizado às ajudantes de ação direta, onde foi feita a análise da liderança, satisfação, motivação e desgaste da equipa profissional da ERPI, assim como a opinião dos utentes, sobre a Covid-19 e o que trouxe de novo à residência. Considera-se que, apesar do cansaço e das adversidades vividas, existe uma liderança positiva com união do grupo multidisciplinar, e um objetivo comum, o bem-estar do idoso.
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    Gestão de serviços SAD : riscos e prevenção dos cuidadores formais de idosos
    (2022) Rodrigues, Otília Maria André; Garcia, Ana Paula, orient.
    O Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) é uma das respostas sociais que mais cresce em Portugal, os cuidadores formais têm-se destacado no apoio e cuidado aos mais velhos, este tipo de serviço veio permitir que os idosos permaneçam na sua habitação e integrados na comunidade local, onde podem beneficiar de cuidados de saúde especializados. Sendo declarado no dia 11 de Março de 2020, pela Organização Mundial de Saúde, um problema de saúde pública o coronavírus, identificado como a COVID 19, veio expor as fragilidades já existentes do apoio domiciliário, colocando os cuidadores em situação de risco crítico e consequentemente os idosos ou quem necessite desse apoio. Os Agentes de Geriatria, os também chamados Ajudantes Domiciliarias, inseridos no campo dos cuidadores formais, expostos à COVID19, e devido ser um assunto bastante relevante, foi o tema escolhido para esta investigação. Este tipo, de cuidadores fazem parte de um grupo essencial nos nossos dias, devido ao envelhecimento crescente da população, porém os mesmos estão expostos a um vasto número de riscos laborais, onde se podem referir os fatores físicos, biológicos, ergonómicos e psicossociais, os quais originam subcarga de trabalho, doenças profissionais e acidentes. Mediante o exposto, achou-se pertinente um estudo relacionado com o tema escolhido pela mestranda, identificando os riscos e as ações preventivas, por parte dos Coordenadores de SAD, no sentido de minimizá-los, uma vez que a sua ocorrência gera transtornos pessoais, familiares e sociais, assim como prejuízos não só para os indivíduos, como para as organizações e para o estado. Pretendeu-se assim investigar, quais os desafios da Gestão e a problemática sentida pelas agentes de geriatria no exercício das suas funções, como cuidadoras formais, no Apoio Domiciliário, descrever e perceber como evoluíram os riscos dos Ajudantes Domiciliárias, Cuidadores Formais em tempo de Pandemia, de forma a construir um instrumento exploratório de análise que possa constituir-se como um instrumento de gestão nas organizações públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos. Foram realizadas 15 Ajudantes Domiciliarias/Ajudantes de Geriatria e Apoio à Comunidade (AGAC), 2 coordenadores de SAD e para finalizar fez-se uma breve entrevista ao médico da medicina do trabalho da instituição, a fim de perceber melhor os riscos laborais. Conclui-se que as dificuldades foram agravadas pela falta de recursos disponíveis e também pela modalidade de teletrabalho, nas áreas de intervenção. Apesar de todas as dificuldades, e da subcarga das equipas, foi demostrada capacidade de adaptação ao novo evento, sendo introduzido a intervenção através dos meios de comunicação à distância, entre os coordenadores, os ajudantes familiares e familiares dos idosos.
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    As perceções sobre o ensino profissional
    (2023) Silva, Leonor Cardoso da; Marques, Jacqueline, orient.
    Em Portugal, assistiu-se no ano letivo 2004/2005 a uma reestruturação do ensino profissional. Este estudo tem como objetivo perceber as perceções dos alunos e dos docentes relativamente ao ensino profissional. Para o efeito, elaborou-se um estudo descritivo de natureza mista. Os dados foram recolhidos através do inquérito por questionários aos alunos do ensino profissional e CEF e a entrevista a docentes do mesmo tipo de ensino. Foram inquiridos um total de 56 alunos, 44 do ensino profissional do 10º,11º e 12º ano e os restantes 12 do ensino CEF do 7º,8º e 9º ano, no que se refere as entrevistas estas foram aplicadas a dois docentes do ensino profissional e a dois do ensino CEF. Concluiu-se que os alunos de ambos os tipo de ensino profissional, assim como os docentes entrevistados possuem uma visão e opinião positiva em relação ao ensino profissional. Os alunos inquiridos, na sua maioria, sentem-se realizados com o curso que frequentam e pretendem após o seu términus ingressar o mercado de trabalho. Destaca-se o facto de este tipo de ensino permitir a muitos jovens finalizar os seus estudos, aumentando, assim, a sua qualificação e capacidade de integrar o mercado de trabalho.
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    Competências dos técnicos nas equipas de adoção
    (2023) Reis, Rita Almodôvar dos; Ferreira, Paula Isabel Marques, orient.
    Os técnicos que desempenham as suas funções em equipas de adoção, devem seguir boas práticas profissionais, sendo estas fulcrais aos mesmos. Da pesquisa realizada constatou se que, não há muita informação acerca das competências que os técnicos das equipas de adoção devem deter na sua prática profissional. Este estudo pretende conhecer o perfil de competências dos técnicos que desempenham o seu exercício profissional em equipas de adoção, de acordo com as categorias do modelo teórico de Le Boterf (2003). A amostra da investigação é composta por 19 técnicos de diversas áreas de formação que desempenham o seu exercício profissional nas equipas de adoção, em Portugal. Para definir o perfil de competências essenciais destes profissionais nas equipas de adoção, recorreu-se a uma metodologia do tipo misto ou quali-quantitativa, optando por usar o método de Delphi, em duas fases, tendo os dados sido recolhidos através de inquéritos por questionário. Na 1ª fase do estudo, verificou-se que os técnicos demonstram estar em concordância no que se refere aos três tipos de competências (os saberes, os saberes-fazer e os saberes ser/agir). Após a análise dos resultados da 2ª fase, pode-se averiguar uma ligeira diferença entre as categorias. Os resultados apontam no sentido de uma maior valorização das competências relativas ao saber-ser, embora se reconheça ainda a importância de outras competências (saber e saber-fazer) na intervenção nas equipas de adoção. De igual modo, verificou-se que, na análise comparativa entre as competências referidas pelos técnicos e as normativas legais e manuais/ relatórios dos Organismos da Segurança Social, apenas uma minoria das competências identificadas pelos técnicos se encontram expressas nos normativos regulamentares. Conclui-se a necessidade de integrar estas competências nos normativos regulamentares, por forma a traduzir as competências presentes na intervenção.
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    Envelhecer sem ter medo de viver : as competências profissionais na intervenção social junto dos/as idosos/as vítimas de violência doméstica
    (2022) Lopes, Verónica Sofia de Lemos; Ferreira, Paula Isabel Marques, orient.
    A violência doméstica contra a pessoa idosa manifesta-se como um grande problema social, sendo que esta não escolhe género, orientação sexual, etnia, estatuto socioeconómico e/ou religião, revelando um impacto biopsicossocial nas vítimas idosas. Esta problemática é, nos dias de hoje, uma das grandes preocupações na sociedade portuguesa uma vez que o número de vítimas acresce a cada dia. Neste âmbito, o presente trabalho de investigação reflete sobre a temática das competências profissionais na intervenção social junto dos/as idosos/as vítimas de violência doméstica, tendo como principais objetivos: 1) Conhecer a perceção dos profissionais relativamente à problemática da violência doméstica contra a pessoa idosa, e 2) conhecer o tipo de competências que são necessárias para intervir nesta problemática. A metodologia utilizada nesta investigação baseia-se numa abordagem qualitativa, onde foram realizadas entrevistas a vinte profissionais de diferentes áreas, com experiência de intervenção nesta problemática. Os principais resultados permitem constatar a existência de diversas formas de violência exercidas sobre a pessoa idosa e os desafios que estas colocam à segurança da pessoa idosa que é vítima deste crime, bem como a necessidade de uma intervenção especializada neste domínio. Quanto às competências para intervir nesta problemática, os resultados permitem constar que estes possuem uma grande importância no desempenho das funções dos profissionais, com destaque para a atenção/observação, escuta ativa e conhecimento/formação. Relativamente às competências consideradas necessárias integrar na intervenção são destacadas o tempo/disponibilidade, compreensão, respeito e confiança.
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    Bullying racial nas escolas: a importância de implementação de práticas sociais como forma da prevenção no combate ao bullying
    (2023) Lima, Juceila Maria Rodrigues; Bracons, Hélia, orient.
    A presente dissertação procurou explorar a problemática do bullying racial nas escolas entre os pares. Pretende-se contribuir para uma tomada de consciência coletiva desta problemática e propor soluções que só se tornarão realidade, se formos capazes de transmitir às crianças e adolescentes, o respeito e a tolerância para com os outros. As estatísticas revelam um aumento dos casos do bullying em Portugal. À problemática consiste em identificar os fatores que podem facilitar a ocorrência de comportamentos racistas, em casos afirmativos deve-se ter conhecimento dos intervenientes pretendendo solucionar o problema e sobretudo, apoiar as crianças e adolescentes que são vítimas deste tipo de situações. Neste campo, não será demais lembrar que apenas a educação pode mudar valores, contribuindo para a valorização da diversidade e para a construção de respeito recíproco entre os alunos. Tendo em conta a problemática acima referida, e como forma de orientar a investigação realizada, recorreu-se a um objetivo, saber qual a implicação que o bullying racial tem no percurso escolar e no desenvolvimento dos alunos. Trata-se de um estudo transversal e a amostra é composta por 54 alunos de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 8 aos 14 anos de idade, que frequentam o primeiro, segundo e terceiro ciclo, e foi realizado, na Associação de Academia do Jonhson, onde foi constatado que, uma grande maioria dos alunos é de etnia africana e afrodescendente. O trabalho desenvolveu-se através de uma metodologia mista “quantitativa e qualitativa” e os instrumentos de recolha de dados foram recolhidos através de um questionário aplicado aos alunos e à aplicação de entrevistas semi-estruturadas a um grupo restrito de funcionários, analisando os dados através da análise do conteúdo. Para uma maior compreensão da temática recorreu-se a uma revisão da literatura em trabalhos científicos, artigos especializados, pesquisas académicas realizadas na Internet, analisou-se estudos que privilegiaram a reflexão sobre o impacto do bullying racial nos alunos em contexto escolar. A violência é um comportamento anti-social, cujas repercussões têm aumentado, sobretudo nas comunidades mais jovens e entre pares, manifestando-se através de comportamentos desajustados, com a pretensão de magoar, maltratar, humilhar ou causar dano a alguém física ou psicologicamente. Palavras-chave: Bullying Racial; Escola; Serviço Social; Práticas Sociais
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    A divulgação dos femicídios em contextos de relação de intimidade nos meios de comunicação social
    (2023) Santiago, Kele Regina Novato; Ramalho, Nélson, orient.
    A prática do femicídio não se restringe às esferas das relações familiares ou de intimidade, contudo são nas relações de intimidade onde este crime é mais recorrente. A violência é cometida sobretudo por homens contra as mulheres, com quem as vítimas mantiveram algum tipo de relacionamento atual ou passado. Na tentativa de conhecer de que forma os femicídios em contexto de relaçoes de intimidade são divulgados nos jornais diários em Portugal, procurou-se realizar uma caracterização geral das vítimas e homicidas e da prática do crime, observar se as peças jornalísticas fomentam a culpabilização das vítimas em detrimento da desresponsabilização dos homicidas, e verificar se os jornais cumprem com as recomendações nacionais da divulgação de notícias referente à violência doméstica. Para tal, aplicou-se a metodologia qualitativa, fazendo uso pesquisa documental e análise de conteúdo de 20 peças jornalísticas de dois jornais de grande dimensão nacional jornalísticas, 11 do Correio da Manhã e 9 do Jornal de Notícias, respeitante a 13 vítimas assassinadas no ano 2021. Como resultado, assim verificou-se que as peças jornalísticas tendiam a justificar a prática do crime com argumentos ligados à sintomatologia depressiva e a traços de personalidades obsessivas dos homicidas. O crime era representado como sendo um “crime passional”, advindos de uma ação “impulsiva” e “inesperada” do homicida, desculpando o homicida e criando uma culpabilização em torno das vítimas, apresentando-as como “permissivas” e “negligentes” no processo de violência. Estes resultados permitiram identificar a existência de discursos incoerentes e desajustados em torno da violência doméstica, remetendo a conflitualidade conjugal para a esfera doméstica, podendo, por conseguinte, levar as pessoas leitoras a um posicionamento distorcido e enviesado face ao fenómeno.
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    A prática de judo em crianças e jovens em acolhimento residencial
    (2022) Jorge, Rogério Paulo Santos; Gameiro, Fátima, orient.
    As artes marciais tornaram-se uma atividade popular para os jovens pelo mundo inteiro e mais recentemente têm havido esforços para introduzir este desporto em contextos educacionais e de reabilitação. Esta dissertação é um estudo longitudinal, com início e três meses depois da integração no projeto D’AR-TE, que teve como objetivos avaliar a relação entre prática de judo, atitudes empáticas e comportamentos agressivos nas crianças e jovens em acolhimento residencial e conhecer a perceção das crianças e jovens relativamente à prática de judo, as suas repercussões ao nível das atitudes empáticas e dos comportamentos agressivos. A amostra foi constituída por 4 crianças e 10 jovens do sexo masculino, que integram duas respostas residenciais de uma Casa de Acolhimento. Para a execução dos objetivos utilizou-se uma metodologia mista. Como instrumentos foram utilizados o Questionnaire to Assess Affective and Cognitive Empathy in Children, uma grelha de observação dos comportamentos de agressão e uma entrevista semiestruturada. Embora não se tenham observado diferenças estatisticamente significativas após três meses da prática de judo ao nível da empatia, verificou-se uma redução significativa das agressões físicas nas crianças e jovens em acolhimento residencial e a presença de perceções positivas por parte das crianças e jovens relativamente à influência da prática da modalidade ao nível da mudança comportamental e das atitudes empáticas. Perante os resultados observados, pode-se considerar a prática de judo como uma ferramenta útil na diminuição dos comportamentos de agressão nas crianças e jovens com medida de acolhimento residencial.
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    Olhar para as casas de acolhimento em tempos de pandemia por COVID-19
    (2022) Silva, Laura Barata da; Gameiro, Fátima, orient.
    A pandemia Covid-19 levantou inúmeras questões que desafiaram a intervenção social. Este estudo tem como objetivos conhecer, em época de pandemia, os desafios impostos na dinâmica de Casas de Acolhimento (CA), as alterações ao nível do funcionamento das crianças e as práticas de intervenção adotadas. A amostra é constituída por 27 elementos, duas diretoras técnicas, duas assistentes sociais, duas psicólogas, quatro educadores de infância e dezassete auxiliares de educação. A metodologia utilizada foi de caráter qualitativo, e as técnicas suportaram-se na entrevista semiestruturada e na análise de conteúdo no âmbito da interpretação. Como resultados, o desafio mais identificado foi a dificuldade em manter as crianças restritas à CA; a maioria dos participantes relatou maior agitação e instabilidade das crianças e maior aproximação destas ao adulto; as práticas de intervenção mais utilizadas junto das crianças foram um maior cuidado ao nível das rotinas de higienização e existência de procedimentos de isolamento; junto das entidades jurídicas e das equipas parceiras, o teletrabalho e o recurso às plataformas digitais; na saúde, as consultas via telefone e as videochamadas, nos restantes domínios, utilização de novas tecnologias. Conclui-se, na relação das perceções das equipas técnica e não técnica, que a maioria das respostas foram consensuais, que os desafios impostos na dinâmica da CA foram maioritariamente ao nível da gestão das crianças, as alterações ao nível do funcionamento das crianças traduziu-se em instabilidade e as práticas de intervenção foram centradas na higienização e no uso da tecnologia.
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    Ser mulher num mundo de homens : perceções sobre género e desigualdades na Guarda Nacional Republicana
    (2022) Fonseca, Joana Alexandra Ramos da; Ramalho, Nelson
    As mulheres encontram-se em desvantagem em inúmeras esferas da vida, e apesar dos inúmeros esforços e estratégias, a nível nacional e internacional, para combater a desigualdade de género, os progressos são lentos. Em Portugal, a Guarda Nacional Republicana “abriu portas” às mulheres em 1994, um passo tardio, dado que outras instituições militares e de segurança pública já haviam iniciado este processo. Apesar da crescente taxa de feminização na GNR nos últimos anos, as mulheres ainda se encontram sub-representadas em todas as categorias profissionais. Neste sentido, pretendeu-se conhecer as desigualdades sentidas pelas mulheres militares na Guarda Nacional Republicana.. Esta dissertação partiu de uma metodologia qualitativa, onde foram entrevistadas 14 mulheres, entre os 22 e os 50 anos, com funções exclusivamente militares do Comando Territorial de Lisboa da GNR. Verificou-se uma tendência, dos homens militares, para lógicas de exclusão e de hostilidade ou, por oposição, de protecionismo, para com as colegas mulheres militares. Confirmou-se que as mulheres tendem a produzir estratégias de manutenção no espaço hegemonicamente masculino, tendo, por isso, a necessidade de demonstrar competência acrescida para o trabalho que é, ainda, visto pela sociedade, como um trabalho masculino. As mulheres, responsáveis pelo cuidado familiar e pela maioria do trabalho doméstico, acabam por priorizar a vida pessoal e a estabilidade familiar, quando enfrentadas com a opção de progressão de carreira ou de saída para uma missão internacional.
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    Competências do assistente social na intervenção com utentes institucionalizados, vítimas de abandono
    (2022) Matos, Ana Cláudia Mora de; Ferreira, Paula, orient.
    Os profissionais, independentemente da área, devem dotar-se de competências, ao nível do saber, do saber-fazer e do saber-ser. Quando abordamos uma área temática sensível, como o abandono de idosos, o nível de competência dos profissionais, que contactam diretamente com estes indivíduos, torna-se mais exigente. Assim, definiu-se como objetivo geral desta investigação Conhecer as competências do AS na intervenção com utentes institucionalizados em UCCI–ULDM e UMDR, vítimas de abandono. Do universo constam AS que intervêm com utentes de UCCI–ULDM e UMDR, no território português. Da amostra fazem parte 18 destes profissionais, escolhidos de forma aleatória, após divisão por NUTS II. O modelo teórico utilizado para identificação e avaliação das competências foi o de Le Boterf (2003). Utilizou-se uma metodologia mista, através do método Delphi aplicando um inquérito aberto, numa primeira fase, e um inquérito por questionário, com uma escala de Likert de cinco níveis, numa segunda fase. Realizou-se um Focus Group com sete profissionais, que haviam, nas fases anteriores, respondido aos questionários. Com esta investigação reconhecemos que as competências mais valorizadas pelos Assistentes Sociais, na resolução da problemática do abandono nas UCCI-ULDM e UMDR, incidem no saber-fazer e que as estratégias mais utilizadas recaem sobre o trabalho em equipa/rede.
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    Violência doméstica contra o homem : perceções dos militares da GNR
    (2022) Neves, Pedro Miguel da Silva; Rodrigues, Miguel, orient.
    Em Portugal, o crime de violência doméstica continua a ser um dos mais praticados. O número de homens vítimas, tem vindo a aumentar, sendo que, no ano de 2021, uma em cada quatro eram do sexo masculino. A Guarda Nacional Republicana (GNR), enquanto órgão de polícia criminal, surge na primeira linha de intervenção e na receção das denúncias relacionadas com a prática deste crime e no auxílio às suas vítimas. Desta conjugação de fatores, surgiu o objetivo geral de compreender as perceções dos militares da GNR sobre as várias dimensões do crime de violência doméstica contra o homem. Nesse sentido, utilizamos uma metodologia quantitativa, com o recurso à técnica de inquérito por questionário para a recolha de dados. A amostra, de âmbito nacional (continente e arquipélagos), é constituída por 839 militares da GNR, que prestam serviço em funções operacionais genéricas, ou especializados em violência doméstica a desempenharem funções nos Núcleos de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) e nas Equipas de Investigação e Inquérito (EII). Alguns dos resultados mais relevantes indicam que a generalidade dos participantes apresentam perceções desadequadas face à violência doméstica contra os homens em relações heterossexuais.